MT reconhece déficit, mas ressalta concursos e melhorias no setor

Rodinei Crescêncio

Alexandre Bustamente

Alexandre Bustamente, secretário de Segurança Pública elenca ações

Apesar dos índices ruins que Mato Grosso registra em levantamentos nacionais e internacionais sobre violência, o governo do Estado garante que tem investido bastante no combate à criminalidade. O Estado, que ocupa o 13º lugar no ranking brasileiro sobre homicídios, tem um déficit de 60% no efetivo das Polícias Civil e Militar.  Segundo a Associação dos Delegados de Polícia (Andepol), das 21 mil vagas, apenas pouco mais de 9 mil preenchidas. Ainda conforme os dados da instituição, 13 municípios não possuem delegados. O Palácio Paiaguás, por sua vez, reconhece vacância em 5 unidades: Campinápolis, Matupá, Porto Esperidião, Dom Aquino e Feliz Natal.

Dados do Governo mostram que o efetivo atual é de 9.161 (militares e civis). Se considerarmos o número de bombeiros, peritos e médicos legistas são 10.545. Os dados também mostram que o déficit de delegados é muito maior do que se imaginava. O Estado possui 400 vagas de delegado, mas estão ocupados apenas 269. O déficit de delegados é de 131, de investigador é de 2.330 e de escrivão é de 623.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, justifica o déficit observando que o Estado não conseguiu acompanhar o crescimento populacional e que ficou muito tempo sem a realização de concurso. Ele ressalta que o concurso, inclusive, por ser o único meio de ingresso na carreira e por ter alto grau de exigência acaba dificultando o preenchimento total do quadro. A exigência é grande, porque a concorrência é acirrada por conta da carreira ser atrativa em termos salariais. Dependendo do cargo e da patente, o salário pode ultrapassar os R$ 18 mil. Esse é o caso de delegados e coronéis. O salário inicial de um soldado é de R$ 2,3 mil e pode chegar a R$ 3,2 mil. Já o salário inicial de um investigador e de um escrivão é de R$ 2,9 mil e pode chegar a R$ 6,3 mil.

Bustamante também atribuiu o déficit às aposentadorias e a migração de servidores para outros cargos logo nos primeiros anos de carreira.

O secretário garante, no entanto, que o Governo não está omisso em relação a esses problemas e na tentativa de saná-los tem investido pesado no chamamento de concursados e na realização de novos concursos para o setor.

Mário Okamura

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 Governo promete reduzir déficit de funcionários, por meio de concurso, na pasta de Segurança 

Ele destaca que em 2012 a administração empossou 68 novos delegados aprovados no concurso de 2010 e recentemente mais 26. Além disso, o gestor destaca que está em andamento certame em que são oferecidas 190 vagas para a Polícia Técnica (Politec), 1.200 para a Polícia Militar, 600 para a Polícia Judiciária Civil e 300 para o Corpo de Bombeiros.

O gestor garante ainda que o novo efetivo deverá reforçar, principalmente, as unidades da segurança do interior do Estado. Embora com um número pequeno de habitantes, algumas cidades, como Colniza e Confresa, apareceram em 2007 e 2013, respectivamente, no Mapa da Violência do Governo Federal na lista das 100 cidades mais violentas do país.

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 Estado reconhece déficit de 131 delegados em MT

De todo modo, o governo garante ainda que está implantando uma política de gestão de resultados com metas de redução de homicídios e roubos para cada comandante e delegado regional. Ele garante, inclusive, que tem ferramentas de mapeamento do crime para auxiliar na prevenção dos homicídios e que tem investido fortemente em Inteligência, com injeção de recursos na aquisição de equipamentos tecnológicos e capacitação de pessoal.

Além disso, o Estado tem reforçado a segurança na fronteira, que é responsabilidade do Governo Federal. Acontece que a região de Cuiabá aparece em 1º lugar no levantamento do próprio Estado e onde são considerados os índices de homicídio, roubos e furtos. Para a prefeitura, tráfico de drogas é o principal responsável pela situação adversa. 

Outra preocupação do Palácio Paiaguás é com a segurança na Copa. Mais de 2.500 homens estão sendo capacitados para atuar exclusivamente no evento que acontece entre os meses de junho e julho.

Estrutura

 

A Polícia Judiciária Civil possui em sua estrutura 197 unidades policiais ( incluindo unidades de ensino e gerências como o GCCO e o GOE), sendo 133 delegacias no interior do Estado, 22 da Regional de Cuiabá (compreende as delegacias de Cuiabá e dos municípios Acorizal, Chapada dos Guimarães, Nova Brasilândia, Barão de Melgaço e Santo Antônio de Leverger) e 13 da Regional de Várzea Grande (compreende as delegacia de Várzea Grande e dos municípios de Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Jangada,Nobres e Rosário Oeste).

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