Legislativo

Quinta-Feira, 11 de Fevereiro de 2010, 18h:15 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

Saúde Pública

Wilson paga mais por menos, afirma diretor do Júlio Muller

Sérgio Ricardo e José Carlos Amaral   O superintendente do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), José Carlos Amaral, apontou mais uma falha na gestão da Saúde Pública de Cuiabá. Em depoimento à CPI que investiga o caos no setor em Mato Grosso, o diretor destacou que o hospital não estaria passando por dificuldades financeiras se a Prefeitura de Cuiabá agisse com cavalheirismo. Segundo ele, é possível afirmar que a prefeitura, por meio da secretaria municipal de Saúde, contrata serviços terceirizados por valores acima da tabela do SUS.

   Para Amaral, a prefeitura, comandada pelo prefeito Wilson Santos (PSDB), tem condições de usar todo o potencial de atendimento que o Júlio Muller oferece. O presidente da CPI, deputado Sergio Ricardo (PR), concluiu que a prefeitura pode estar contratando serviços de hospitais privados ou de unidades filantrópicas, ignorando a capacidade do hospital universitário.

   O gestor do Júlio Muller afirma que a prefeitura utiliza apenas 65% do que pode usufruir. Para a prefeitura contratar 100% dos serviços do HUJM, seria necessário, ao todo, R$ 1,4 milhão ao ano para atendimento em geral e mais R$ 180 mil para despesas com UTI´s. Segundo Amaral, o argumento da prefeitura é de que o município não tem condições de fazer um contrato com valores superiores, mas ele acredita que é só a secretaria de Saúde, atualmente comandada por Maurélio Ribeiro, redistribuir as contratações. “Por exemplo, a prefeitura utiliza 118 leitos de um total de 138 disponíveis”, explica o diretor.

   O valor de R$ 1,4 milhão seria o suficiente para que o Júlio Muller saia do sufoco financeiro, acredita Amaral. O Hospital Universitário tem passado por dificuldades, sendo obrigado, literalmente, a rever sua gestão e até reduzir atendimentos. Há uma ordem dos ministérios da Educação e da Saúde de enxugar os gastos para que ocorra um choque de gestão. Contudo, Amaral adverte que há um déficit mensal de, no mínimo, R$ 80 mil mês, enquanto os recursos não ultrapassam R$ 950 mil. Após analisar as planilhas entregues pelo diretor à CPI, o deputado Sérgio Ricardo pretende pedir mais informações à prefeitura. “Quero que a gestão municipal explique com detalhes como gasta seu orçamento”, avisa.

   No depoimento de Amaral, os problemas na unidade de saúde também respingam no governo estadual. Segundo ele, ao menos em sua gestão, não houve ajuda efetiva do Estado para a superação dos problemas financeiros. “Não consigo alocar recursos do governo do Estado, ao menos não na minha gestão”, ressaltou o diretor.

   A CPI não tem previsão para encerrar os trabalhos, já que as informações sobre a Saúde Pública chegam a “conta-gotas”. O presidente da comissão avisa que está tendo paciência, mas que ela tem limite. “Se tivermos que realizar diligências, vamos fazê-las acontecer”, pontua.

   Dança das cadeiras

   Tanto o deputado, como o diretor, entende que as negociações contratuais não avançaram também devido à dança das cadeiras na secretaria de Saúde. Em cinco anos de gestão tucana, o prefeito Wilson Santos trocou de secretário por sete vezes. Maurélio Ribeiro assumiu recentemente o posto que antes pertenceu a Luis Soares, Guilherme Maluf, Aray da Fonseca, Eugênia de Carvalho, Elias Nogueira e Olete Ventura. Com um orçamento de R$ 275 milhões, a pasta é considerada a mais difícil de administrar.

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Comentários (21)

  • Dicão | Domingo, 14 de Fevereiro de 2010, 09h47
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    Dicão, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Alfredo | Sábado, 13 de Fevereiro de 2010, 15h37
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    É brincadeira o que esse ...... Amaral" está dizendo. A sua administração deveria ter o seguinte slogan: "BRINCANDO DE ADMINISTRAR". Ela é toda super, hiper, mega mal administrada. Quem tem um Diretor Administrativo e de Informática como ele tem, é brincadeira. E depois ele quer falar que o Wilson tem maus Secretários de Saúde. Essa pessoa acha que todo mundo é otário. Mente para outro.

  • Janayna Mello | Sexta-Feira, 12 de Fevereiro de 2010, 20h27
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    Não entendi! O José Carlos Amaral que aqui comenta, é o mesmo da matéria? Houve mal entendido sobre a matéria, e o Diretor não disse o que aqui foi escrito? Se foi, não vou criticar o Romilson, até porque errar e falhar é humano, mas deveria fazer outra matéria destacando o mal entendido ou mal interpretado.

  • José Carlos Amaral | Sexta-Feira, 12 de Fevereiro de 2010, 15h42
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    Prezada Repórter, Li a sua matéria e não confirmo ter dito que posso afirmar que a Prefeitura contrata serviços acima da tabela do SUS. Não fiz esse comentário, eu não sei como a SMS de Cuiabá vem comprando os serviços que necessita. Obrigado, Dr J Carlos.

  • HENRIQUE | Sexta-Feira, 12 de Fevereiro de 2010, 13h39
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    CARO REDADOR FAÇA UMA MATERIA SOBRE A LEI CONAMA 307, E VERA QUE A IMPLANTAÇAO DA LEI EM CUIABA É UMA VERDADEIRA BERRAÇAO, APARECEU UMA TAL DE ECO AMBIENTAL QUE IRA COBRAR R$ 15,00, PELO M3 DO ENTULHO RECEBIDO, EM SAO PAULO CUSTA R$ 5,71, A PREFEITURA ESTA OBRIGANDO QUE TODAS AS EMPRESAS TRANSPORTADORAS TIPO ¨BOTA FORA ¨LEVEM PARA ESSE LOCAL. ALGUEM TEM DENUNCIAR, JORNAIS, TELEVISÃO, PRECISA SE MANIFESTAR PORQUE SE NÃO O POVO VAI MAIS UMA VEZ PAGAR A CONSTA. ACHO QUE O NOSSO PREFEITO NAO ESTA DEFENDO O QUE É DO POVO INCLUSIVE O SEU SALARIO QUE NOS PAGAMOS.

  • Marleide | Sexta-Feira, 12 de Fevereiro de 2010, 10h51
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    Utilidade Pública: É bom salientar que quem precisar de exames e consultas especializadas e tiver dificuldades para agendamento, se dirigjam ao CEM - Centro de Especialidades Médicas que a Coordenadora Nadja consegue, bem mais barato que em outros locais. Tem uma tabela diferenciada.

  • Marques alberto | Sexta-Feira, 12 de Fevereiro de 2010, 10h29
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    Mais uma vez precisa se saber o rombo da saúde em Cuiabá talvez os senhores não conheçam a capacidade do Júlio Muller veja quem aguentou a barra na epidemia da influenza em mato grosso e Cuiabá mais uma lorota do pinoquio quer fazer caixa para campnah de governador e vai levar ferro como pode numa epidemia de dengue fechar uma ala do PS para reforma e ai depois diz que não tem dinheiro para manter é bonito reformar e construir o duro é manter

  • João Cuiabano | Sexta-Feira, 12 de Fevereiro de 2010, 10h11
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    Vamos ver como vai se sair a atual gestão da saúde publica municipal. Pois de 2008 a 2009, tinha 17 milhões em dívidas de restos a pagar e mesmo com dificuldades foi construido e implantadas 25 novas equipes de PSF, Construíu uma nova UTI no Pronto Socorro, Construíu a nova sede do SAE, Reabriu o Laboratório Central, Reformou 90% das unidades de saúde, Renovou a frota de veículos, entre outros feitos. Sendo que o maior feito foi ter pago praticamente toda a dívida encontrada de outros secretários anteriores. Portanto o atual secretário tem condições de fazer uma boa gestão, se saber souber CONTROLAR, REGULAR e AVALIAR. Imaginem se na gestão de Luiz Soares, se ele tivesse sem dívidas para pagar...... Com certeza os serviços de saúde teriam avançado e muiito. Em 2 anos foram quase 17 milhões pagos em dividas dos outros, e que poderiam ter sido investidos nas ações de saúde. Hoje não há esta dívida, então o secretário Maurélio tem condições de fazer um bom trabalho. Por exemplo, se com toda a dívida que existia, o Sec. Luiz soares implantou 25 novas equipes de PSF, constrindo sede próprias e com recursos proprios da secretaria, então o sec. maurélio poderá construir mais de 30 novas unidadesde PSF, até porque está com uma maravilha de diretoria.........rsrs

  • Maria Lobão | Sexta-Feira, 12 de Fevereiro de 2010, 09h55
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    O que está falando o Diretor do hospital Julio Muller é lorota. O Hospital não dá conta dos serviços contratados atualmente pela Secretaria de Saúde. A Central de Regulação tem sérios problemas dom o Julio Muller por não cumprir 100% do que já está contratualizado. Na gestão do prefeito, o erro na saúde pública é que a gestão atual somente enxerga a saúde pública na visão do Médico. Por exemplo, o aumento foi somente para médicos. Agora estão de greve os cirurgiões dentistas, e a gestão está fazendo vistas grossas. Mas o povo está sofrendo e sentindo falta dos atendimento odontológicos. Mas esta visão também é a da maioria da imprensa, pois na greve dos médicos a imprensa estava estampando a greve todos os dias na mídia, e na greve dos cirurgiões dentistas, a imprensa cobre timidamente. É bom saber que a saúde pública se faz no conjunto de todos os profissionais, e não apenas de médicos.

  • Ivan Deluqui | Sexta-Feira, 12 de Fevereiro de 2010, 09h48
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    Amaral o hospital no qual vc comanda e de competência do governo federal "LULA",então vc tem e que pedir dinheiro ao governo federal, coisa que eles não repassam nem para os municipios que alem de bancarem a saúde sozinhos, tem que repassar dinheiro para eles alimenterem as mazelas e conforto la em BRASILIA, por isso e que a SAÚDE do nosso Brasil esta um CAOS, WS E SERRA neles.

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