Legislativo

Quarta-Feira, 14 de Agosto de 2019, 14h:35 | Atualizado: 14/08/2019, 14h:46

Senado

Senador Wellington anuncia acordo para pagamento do FEX e reformas estruturais

Assessoria

Wellington Fagundes

Senador Wellington Fagundes anuncia acordo com Paulo Guedes sobre a liberação do FEX 

Nos próximos 65 dias, prazo definido para votação em plenário da Reforma da Previdência, o Senado Federal apreciará três propostas de emenda à Constituição para tratar de temas como Fundo Social, fim da Lei Kandir e cessão onerosa. O acordo integra o chamado pacote do Pacto Federativo e foi firmado na reunião de líderes, que prevê ainda o pagamento do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações, o FEX, devido pela União aos Estados e municípios, segundo informou o senador Wellington Fagundes (PL).

Já devidamente acordado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, será apresentado nesse prazo um projeto para estabelecer o pagamento de R$ 4 bilhões, ainda neste ano, como forma de compensação aos Estados e municípios pela não incidência de ICMS sobre os produtos primários e semielaborados destinados a exportações. Com maior esforço de exportação de commodities agrícolas, Mato Grosso é o que tem maior valor a receber, cerca de R$ 450 milhões.

Com a proposta de reforma tributária encaminhada, o projeto de Lei Complementar aprovado pela Comissão Especial Mista do Congresso Nacional, que regulamenta as transferências da União aos Estados e municípios, aguardará posterior deliberação. O PLC encontra-se aguardando votação no plenário da Câmara dos Deputados. Relator do projeto, Wellington voltou a destacar, contudo, que o fim da Lei Kandir só será possível com a aprovação da Reforma Tributária.

Wellington reafirmou que sem uma reforma tributária a revogação da Lei Kandir que impede os Estados de cobrarem Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), sobre exportações de produtos e serviços, pode desencadear uma “guerra fiscal” entre os Estados e afetar profundamente a base de arrecadação.

“A realidade fiscal dos Estados é muito complexa porque fizeram isenções acima do que era possível. Hoje estão comprometendo tudo que têm. Queremos que cada Estado possa fazer a sua taxação, mas sem que isso leve a uma disputa fratricida”, Wellington insistiu, ao alertar para os cuidados que devem ser tomados.

Para Wellington, a aprovação deste pacote facilita a aprovação da própria Reforma da Previdência e "amarra" o encaminhamento da Reforma Tributária, que, na sua opinião, é a principal reforma a ser realizada. Segundo ele, a alta carga tributária incidente sobre as atividades econômicas e o excesso de burocracia inibem a competitividade e impedem o investimento do setor privado. O senador diz que o pais anseia pela simplificação do modelo tributário.

“Hoje o brasileiro paga 63 tributos, entre impostos, taxas e contribuições. O cidadão não aguenta mais pagar impostos e, em contrapartida, receber um atendimento precário na saúde, na segurança, na educação. E quem quer produzir, enfrenta uma burocracia sem fim. Por isso, temos que simplificar”, salientou.

Outras Medidas do Pacto

 Dentro desse pacote federativo, o Senado deve votar a dilação do prazo até 2028 para os estados pagarem os precatórios. Outros dois projetos relacionados ao pacto federativo já estão em tramitação: um que trata do Plano Mansueto de equilíbrio fiscal e outro sobre a securitização das dívidas. Ambos os textos estão na Câmara.

    “Fazemos isso, ou os estados não terão recursos para honrar seus compromissos”,  destacou Fagundes, que é vice-presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Municipalismo e também líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, formado pelo Democratas, PL e PSC.

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Comentários (1)

  • Elson Oliveira | Quarta-Feira, 14 de Agosto de 2019, 19h18
    2
    0

    A simplificação do modelo tributário é essencial para o futuro do País. Conheço a opinião do senador desde 2009, qdo ele era deputado federal e ainda que discorde de alguns pontos, parabenizo-o pela coerência

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