Legislativo

Terça-Feira, 15 de Abril de 2014, 15h:23 | Atualizado: 15/04/2014, 15h:26

Câmara de Cuiabá

Emanuel não aparece em polêmica sessão; participação popular ínfima

Davi Valle/Rdnews

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Durante a sessão, foi apresentado o vídeo que aparece João Emanuel ensinando a fraudar licitações

Diferente de outras sessões que culminaram na cassação de vereadores por Cuiabá (Ralf Leite e Lutero Ponce), a sessão que colocaria em votação o pedido de anulação do mandato de João Emanuel (PSD), nesta terça (15), que foi suspensa por decisão judicial, não trouxe grande público. Outro fator que chamou a atenção foi a ausência do social-democrata, bem como o não surgimento de denúncias.

Ao contrário do que ocorreu na cassação do ex-vereador Ralf Leite, em agosto de 2009, quando dezenas de manifestantes ocuparam a sede do Legislativo e lavaram a entrada do prédio, na manhã de hoje a situação foi outra. Há pouco mais de 4 anos, Ralf perdeu o mandato por quebra de decoro parlamentar, mas reverteu a situação e voltou a legislar. Lutero, por sua vez, perdeu o cargo devido à acusação de ato de improbidade administrativa.

Desta vez, apenas alguns ativistas marcaram presença nas galerias da Câmara, que iria decidir o futuro de João Emanuel, pivô da Operação Aprendiz, desencadeada pelo Gaeco, que o aponta como o responsável por um esquema de desvio de recursos do Legislativo. Eles acompanharam o momento em que o oficial de Justiça chegou com a notificação da decisão que suspendeu a sessão extraordinária. A tendência, até então, era de que o social-democrata fosse cassado pela maioria dos votos. 

A ativista que diz ter sido agredida pelo segurança de João Emanuel, Ivonete Jacob, esteve presente. Ela segurava uma faixa que dizia: “Não deixe acabar tudo em pizza. Vamos juntos lutar contra a corrupção. Câmara Municipal, cassação já”. Para Ivonete, a suspensão da sessão é uma manobra judicial para “prorrogar o tempo de liberdade” do parlamentar. 

Sustenta ainda que os crimes supostamente praticados por João Emanuel ficam óbvios no vídeo em que ele ensina como fraudar licitações na Câmara e se refere aos colegas vereadores como “artistas”. A gravação, com duração de cerca de 30 minutos, foi transmitida a todos os presentes na sessão de hoje. “Saio daqui com o sentimento de todo cuiabano que não é favorecido por este crime organizado e está dentro de suas casas ou trabalhos, extremamente chateados e irritados com esta situação”, afirmou. 

 Por outro lado, a ativista concorda que faltou mais participação da população. “A sociedade está muito revoltada e com certeza virá em peso”, diz, se referindo à próxima sessão. Apesar dos esforços, Ivonete não crê na punição de João Emanuel devido a sua forte influência.

Vereadores

Já os vereadores por Cuiabá, na maior parte do tempo, "ignoraram" a polêmica em torno da situação. Enquanto o Legislativo era notificado sobre a suspensão da sessão, os parlamentares seguiam discursando sobre problemas administrativos da gestão Silval Barbosa (PMDB), especialmente devido as obras da Copa. Quase no final, entretanto, se posicionaram em relação ao despacho da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro. O mais revoltado com a situação foi o presidente Júlio Pinheiro (PTB), que chegou a afirmar que apresentará uma representação contra a magistrada. Pinheiro se reúne com o presidente do Tribunal de Justiça Orlando Perri para debater a questão.  

Além disso, a Câmara vai notificar o vereador João Emanuel para que se manifeste sobre o vídeo, que foi transmitido na íntegra, nesta terça. Ele também deve se manifestar sobre a perícia favorável a integridade técnica das imagens. A notificação será publicada no Diário Oficial Eletrônico e o vereador terá 5 dias para defesa.

Galeria de Fotos

Credito: Davi Valle/Rdnews
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Credito: Davi Valle

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Comentários (1)

  • HENRQUE | Terça-Feira, 15 de Abril de 2014, 19h45
    0
    0

    O fato de eu não estar lá não quer dizer que não estou seguindo.....eu e muitissimos outros....fica a dica

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