Pacientes do SUS migram para rede privada, que estrangula; gargalo é PA


Reportagem Especial

José Ricardo Melo

Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde, José Ricardo de Mello

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso, José Ricardo de Mello, reconheceu a existência de um “estrangulamento” da rede privada, especialmente nos pronto-atendimentos, diante da crescente demanda nas unidades particulares do Estado. Hoje existem cerca de 80 hospitais particulares em Mato Grosso, com aproximadamente 4 mil leitos. Além deles, há centenas de clínicas e laboratórios.

Para José Ricardo, nos últimos anos, houve uma transferência dos pacientes do SUS para a rede privada, especialmente por meio dos planos de saúde que, muitas vezes, são oferecidos por empresas aos funcionários com descontos maiores por serem da categoria empresarial.

Outro problema, segundo ele, é o fato das clínicas não conseguirem absorver toda a demanda. Como, muitas vezes, uma consulta demora pelo menos 15 dias, às vezes 30 dias ou mais, a população acaba indo para os pronto-atendimentos, causando longas filas. “Lá conseguem, por exemplo, num prazo rápido, fazer e saber o resultado de exames”,  pontua José Ricardo.

Em meio a este processo de intensa migração, José Ricardo reconhece que não houve, na mesma proporção, a construção de novos leitos e UTIs. “Há uma dificuldade porque não temos remuneração adequada”, pondera o presidente do sindicato. 

A opinião dele é similar à do presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso, Gabriel Felsky dos Anjos. Ele avalia que em qualquer pronto-atendimento particular que você entrar, vai perceber que está caótico e com filas de muitas horas, como nos hospitais públicos. Assim como José Ricardo, Gabriel entende que a remuneração poderia ser melhor.

Davi Valle

Gabriel Felsk dos Anjos

Presidente do CRM, Gabriel Felsky

Segundo o presidente do CRM, os planos de saúde visam somente o lucro e o médico é mal tratado por eles. “Nos repassam pouco pelos procedimentos e pelas consultas. Por uma cesariana, por exemplo, recebemos apenas R$ 350. Isso sem falar em outras cirurgias de baixa complexidade, pelas quais ganhamos menos ainda”, reclama. Hoje cerca de 30 planos atuam no Estado.

Em relação à Tabela SUS, tendo em vista que alguns hospitais mantém convênios com a rede pública, Gabriel Felsky dos Anjos também reclama que os valores repassados não são adequados. De acordo com ele, por uma consulta, o governo repassa apenas R$ 2,50. “Por isso que o setor está um caos no país”, assevera.  Diante da situação, segundo ele, muitos médicos têm optado por só atender na rede particular, não presantdo serviços ao SUS, nem para os planos de saúde. 

Solução 

Diante da situação, cada vez mais complicada, especialmente no pronto atendimento, José Ricardo defende uma mudança nos métodos dos PAs por meio da viabilização do ambulatório de suporte para as urgências, que são importantes, mas não são emergências. Assim, seria necessária a realização de uma triagem sistemática, com modelo operacional parecido com o do SUS, para classificar os pacientes e poder atender todos a contento. Isso, segundo ele, já começa a ser feito.

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