Legislativo

Domingo, 24 de Janeiro de 2010, 22h:30 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

Assembleia Legislativa

Mesmo com 24 deputados, AL contempla 42 nesta Legislatura

Wagner Ramos, que se efetivou no lugar de Bosaipo   A Assembleia reabre os trabalhos no próximo mês para o último ano do mandato desta 16ª Legislatura com registro impressionante sobre dança das cadeiras. São 24 deputados eleitos e/ou reeleitos nas urnas de 2006, mas outros 18 então suplentes ocupam cargo de titular ou tiveram passagem relâmpago pelo Legislativo mato-grossense, totalizando 42 deputados. Nessa relação, entram alguns privilegiados, como o petista Alexandre Cesar, que não foi eleito, mas, como o titular Ságuas Moraes está licenciado e comanda a pasta da Educação do Estado, o suplente atua como parlamentar há mais de três anos. Roberto França, outro que saiu das eleições de 2006 como suplente, legislou por muito tempo graças ao esquema de rodízio com os titulares e só deixou a Assembleia porque foi nomeado como um dos sete diretores da Agecopa, com garantia de emprego até 2014.

    Seis suplentes assumiram de vez a cadeira de titular. Wagner Ramos (PR) e Antônio Azambuja  (PP) entraram, respectivamente, nos lugares de Humberto Bosaipo e Campos Neto, hoje conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Jota Barreto (PR) e Antonio Brito (PMDB) ganharam mandato com a eleição de prefeito de Juarez Costa, em Sinop, e de Zé do Pátio, em Rondonópolis. Wilma Moreira (PSB) virou titular com a saída de Chico Galindo (PTB), vice-prefeito de Cuiabá. Nilson Santos (PMDB) tirou vantagem sobre Walter Rabello, cassado por infidelidade partidária.

   Pressionados, alguns deputados pediram licença para abrir espaço aos suplentes. Otaviano Pivetta (PDT) se afastou três vezes, o que permitiu a atuação de Erival Caspistrano, Wilson Kishi e Carlos Brito. Percival Muniz (PPS) fez o mesmo, para alegria de Pedro Satélite. Os vereadores Gilson de Oliveira, de Sinop; Manoel José da Silva, o Branquinho; de Nova Xavantina, e Luizinho Magalhães, de Primavera do Leste, fizeram suas estréias como deputados por quatro meses, assim como o ex-vereador cuiabano Mário Lúcio e Júnior Chaveiro, de Tangará da Serra. O empreiteiro e suplente Carlos Avalone também exerceu mandato na Assembleia por um ano no lugar de Guilherme Maluf, que ficou afastado enquanto conduziu a pasta de Saúde de Cuiabá.

   Com um duodécimo mensal de R$ 18 milhões, a Assembleia paga cerca de R$ 15 mil a seus deputados. Eles têm direito ainda à verba indenizatória de até R$ 15 mil, controlam R$ 30 mil de verba de gabinete e contam com um veículo Corolla à disposição do gabinete. Têm a missão de apresentar projetos e outras proposituras e de fiscalizar o Executivo.

Os eleitos e/ou reeleitos em 2006
Percival Muniz (PPS)
Sebastião Rezende (ex-PPS e hoje PR)
Sérgio Ricardo (ex-PPS e hoje PR)
Mauro Savi (ex-PPS e agora no PR)
Dilceu Dal Bosco (PFL, hoje DEM)
Wallace Guimarães (ex- PFL e agora no PMDB)
José Domingos (ex-PFL, hoje DEM)
Humberto Bosaipo (ex-PFL)
João Malheiros (ex-PPS e hoje no PR)
Gilmar Fabris (ex-PFL, hoje DEM)
José Riva (PP)
Campos Neto (PP)
Airton Português (PP)
Maksuês Leite (PP)
Walter Rabello (ex-PMDB e hoje no PP)
Zé do Pátio (PMDB)
Juarez Costa (PMDB)
Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB)
Otaviano Pivetta (PDT)
Ságuas Moraes (PT)
Ademir Brunetto (PT)
Chica Nunes (ex-PSDB e hoje no DEM)
Guilherme Maluf (PSDB)
Chico Galindo (PTB)

Quem virou titular
Antonio Azambuja
Jota Barreto
Antônio Brito
Wilma Moreira
Nilson Santos
Wagner Ramos
Suplente no cargo de deputado
Alexandre Cesar
Com passagem nesta Legislatura
Roberto França
Pedro Satélite
Wilson Kishi
Carlos Brito
Gilson de Oliveira
Luizinho Magalhães
Carlos Avalone
Erival Capistrano
Manoel da Silva, o Branquinho
Mário Lúcio
Júnior Chaveiro

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Comentários (2)

  • Nelson Brito | Quarta-Feira, 27 de Janeiro de 2010, 16h42
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    Meus Deus. O brasil, não tem escapatória isso uma hora vai ter que tomar outros rumos, não existe arrecadação tributária que que alimente essa palhaçada. Deputados Estaduais, Federais, Senadores, Vereadores, Tribunais de contas, MP, superlotação nas cadeias, Presidençia da Republica, Governos Estaduais, Há não existe nada que de certo no Brasil, com essa roubalheira. Credo em Cruz.

  • elder | Terça-Feira, 26 de Janeiro de 2010, 08h07
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    O Junior Cheveiro não é de Tanagará da Serra e sim de Barra do Bugres, hoje Vice -Prefeito, de Wilsom Francelino.....

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