Legislativo

Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019, 10h:17 | Atualizado: 21/08/2019, 10h:31

Fake Delivery

Presidente denuncia violência contra deputada e cobra medidas da Câmara

A presidente nacional do PT e deputada federal Gleisi Hoffmann denunciou nesta terça (20), em plenário, o que classifica como “ato de violência” praticado contra a deputada federal por Mato Grosso Rosa Neide (PT-MT). A reação acontece após a Delegacia Fazendária cumprir um mandado de busca e apreensão na casa da parlamentar, durante a operação “Fake Delivery” deflagrada segunda (19).

A ordem judicial partiu da juíza da 7ª Vara Ana Cristina Mendes. “A Constituição Federal é clara: cabe ao Supremo Tribunal Federal qualquer decisão que possa vir sobre o mandato parlamentar”, alertou Gleisi, ao solicitar que a Câmara tome os procedimentos necessários para corrigir a violência que foi feita com a deputada Rosa Neide.

Gleisi salienta ainda que a deputada do PT de Mato Grosso não é investigada, não é indiciada, não é denunciada e não consta em nenhum processo criminal. “Não é possível que continuemos tendo a inviolabilidade do mandato parlamentar dessa forma. Não é direito da Polícia Civil ou de uma juíza de 1ª Instância determinar busca e apreensão na residência de um parlamentar. Isso viola a Constituição Federal”, critica.

Na avaliação da presidente do PT, trata-se de violência ao Parlamento brasileiro. “Qual é o direito, qual é a prerrogativa em que se baseia uma juíza de 1ª Instância, a Polícia Civil, para entrar na casa de um parlamentar e fazer busca e apreensão? Ainda que esse parlamentar fosse investigado, cabe ao Supremo Tribunal Federal decidir sobre o mandato parlamentar”, reforçou. A Bancada do PT na Câmara Federal também repudiou a ação da polícia.

Caso

Reprodução

Cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa da deputada federal Rosa Neide

Cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa da deputada federal Rosa Neide

A Operação Fake Delivery apura desvio de mais de R$ 1,1 milhão durante a compra de materiais para comunidades quilombolas e indígenas. A ação também resultou na prisão de Francislvaldo Pereira de Assunção, que era adjunto de Administração Sistêmica da Seduc na gestão de Rosa Neide.

Ele foi responsável pela compra de materiais destinados a estudantes indígenas que não teriam sido entregues na totalidade.

Segundo o delegado Luís Felipe Damascena, a Seduc efetuou uma compra de R$ 2 milhões, mas só R$ 850 mil foram entregues ao departamento responsável pelo estoque. Rosa Neide é citada como quem teria determinado a compra. "Ainda é cedo para dizer que ela tem envolvimento".

Segundo a polícia, chama a atenção o fato de boa parte do material entregue ter data vencida por não ter a logística necessária para entregar os itens para as comunidades. "Aquisição foi de última hora, às pressas, na transição do governo. E, do montante total, boa parte não foi estocada onde deveria ter sido estocada e até hoje ninguém sabe onde foi parar", salienta o delegado.

Rosa Neide, segundo os responsáveis pela investigação, foi ouvida. Os delegados negam que tenha havido pirotecnia no mandado de busca e apreensão na casa dela. Justificam que foram usados carros descaracterizados e que a parlamentar entrou em contradição no depoimento. "A única coisa que a gente tem certeza é que foram desviados R$ 1,1 milhão (em materiais escolares). Para onde foi esse dinheiro, só Francisvaldo pode dizer". (Com Assessoria)

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Comentários (5)

  • Ana Paula ALTA FLORESTA | Quinta-Feira, 22 de Agosto de 2019, 09h19
    1
    1

    Parabéns para a Justiça e também a Policia Federal e todos os órgãos que faz cumprir a Lei e retirando a sujeira a escória a podridão desses que se esconde na politica, só é uma pena que o Brasil esteja passando por isso...

  • Paulo | Quinta-Feira, 22 de Agosto de 2019, 07h19
    7
    0

    Desrespeito mesmo é essa Lei de forum privilegiado. Quem mais deveria dar o exemplo são os políticos no entanto criaram uma lei pra blindar.

  • Maria Antônia | Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019, 12h59
    2
    19

    Chamar uma parlamentar de m ... pode RDNEWS? Eu ninca usei neste espaço uma expressao tão desrespeitosa. Entretanto, diversas veses fui barrada, não publicaram meus comentários sob a alegação de "expressão agressiva", "ofensa". Ora, então usar essa expressão contra uma parlamentar pode por ser do PT? Se fosse de qq outro partido NÃO PODIA?

  • Julio Santos | Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019, 11h58
    24
    2

    Não, não é ofensa dizer que a deputada Gleisi, conhecida nas planilhas da ODEBRECHT com o codinome COXA ou AMANTE, juntamente com seu marido, o ex ministro dos governos petistas Paulo Bernardo, são processados por roubar aposentados. Essa informação é pública.

  • Julio Santos | Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019, 11h11
    0
    0

    Julio Santos, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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