Legislativo

Terça-Feira, 11 de Maio de 2010, 15h:01 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:26

CPI da Unemat

Deputados agendam oitiva de Taisir para o próximo dia 26

Reunião da comissão da CPI Da Unemat  Foto: Widson Maradona   Os membros da CPI da Unemat vão ouvir o reitor Taisir Karim no próximo dia 26 de maio. A convocação foi aprovada nesta terça (11), durante uma reunião dos membros da Comissão, instaurada pela Assembleia para apurar o “fiasco” da primeira tentativa de aplicação das provas do concurso do Estado e denúncias de mau gerenciamento dos recursos repassados pelo Executivo à instituição. Antes de Taisir, será ouvida a ex-coordenadora da Fundação de Apoio ao Ensino Superior (Faesp), Maria Auxiliadora de Araújo. Ela foi convocada a comparecer na Assembleia no próximo dia 19.

   Nesta terça (11), os deputados interrogaram o presidente da Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat), Otávio Ribeiro Chaves. “Além disso elaboramos e encaminhamos para a secretaria estadual de Administração (SAD) um requerimento que exige explicações quanto à demora na divulgação dos candidatos aprovados no concurso”, frisou o presidente da CPI, deputado Percival Muniz (PPS). Ele revelou que também foi aprovado um pedido de inquérito policial para apreensão de documentos na Unemat. “Solicitamos esses documentos há mais de 50 dias e esta é uma atitude extrema para termos acesso às informações”, justificou.

   A CPI da Unemat alterou o calendário de reuniões. A partir de agora, os membros se reunem às terças, sempre no período matutino. A investigação estava “empacada” por falta de quórum devido a outras reuniões agendadas para as quintas. Conforme Percival, os membros já têm em mãos centenas de informações repassadas pela SAD, Sefaz e TCE. Ele destaca que há dados referentes aos 90 processos investigatórios e denúncias de irregularidades levantados pelo MPE contra a Unemat.

   Pagamento irregular

   Em depoimento nesta terça, o presidente da Adunemat, Otávio Ribeiro Chaves, acusou Taisir de pago uma empreitada com cheque pessoal. Sem revelar publicamente o teor da acusação, o sindicalista exigiu que CPI investigue a denúncia. Otávio também ressaltou que a instituição responde a 96 processos por irregularidades e outras 14 ações civis públicas. “A Faesp é um lamaçal de recursos públicos e não presta contas a ninguém”, criticou. 

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Comentários (3)

  • Ricardo | Segunda-Feira, 24 de Maio de 2010, 16h04
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    Á título de informação: o vestibular 2009/2 da UNEMAT para o curso Direito teve a proporção de 33,1 concorrentes por vaga. Qualidade indiscutível do curso de Direito da UNEMAT. É salutar separar as quesôes controversas sobre a adminstração da instituição com a qualidade genuína do ensino. Não é correto, e nem coerente para o momento, a discussão sobre repartição tributária, pois o fato de os recursos auferidos pela UNEMAT serem oriundos de tributos arrecados, pela maioria, em outras cidades não obsta que estes sejam investidos nesta Insituição, que possui ''campus'' acadêmicos em cidades diversas. A repartição tributária é questão constitucional, nem sempre o tributo arrecado deve ser precisamente investido na lacalidade em que se deu sua maior arrecadação. Logo este é o momento de se aferir as possíveis irregularidades de gestão admistrativa, e não de suscitar dúvidas sobre a distribuição de recursos e a importância da UNEMAT para os municípios em que há menor demanda para os cursos. Como morador da cidade de Cáceres só tenho elogios a serem tecidos para insituição. Espero que as questões controversas sejam plenamente dirimas, pois, face as significativas evoluções desta renomada instituição de ensino, acredito na competência da atual gestão adiministrativa.

  • Gabriela Santos | Terça-Feira, 11 de Maio de 2010, 18h53
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    Tenho acompanhado as notícias sobre a Unemat, e não posso deixar de comentar que não apenas a questão do concurso, mas muitas outras merecem atenção. Já é notório que a COVEST é uma espécie de caixa dois da reitoria, pois não se tem nenhum controle ou fiscalização em cima dos recursos que ingressam na universidade por meio dos concursos e vestibulares que a COVEST realiza, bem como não se tem controle para onde são investidos esses recursos (se é que são investidos na própria universidade). Vale lembrar também que a COVEST utiliza-se da FAESPE para pagar os prestadores de serviço que trabalham nesses concursos e vestibulares. A FAESPE é uma fundação privada que recebe recursos públicos de prefeituras para implantar turmas especiais de cursos de graduação e pós-graduação da UNEMAT em vários municípios mato-grossenses, e como todos sabem, a FAESPE está em processo de investigação por conta de desvio de recursos por parte de seus dirigentes desde 2002. E há parentes do reitor (mais propriamente, a sua respectiva cunhada) trabalhando como funcionários nessa fundação. Onde está a lisura? Recentemente a reitoria, ilegalmente, contratou vários técnicos administrativos para trabalhar nos diversos campus e na sede. O contrato é ilegal, pois a lei que rege a carreiras dos técnicos universitários não admite contratações, nem em caráter de excepcional necessidade pública. Apenas, como bem se sabe, podem ser contratados professores, mas técnicos não. Questionamos novamente: onde está a lisura e a legalidade? A UNEMAT é uma universidade mantida com recursos públicos, oriundos principalmente do ICMS, IPVA, ITCD e do FPE, e sabe-se que o IPVA e o ICMS são recolhidos nos municípios. Atualmente, seu orçamento está na casa dos 120 milhões ao ano. Porém, o interessante é que os municípios que mais recolhem IPVA e ICMS são os que não tem campus da UNEMAT (Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Barra do Garças, Sorriso, entre outros). Ou seja, os municípios que não tem campus da UNEMAT são os que financiam essa universidade. Então, porque a UNEMAT não está presente nesses municípios? Poderíamos atenuar esse fato alegando que a UNEMAT está presente em 11 municípios mato-grossenses e que, com isso, atende a demanda por ensino superior em MT. Porém, os números do vestibular comprovam o contrário. A concorrência por vaga no vestibular 2010/01 demonstra que dos 44 cursos oferecidos, 15 obtiveram uma concorrência menor que 3 candidatos por vaga. Isso significa 35% dos cursos com baixíssima demanda. E há cursos em que a concorrência foi menor que 1 por vaga: Comunicação social (0,88), no campus de Alto Araguaia (que tem a segunda menor arrecadação entre os municípios que tem campus da UNEMAT). E por quê isso acontece? Porque NÃO HÁ DEMANDA por esses cursos. A UNEMAT possui uma estrutura gigantesca no estado, mas não consegue atender sua própria população. Há campus em que até hoje há apenas um curso em funcionamento (Colíder e Juara), e está comprovado o desinteresse por uma vaga num curso que já funciona há anos num mesmo local. A pequena densidade demográfica ocasiona uma baixa demanda no vestibular e a rápida saturação da oferta de profissionais, uma vez que todos são formados numa mesma área. Esses são apenas alguns pontos mais gritantes que merecem atenção, em se tratando de uma instituição universitária, financiada com recursos públicos e com o fim de atender sua população. Assim, como tenho acompanhado as notícias com relação gestão da UNEMAT, compartilho dessa preocupação que nos toma a todos quanto às ingerências cometidas pela reitoria dessa universidade. Em ano de eleição para governador, tem-se também, na universidade, eleição para reitor, e sabe-se lá que mentalidade teremos para os próximos quatro anos na UNEMAT.

  • adriana | Terça-Feira, 11 de Maio de 2010, 16h30
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    para de falar bobagens professor.. olhe para o seu rabico..vamos dar aula e deixar o homem trabalhar.. olha que processo de calunia e difamação sem provas e crime..

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