Legislativo

Sábado, 16 de Novembro de 2019, 07h:04 | Atualizado: 16/11/2019, 07h:06

Saída das redes sociais

Até o Carlos percebeu que atrapalhava o presidente Bolsonaro, avalia deputado

Daniel Ferreira/Metrópoles

Carlos Bolsonaro e Jair Bolsonaro

Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, deixou as redes sociais nesta semana

O deputado estadual Delegado Claudinei, um dos principais apoiadores do presidente da República Jair Bolsonaro em Mato Grosso, que já se prepara para deixar o PSL e acompanhá-lo ao Aliança pelo Brasil, se disse surpreso com a decisão do  vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC)  de deixar as redes sociais. Na última terça (12), Tanto sua página no Twitter, quanto no Facebook e no Instagram foram excluídas do ar.

Na avaliação do Delegado Claudinei, Carlos pode ter se dado conta que sua militância virtual pode ter atrapalhado o Governo do pai em algum momento.  Entretanto, ressalta que o vereador, como seus irmãos  – deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) – são responsáveis pelos próprios atos.

“Quem sabe o Carlos  percebeu que em algum momento pode ter atrapalhado o presidente, com alguma fala na rede social,  e resolveu se ausentar. O presidente Bolsonaro tem o sentimento de pai, mas vejo que sempre procura separar a questão parlamentar dos filhos com as questões presidenciais. Inclusive, já vi dizer em entrevista: se meu filho falou isso, ele que responda. Eles são maiores, são políticos, têm seus cargos e vão responder por seus atos. O Bolsonaro responde apenas pela presidência do Brasil. Se fizeram alguma cagada, que se responsabilizem”, disse o Delegado Claudinei ao .

A saída de Carlos das redes sociais gerou especulação nos meios políticos. Conforme o site Congresso em Foco, interlocutores apontaram três possíveis motivações:  evitar atritos durante o processo de criação do novo partido do pai;   tentativa de se afastar do foco da CPI das Fake News;  e até mesmo chantagem emocional com Bolsonaro.  

No Twitter, é possível desativar o perfil por 30 dias, sem perder as publicações. Já no Facebook e Instagram, o usuário consegue suspender as contas por tempo indeterminado.

  Bolsonaro é um usuário intenso de redes sociais. No ano passado, durante as eleições presidenciais, ele comandou as contas do seu pai, que conseguiu uma votação expressiva no primeiro turno sem tempo de televisão.

Após as eleições, Carlos continuou com acesso às redes do pai, provocando controvérsias em alguns momentos. Entre elas a publicação de uma mensagem a favor da prisão em segunda instância, na época em que o Supremo Tribunal Federal (STF) estava julgando o tema.

Além das redes do pai, o vereador carioca também tem contas nessas plataformas e as utiliza com frequência. No Twitter, o chamado 02 já discutiu com parlamentares do PSL, atacou o vice-presidente, general Hamilton Mourão, ajudou a derrubar um ministro e criticou a velocidade das mudanças em um regime democrático. (Com informações do Congresso em Foco)

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Comentários (4)

  • Benedita da Silva | Domingo, 17 de Novembro de 2019, 10h54
    2
    0

    Ao vencedor as batatas, dizia Machado de Assis, e batatas quentes não faltam para o governo, todos os tipos e vários graus de fritura, e laranjas de sobremesa.

  • Carlos Silva | Sábado, 16 de Novembro de 2019, 20h28
    4
    0

    O estrago já foi feito, tarde demais pra remediar. O que me espanta é o referido deputado delegado da reportagem defender o Bolsonaro com atraso, tá segurando vela pra defunto. Logo Mourão assume pra realmente botar ordem nesse governo que até momento não sabe a que veio e não tem propostas propostas concretas. Resta saber se o mito fica até o natal de 2020 pro Mourão assumir ou se cai antes e convocam eleições gerais.

  • Ana Lídia | Sábado, 16 de Novembro de 2019, 19h05
    3
    0

    Concordo com vc, Ronaldo Araújo.

  • ronaldo araujo | Sábado, 16 de Novembro de 2019, 11h12
    5
    0

    Deixou não, apagou tudo com medo da cpi do fake new, daqui a pouco a casa da família honesta cai.

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