Legislativo

Domingo, 10 de Novembro de 2019, 13h:47 | Atualizado: 10/11/2019, 14h:01

306 cargos de vereadores serão extintos com fim de cidades; UCMMAT critica - veja

Com o projeto de extinção de municípios, 306 cargos de vereadores deixariam de existir em Mato Grosso. A proposta, apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), visa rebaixar a distritos, as cidades com menos de cinco mil habitantes e arrecadação própria abaixo de 10% da receita total. 

Rodinei Crescêncio

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O presidente da UCMMAT, que representa os vereadores dos municípios mato-grossenses, Edclay Coelho (PSD), critica a proposta inserida por meio da PEC do Pacto Federativo e defende a promoção de políticas justas como alternativa ao projeto. O dirigente culpa ainda a classe política pelas condições limitantes dos municípios prestes a serem extintos no Estado, situação que, segundo ele, é motivada por interesses políticos e eleitoreiros. 

Rodinei Crescêncio

vereador Edclay Coelho

Edclay Coelho diz que cidades precisam de governantes que se preocupem com bem social

“Sem acesso a recursos, ninguém vai querer morar em distrito. E parte dessa culpa é da nossa classe política. Em geral, as pequenas cidades não têm representantes no cenário político estadual e nem federal, fator que motiva que alguns desses políticos se preocupem em viabilizar recursos apenas para os locais onde terão benefícios eleitorais. Precisamos de parlamentares e governantes que se preocupam com o bem estar social dessas pessoas”, defende.

Edclay argumenta que a realidade dos municípios, dificultada pela distância dos grandes centros ou de cidades maiores, pode piorar assim que voltarem a ser distritos. “Pouco tempo depois passarão a ser no mínimo comunidades até se transformarem em apenas vilarejos. Se hoje essas cidades estão estagnadas quanto ao desenvolvimento econômico e populacional é por falta de uma política justa”.

Precisamos de parlamentares e governantes que se preocupam com o bem estar social dessas pessoas

Edclay Coelho

No quesito economicidade, argumentado pelo Governo Federal para propor a extinção, Edclay discorda que eliminar 306 cargos de vereadores em Mato Grosso, e consequentemente as câmaras municipais possa significar a solução para o problema fiscal e de estouro dos gastos públicos que o país enfrenta.

“Cada um desses municípios tem nove vereadores, com a maioria recebendo em média 2 salários mínimos, com Câmaras que possuem 10 a 15 servidores apenas, sendo que tem câmara que só tem dois funcionários e o vereador recebendo um salário mínimo. Isso porque cada cidade trabalha de acordo com sua realidade”, assevera.

Entre as alternativas que Edclay defende algo que está previsto também na PEC do Pacto Federativo, que é o princípio que tem sido pregado pelo Governo Federal de promover mais Brasil e menos Brasília. “Se o governo aplicasse primeiro essa iniciativa com a estimativa de maior divisão das receitas tributárias, com isso, garantiria que as cidades pudessem receber mais recursos, fomentando o desenvolvimento, e mudar a realidade dos municípios e, quem sabe, retirá-los da lista de extinção posteriormente”.

Para articular junto à bancada federal de Mato Grosso uma forma de reverter a proposta do presidente, a UCMMAT vai realizar na quinta (14) uma reunião com os vereadores das cidades que devem ser prejudicadas pelo projeto. O encontro será na sede da união em Cuiabá.

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Comentários (8)

  • Arthur | Terça-Feira, 12 de Novembro de 2019, 02h43
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    Que maravilha,quanto menos políticos melhor,talvez agora outros vereadores comecem a enxergar que devam produzirem,deveria ter também a diminuição de deputados senadores e mais uns quantos de despesas supérfluas que só pesam para os contribuintes.

  • Fagner | Domingo, 10 de Novembro de 2019, 16h26
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    Senhor "Eleitor" tem muito desocupado que transformou o cargo de vereador em uma profissão, provavelmente vc é um desses. Nunca ajudou o município a crescer, só sugou o que pôde. O que farão agora? 😂😂😂😂

  • Victor | Domingo, 10 de Novembro de 2019, 16h24
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    Dever-se-ia transformar todos os municípios abaixo de 10 mil habitantes em distritos. Daí sim teríamos uma grande economia.

  • Carlos | Domingo, 10 de Novembro de 2019, 16h22
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    É um grande passo para otimizar os gastos públicos. Os recursos gastos com cupinxas poderiam melhorar a qualidade da educação, saúde e segurança da população.

  • Davi | Domingo, 10 de Novembro de 2019, 16h20
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    Parabéns ao Presidente Jair Bolsonaro. Sou mato-grossense e apoio. A maioria são municípios que não se auto-sustentam. Nada impede a manutenção dos serviços básicos, como saúde e educação. Mas nada justifica manter vereadores, prefeitos, secretários, etc. É mais uma alternativa para a solução fiscal do Estado.

  • Eleitor | Domingo, 10 de Novembro de 2019, 16h00
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    ESTA PROPOSTA DO BOLSONARO É MAIS DAS IMBECILIDADES DESTE GOVERNO, PORQUE ELE NÃO PROPÕE A REFORMA DA POLITICA POR DENTRO OU SEJA DIMINUINDO O NUMERO DE VEREADORES DE 9 PARA 4, O NUMERO DE DEPUTADOS ESTADUAIS DE 24 PARA 8, SENADOR PARA 1, DEPUTADOS FEDERAIS DE 8 PARA 3 ... AI SIM TERÍAMOS UMA ECONOMIA GIGANTESCA PORQUE SE EU FOR RELACIONADOS AS BENESSE QUE ESTES POLÍTICOS RECEBEM COM DINHEIRO PUBLICO EU TERIA QUE ESCREVER UMA DAS PAGINAS POR SÃO MUITAS... MAS QUEREM ACABAR COM MUNICÍPIOS É UMA IMBECILIDADE...

  • WALTER/Brasília | Domingo, 10 de Novembro de 2019, 15h55
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    Vai haver muitos debates sobre o assunto. A questão da interiorização não pode ser esquecida. A população desses municípios precisa de atenção e assistência. Todas essas comunidades demandam prestação de serviços públicos, de assistência à saúde, educação, segurança, manutenção de estradas etc. Se hoje tá difícil, a adoção de medidas drásticas, como a extinção dos municípios, pode piorar ainda mais a situação. Há muitas questões que precisam ser debatidas e pensadas, antes de tomar medidas imediatistas que prejudiquem ainda mais a situação desses municípios!

  • alberto nunes | Domingo, 10 de Novembro de 2019, 14h50
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    deveria cortar pela metade os cargos de vereadores,deputados estaduais e federal,não produzem nada e ganham muito.

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