Legislativo

Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2020, 17h:51 | Atualizado: 28/10/2020, 18h:00

DATA COMEMORATIVA

Deputado participa de ato e faz críticas à reforma que tira estabilidade do servidor

Da Assessoria

 Deputado Henrique Lopes PT

Deputado estadual Henrique Lopes participou na tarde desta quarta (28), Dia do Servidor Público, de carreata contra a reforma e discursou para presentes

No dia do servidor público, data comemorada nacionalmente hoje (28), o deputado estadual Henrique Lopes, chama atenção para a PEC 32/2020, sobre a Reforma Administrativa, que abre brecha para cargos com indicação política, que impacta no funcionalismo e fragiliza o serviço público. De acordo com ele, com o fim da estabilidade, os servidores públicos podem ficar sujeitos a perseguições políticas.

“Criou-se o discurso e a estratégia de culpar os servidores públicos pela crise e pelos gastos em excesso”, apontou.

Na tarde de hoje o deputado estadual esteve presente na carreata contra a Reforma Administrativa, que teve concentração no pátio da Assembleia Legislativa. Para Henrique, a PEC 32/2020 é uma das tantas batalhas dos servidores públicos e também da população, que está sujeita a ter serviços essenciais privatizados.

Com a Reforma Administrativa, acabam os planos de cargo e carreira, licença-prêmio, aumentos retroativos e adicional por tempo de serviço. O texto ainda prevê autorizar a redução de jornada e remuneração. O presidente da República poderá extinguir órgãos; extinguir e transformar cargos, funções e gratificações; reorganizar autarquias, fundações e atribuições de cargos do Poder Executivo.

O parlamentar ressaltou que a sociedade precisa entender qual o papel do Estado, que atualmente faz com que a população viva uma “disputa entre público e privado”.

“Alguns acham que o mercado deve regular tudo. Mas chamo atenção, inclusive, para o momento pandêmico que estamos vivendo. O papel do SUS é tão criticado, mas, se não fosse esse sistema público regulador, como ficariam os cidadãos que não têm condições financeiras? A maioria depende do SUS. Em Mato Grosso, pessoas em cargos do alto escalão, quando tiveram Covid-19 subiram em seus jatinhos. Eles têm condições financeiras para isso. Mas a maioria esmagadora da população precisa do SUS. Por isso, o serviço público precisa ser estruturado e valorizado”, afirmou.

Para Henrique, de nada adianta existirem bons profissionais qualificados, se o Estado não oferecer as condições e a estrutura básica para o enfrentamento. Como acontece com o SUS, com a Educação, com a Segurança Pública e outras questões de políticas públicas.

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Comentários (1)

  • Marcio | Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2020, 22h36
    2
    0

    Os países mais desenvolvidos são os que apresentam os maiores números percentuais de servidores públicos em relação a sua população! Japão tem mais de 11 % da população no serviço público enquanto o Brasil não chega a 2 %

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