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Segunda-Feira, 09 de Setembro de 2019, 14h:24 | Atualizado: 09/09/2019, 14h:35

Bolsonaro apresenta quadro estável e boa evolução clínica após cirurgia, diz hospital

Reprodução

Jair Bolsonaro

Bolsonaro em vídeo divulgado em sua rede social nesta segunda (9), após cirurgia em SP

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) apresenta quadro estável, está sem dor e com boa evolução clínica após passar por uma cirurgia de correção de uma hérnia no abdome, de acordo com boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira (9) pelo Hospital Vila Nova Star, na Vila Nova Conceição, na Zona Sul de São Paulo. Na cirurgia realizada neste domingo (8), os médicos implantaram uma tela de reforço de polipropileno no abdome do presidente.

A equipe médica liberou a dieta líquida e início da fisioterapia. "O paciente encontra-se estável, sem dor, afebril e com boa evolução clínico-cirúrgica. Hoje já iniciará fisioterapia motora, podendo sentar na poltrona e realizar caminhada no corredor. Foi liberada dieta líquida a base de água, gelatina, chá e caldo ralo. Por orientação médica, estará com visitas restritas nesse momento", diz o boletim médico.

Essa foi a quarta cirurgia à qual Bolsonaro se submete desde a facada sofrida por ele durante a campanha eleitoral de 2018.

O presidente em exercício, general Antônio Hamilton Mourão, esteve no hospital rapidamente no início da tarde desta sexta. Ele permaneceu menos de 15 minutos no local, e saiu sem falar com a imprensa.

O médico Antônio Antonietto, diretor do hospital, mencionou a alimentação liberada para o presidente. "Comeu hoje pelo menos três potes de gelatina, tomou chá, está tomando caldo ralo. Sem nenhum tipo de intercorrência do ponto de vista da dieta dele", disse.

O diretor do hospital ressaltou a necessidade do presidente falar pouco e restringir as visitas durante o período de recuperação. "A informação que o doutor Macedo me passou é que nesse primeiro momento precisa falar pouco, caminhar um pouco mais para que os movimentos peristálticos do intestinos retornem de maneira natural e sem dor. Portanto vai continuar restrita a visita ao paciente. O prazo de repouso que foi dado inicialmente está mantido, se vai haver alteração nesse prazo não temos condições de saber por enquanto", destacou.

Na manhã desta segunda, o presidente publicou no seu perfil do Instagram um vídeo em que aparece assistindo ao seriado Chaves e disse que estará na ativa a partir desta terça (10). "É da natureza do presidente estar ativo o mais rápido possível. A evolução clínica tem sido muito positiva, em razão dessa evolução o presidente se mostra disposto a iniciar os trabalhos de condução do poder executivo, ainda que neste momento nós tenhamos o vice-presidente chefiando o nosso governo", afirmou Otávio Rêgo Barros, porta-voz da Presidência.

De acordo com Barros, o hospital destinou uma ala exclusiva para a equipe da Presidência e para os familiares do presidente. "A estrutura tem condições de levar avante determinadas decisões dele. Mas reafirmo que a Presidência em exercício está sob a batuta do general Mourão até quinta-feira", disse.

O porta-voz da Presidência declarou que a viagem de Bolsonaro à Nova York está mantida para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

O presidente em exercício, general Hamilton Mourão, continua no cargo até a próxima quinta-feira (12). Mourão disse que irá visitar Bolsonaro no hospital depois do almoço após deixar evento em São Paulo.

Cirurgia

A cirurgia, que durou quase cinco horas, foi comandada pelo médico Antônio Luiz Macedo, que atendeu o presidente após o atentado ocorrido há quase um ano. Após a cirurgia, o presidente não foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo levado direto para o quarto.

A previsão inicial dos médicos era de duas horas de cirurgia. Demorou mais que o previsto porque havia uma grande quantidade de aderência na alça intestinal que atravessou a hérnia. Foi preciso remover todas com cuidado pra não ferir o intestino.

Bolsonaro ficará cinco dias afastado da Presidência. Neste período, o vice-presidente General Hamilton Mourão assumirá o cargo. Segundo o porta-voz do Planalto, Otávio Rego Barros, Bolsonaro deverá despachar do hospital após esses cinco dias. O hospital montou um escritório para ele trabalhar.

O cirurgião disse que a cirurgia foi tranquila. "Não houve nenhuma sutura intestinal, não houve sangramento. A gente imagina que após a alta ele deverá viajar em 7 ou no mais tardar 10 dias. Mas mesmo que a gente dê alta clínica talvez ele espere no hospital para fazer mais exames."

Sobre o tempo de cirurgia, o médico afirmou: "Normalmente uma cirurgia de hérnia não demora tudo o que demorou, mas a gente não contava que o intestino tinha aderido como aderiu na cirurgia de 28 de janeiro."

Procedimentos cirúrgicos

O presidente foi esfaqueado em 6 de setembro do ano passado, em Juiz de Fora, durante a campanha eleitoral para a Presidência. De lá para cá, passou por três cirurgias. O autor do atentado foi internado por tempo indeterminado em um manicômio judicial.

A primeira cirurgia após a facada aconteceu no mesmo dia do atentado, em um hospital de Juiz de Fora. Cinco cirurgiões e dois anestesistas participaram da intervenção. Durante o procedimento, Bolsonaro precisou receber quatro bolsas de sangue, e teve implantada uma bolsa de colostomia.

Dias depois, em São Paulo, Bolsonaro passou por uma segunda cirurgia, onde os médicos reabriram o corte da primeira cirurgia e encontraram a obstrução em uma alça do intestino delgado, que fica na parte esquerda do abdômen.

Em janeiro de 2019, o presidente voltou ao hospital Albert Einstein, em São Paulo, para fazer a retirada da bolsa de colostomia e o ligamento do intestino.

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