Legislativo

Quinta-Feira, 16 de Dezembro de 2010, 09h:17 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:28

LEGISLATIVO

6 federais de MT acataram aumento dos próprios salários

Carlos Abicalil   Dos oito deputados federais que compõem a bancada mato-grossense, seis votaram a favor do aumento do próprio salário, um reajuste de 61,8%, igualando o subsídio dos parlamentares aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), fixado em R$ 26.723,13. São eles: Carlos Abicalil (PT), Carlos Bezerra (PMDB), Eliene Lima (PP), Homero Pereira (PR), Thelma de Oliveira (PSDB) e Wellington Fagundes (PR).

     Dos deputados que aprovaram o novo salário, apenas Abicalil e Thelma não conseguiram sucesso nas urnas. O petista foi candidato a uma das duas vagas de senador da República nas eleições ocorridas em outubro deste ano. Ele perdeu a disputa para os eleitos Pedro Taques (PDT) e Blairo Maggi (PR). Atualmente é um dos nomes cotados para assumir a secretaria de Educação do Estado ou um cargo no Ministro da Educação, no governo Dilma Rousseff.

Thelma de Oliveira     Já Thelma concorreu à reeleição e recebeu 65.523 votos, ficando em décimo lugar entre os candidatos que tiveram os votos computados. Caso fosse eleita, ela iria para a sua terceira legislatura. Ela entrou na política por incentivo de seu marido, o ex-governador Dante de Oliveira, falecido em julho de 2006.

     Quanto aos reeleitos, que a partir de fevereiro receberão quase R$ 27 mil, apenas de salário, Carlos Bezerra foi reeleito com 90.780 votos. Esta é a terceira vez que ele se elege deputado federal. A primeira foi em 1979 e a segunda em 2007. Com relação ao deputado reeleito Eliene Lima, que obteve 66.482 votos, atualmente está com o mandato de cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral. A Câmara foi notificada da decisão no último dia 9.

     O deputado reeleito Homero Pereira foi o segundo mais votado nas eleições deste ano. Obteve 112.421 votos nas urnas. Ele tem como base a agricultura e pecuária já tendo exercido cargos como de presidente da Famato. Já o deputado de MT mais votado nas eleições e que também contribuiu para o aumento do próprio salário é Wellington Fagundes. Ele recebeu mais de 145 mil votos, um recorde desta eleição no Estado.

     O novo salário passa a valer a partir de fevereiro de 2011, já que o Senado Federal aprovou nesta quarta (15) o projeto de Decreto Legislativo (PDS 683/10), que iguala os subsídios dos parlamentares, dos ministros de Estado, do presidente e do vice-presidente da República aos dos ministros do STF. Agora o texto segue para promulgação.

     Contudo, a equiparação com os subsídios dos ministros do STF pode durar por pouco tempo. Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei de iniciativa do STF para elevar o valor pago aos ministros para R$ 30.675,48.

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Comentários (12)

  • Ana Maria | Sexta-Feira, 24 de Dezembro de 2010, 19h34
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    "Todo trabalhador merece seu salário". É pura hipocrisia não querer ganhar bem!!O que náo se deve fazer é roubar o dinheiro do povo!!Que Deus ilumine os políticos brasileiros a trabalharem justamente!!!

  • altamiro maia | Domingo, 19 de Dezembro de 2010, 18h20
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    Os deputados que não votaram favoravel ao aumento salarial, é no minimo cara de pau, pois eles sabem que de qualquer maneira a maioria venceria , pura demagogia, estes que votaram contra deveriam continuar ganhando o antigo salario.

  • Thiago Albuquerque | Quinta-Feira, 16 de Dezembro de 2010, 13h45
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    População com baixo nível de escolaridade + sistema político formados por pilantras = BRASIL

  • Nunes | Quinta-Feira, 16 de Dezembro de 2010, 11h35
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    A solução do país é educação e revolução política...porque a maioria da classe política não tem mais pudor.

  • Fernando | Quinta-Feira, 16 de Dezembro de 2010, 10h59
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    Concordo com o leitor Antônio Sandes de Almeida: e os outros 2 deputados, quais foram seus posicionamentos??? Laice Souza, como jornalista, deverias dar a notícia por completo, né! Faça-nos o favor.

  • Evandro Marcos | Quinta-Feira, 16 de Dezembro de 2010, 10h29
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    Vamos ver agora se haverá verba para aumentar o salário do funcionalismo público de MT e se estes 06 federais apoiaram também um aumento significativo para esta classe que só recebe migalhas. Será que ganharemos 61% de aumento também? É comico se não fosse trágico.

  • Antônio Sandes de Almeida | Quinta-Feira, 16 de Dezembro de 2010, 10h27
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    Atenção jornalista Laice Souza, qual foi a posição do atual deputado federal reeleito Valtenir Pereira? Foi contra, a favor ou abstenção...Faltou esta informação para nossa apreciação...A reportagem simplesmente ignora o nome do parlamentar. A imprensa nacional deu destaque ontem a Luisa Erundina do também PSB paulista, que disse NÃO ao aumento vergonhoso em alto e bom tom.

  • assis | Quinta-Feira, 16 de Dezembro de 2010, 10h17
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    O Congresso fez um desserviço ao País e mostrou como são irresponsaveis quando trata da questão salarial. Discutem o aumento do salário minimo ao longo de várias semanas para aprovar reajuste vergonhoso. O mesmo fazem com a aposentadoria. Mas quando se trata do bolso deles, o aumento é decidido com rapidez e o percentual é estratoferico. E olhem: são as pessoas de baixa renda que colocam esses irresponsaveis nas câmaras.

  • jonas | Quinta-Feira, 16 de Dezembro de 2010, 10h16
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    Ta certo o aumento p eles , Trabalham demais, coitadinho deles , eles merecem , Nos Trabalhadores que estamos errados.

  • CLEBER | Quinta-Feira, 16 de Dezembro de 2010, 10h15
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    Estou indignado com aumento de 61,8%, seria impróprio chamar de reajuste, visto que a inflação foi de 7% e o PIB 4% então o reajuste seria de 11%. Cadê o aumento dos servidores públicos federais, estaduais e municipais? Os culpados pelas greves são os próprios políticos, mas Deus está vendo tudo isso!

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