Legislativo

Quinta-Feira, 18 de Fevereiro de 2010, 10h:03 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

Câmara de Cuiabá

Deucimar cobra explicação de Totó; sessão só volta em março

Deucimar Silva    O presidente da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, Deucimar Silva (PP), garantiu que nos próximos dias o vereador Totó César (PRTB) terá de prestar esclarecimentos sobre as denúncias envolvendo supostas fraudes na obtenção de benefícios do Bolsa Família. O progressista quer ouvir a versão do parlamentar antes de decidir se a Casa provocará ou não a Comissão de Ética para acompanhar o caso e, em caso de comprovação das denúncias, punir o vereador do PRTB. “Nós vamos entrar em contato com Totó porque precisamos saber o que ele tem a dizer”, conta Deucimar. Segundo o presidente do PP, um posicionamento oficial deve ocorrer apenas em 2 de março, quando os trabalhos do Legislativo municipal serão retomados.

   As sessões deveriam ter recomeçado em 23 de fevereiro, mas como o prédio passa por reforma, serão retomadas em 2 de março. “Devido às chuvas, as obras atrasaram”, explica. Para compensar, haverá duas sessões consecutivas em 2 de março e outras duas no dia 4. Com o novo “remanejamento”, os parlamentares ganharam nada menos que 20 dias de recesso.

   Eles estão de “férias” desde 9 de fevereiro, quando foram realizadas as últimas duas sessões no auditório Milton Figueiredo, no prédio da Assembleia Legislativa. Sob alegação de que o local não era adequado para os trabalhos, eles fizeram “cerão” em 4 e 9 de fevereiro.

   No retorno em março, o clima deve ser tenso principalmente por causa das denúncias feitas pela ex-mulher do vereador Totó César. A tendência é que os outros parlamentares aproveitem o grande expediente para comentar o assunto, que teve repercussão em todo o Estado.

   Reforma

   Por enquanto, os vereadores descansam e os operários reformam o plenário, gabinetes e toda a infraestrutura da Câmara de Cuiabá, inclusive, as partes hidráulica e elétrica. Estão previstas também adequações para que o prédio atenda a Lei de Acessibilidade. A reforma vai custar aos cofres do Legislativo R$ 2,9 milhões.

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