Legislativo

Domingo, 24 de Maio de 2020, 16h:23 | Atualizado: 25/05/2020, 07h:58

NAS MÃOS DE BOLSONARO

Congelamento dos salários dos servidores contraria sindicalistas e divide bancada

Os servidores públicos deverão ter congelamento de salários até o fim de 2021. Crucial para o presidente  da República Jair Bolsonaro, a medida deve ser efetivada após pressão da União sobre governadores e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em reunião sobre o socorro aos estados e municípios realizada na quinta (21).

Rodinei Crescêncio

Rosa Neide

A deputada federal Rosa Neide é contrária ao congelamento dos salários dos servidores

Na videoconferência com os governadores, Bolsonaro deu a entender que sancionaria o plano de socorro bilionário aos entes federativos, que prevê R$ 120 bilhões de ajuda, sendo R$ 60 bilhões em repasses diretos e a outra metade do montante para o caixa, sendo R$ 1,3 bilhão para Mato Grosso.  Entretanto,  ele pediu apoio ao congelamento de salários de servidores públicos até 2021. Alguns estados haviam barrado esse item do projeto original do socorro, já aprovado pelo Legislativo, e Bolsonaro costurou acordo para conseguir vetar isso e evitar os reajustes salariais até o fim do próximo ano.

 A medida aceita pela maioria dos governadores, incluindo o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM). Já o Fórum Sindical e a deputada federal Rosa Neide (PT) criticam duramente o congelamento salarial enquanto o coordenador da bancada de Mato Grosso no Congresso, deputado federal Neri Geller (PP), se diz favorável.

O sindicalista Antônio Wagner, representante do Fórum Sindical, entidade que congrega os sindicatos dos servidores públicos de Mato Grosso, afirma que a proposta de congelar os salários revela o  despreparo do Governo Federal para  lidar com Pacto Federativo e invade prerrogativa dos Estados e municípios. Segundo ele, esses são os entes que têm a competência de legislar sobre seus servidores

Assessoria

Deputado Federal Neri Geller

Líder da bancada de Mato Grosso no Congresso, deputado Neri Geller é favorável à medida

“É uma tentativa de jogar a culpa da crise econômica, fazendo a velha narrativa contra os servidores. Ninguém quer discutir os verdadeira gargalos da administração pública porque é mais fácil culpar os trabalhadores”, pontuou Antônio Wagner.

Além disso, o sindicalista lembra que Mato Grosso não paga Revisão Geral Anual (RGA) há quase quatro anos e faz R$ 8 bilhões de renúncia fiscal ano. Por isso, acusa o governador Mauro Mendes de fazer “demagogia” ao embarcar no discurso de Bolsonaro.

 “Quando se tira dinheiro dos servidores, automaticamente reduz o consumo e reduz a arrecadação do Estado na medida que tira dinheiro de circulação e a maior parte vem do ICMS que incide sobre o consumo.  Infelizmente nosso governo se alinha ao presidente da República que socorre os bancos com R$ 1,2 trilhão e ataca o funcionalismo público”, completa.

Já a deputa Rosa Neide lembra que a Câmara garantiu os direitos dos servidores públicos. Porém, lamenta que o Senado tenha modificado o texto e incluído o congelamento dos salários dos servidores públicos.

antonio wagner artigo

Antônio Wagner, do Fórum Sindical, criticou congelamento aos servidores

“Nós fizemos o debate na Câmara para não prejudicar aqueles que estão na ponta, atendendo a população. No Senado, houve interferência do governo para congelar salários. Ficaram fora saúde, educação e segurança pública. Pena que para a maioria dos governadores, mesmo nessa situação de pandemia, os servidores são um peso. Infelizmente os Governo Federal, a maioria dos governos estaduais e das prefeituras não têm apreço pelos servidores. É triste ver os servidores sendo penalizados”, disse a petista.

 Neri Geller, por sua vez, se diz favorável à medida. Ressalta, porém, que o congelamento também deve atingir os políticos brasileiros.

“É melhor congelar do que depois não ter dinheiro para pagar. Nos últimos anos, aumentou muito a despesa com o funcionalismo. Por isso, sou a favor do congelamento até o final de 2021”, concluiu o coordenador da bancada mato-grossense.

Na reunião de quinta, Bolsonaro prometeu aos governadores a  sanção imediata do socorro aos Estados e municípios. Ocorre que na tradicional live realizada à noite, mudou o tom, prometendo sancionar somente “nos próximos dias”, o que frustrou as expectativas.

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Comentários (11)

  • . | Terça-Feira, 26 de Maio de 2020, 05h42
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    Pode congelar sim, desde que os preços (já altos) nos mercados, postos de combustíveis e farmácias, entre outros, também fiquem congelados até o final de 2021. Nesse ritmo de aumento, até lá um botijão de gás estará custando 300 reais e 1kg de carne de primeira, 150 reais. Um absurdo desproporcional.

  • jj | Segunda-Feira, 25 de Maio de 2020, 16h32
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    com todo respeito a cada servidor publico, federal, estadual e municipal, sem aumento salarial agora, voces ainda estão recebendo seus salarios em dias e bons salarios, imagine pessoas de empresas privadas que estão se fechado e mandando eles ir embora. voces servidores estão chorando de barriga cheia. olhe para tráz!, só uma reflexão.

  • Mirino | Segunda-Feira, 25 de Maio de 2020, 12h00
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    Paulo Guedes Joga a conta pra trabalhador pagar. Neri se vende e Rosa Neide joga a real e defende trabalhador. Ta anotado aqui.

  • Everton | Segunda-Feira, 25 de Maio de 2020, 11h17
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    Rosino Bomfim, bozomico é assim mesmo. Na falta de competência deste governo, atribui tudo aos governos anteriores, principalmente ao PT. Só pode ser que cada comentário seu lhe rende um fardo de capim....

  • Leonildo | Segunda-Feira, 25 de Maio de 2020, 11h14
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    Bruno Mendes, petralha é tua genitora. Se enxerga, idiota!

  • ROSINO BOMFIM | Segunda-Feira, 25 de Maio de 2020, 08h39
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    SE O PT NÃO TIVESSE "DOADO" O NOSSO DINHEIRO PRA PAÍSES COMUNISTAS...ESTARIA SOBRANDO DINHEIRO.

  • Bruno José Mendes | Segunda-Feira, 25 de Maio de 2020, 05h41
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    Todos terão que fazer sua contribuição e chegou a hora dos servidores fazerem a deles, e deram muita sorte de não pedir o congelamento até 2025 devido ao alto custo com a pandemia, sindicatos e pessoas desocupadas ... Se não fosse a ajuda do governo federal muitos Estados nao pagariam nem o salário de MAIO e JUNHO, abre o olho ... PeTralha.

  • Raul | Domingo, 24 de Maio de 2020, 21h54
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    Joaquim Silva, como você é ignorante! Já comeu teu fardo de capim hoje?

  • Ferreira | Domingo, 24 de Maio de 2020, 20h45
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    3

    Os servidores do Executivo do Estado estão a quase dois anos sem reajustes de Salários e não vi até hj nenhum manifesto destes tais sindicalista. Onde é que Vcs estavam?

  • Povo de Matogrosso | Domingo, 24 de Maio de 2020, 19h33
    8
    31

    A população perdendo emprego e esses m... que possuem estabilidade querem aumento. Fim da estabilidade publica urgente.

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