Nacional

Terça-Feira, 20 de Outubro de 2020, 13h:54 | Atualizado: 20/10/2020, 13h:55

Após dinheiro na cueca, senador Chico Rodrigues aumenta licença para 121 dias


Metrópoles

Reprodução

Chico Rodrigues

Chico Rodrigues foi pego pela Polícia Federal com dinheiro nas nádegas. Com a decisão, quem assume é Pedro Arthur Rodrigues, filho do parlamentar
 

Após apresentar pedido de licença do mandato por 90 dias, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro escondido nas nádegas, retificou a solicitação nesta terça-feira (20/10) para 121 dias. Dessa forma, o primeiro-suplente Pedro Arthur Rodrigues (DEM-RR), filho do senador, poderá assumir o cargo.

A licença foi uma solução costurada com diversos aliados no sentido de evitar a cassação. Mais cedo, a assessoria do parlamentar havia confirmado a licença de 90 dias. E pontuou que o afastamento era “irrevogável, irretratável e sem recebimento de salário no período”.

A retificação do período teria sido acertada na reunião de líderes. A avaliação do grupo é que menos de quatro meses ainda traria desgastes para o Senado.

Rodrigues solicitou, nessa segunda-feira (19/10), o seu “desligamento imediato” do Conselho de Ética do Senado, que deverá julgá-lo por quebra de decoro parlamentar.

Na última semana, o Chico Rodrigues já havia deixado a a vice-liderança do governo na Casa e a comissão externa do Congresso Nacional que fiscaliza os gastos com o enfrentamento à Covid-19.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento de Rodrigues por 90 dias. A decisão será apreciada nesta quarta-feira (21/10) pelo plenário da Corte.

Rodrigues foi alvo da Operação Desvid-19, que investiga esquema de desvio de recursos por meio de emendas parlamentares e fraude em licitação ligada à Secretaria de Saúde de Roraima, no âmbito do combate à Covid-19.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, os agentes da Polícia Federal (PF) encontraram cerca de R$ 30 mil escondidos nas nádegas de Chico Rodrigues.

Para a PF, Rodrigues faz parte do núcleo político da organização criminosa, que conta com a participação de uma empresa, além de funcionários e do então secretário de Saúde do estado.

No documento, os agentes da Polícia Federal descrevem que, além da quantia de dinheiro, “foram encontradas uma arma de fogo e munição de calibres diversos, sem registro, no armário do senador”.

Em resposta, a defesa do parlamentar informou que “o dinheiro tem origem particular comprovada e se destinava ao pagamento dos funcionários de empresa da família do senador”.

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