Nacional

Terça-Feira, 16 de Dezembro de 2014, 14h:34 | Atualizado: 16/12/2014, 15h:45

Leilão da maior propriedade da Boi Gordo termina sem compradores

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Imagem da Fazenda Boi Gordo em Comodoro que foi a leilão nesta segunda (15)

Terminou sem sucesso, nesta segunda (15), o leilão da maior e mais valiosa propriedade da massa falida da Boi Gordo, a fazenda Realeza do Guaporé I e II, situada em Comodoro (MT). Segundo o advogado Gustavo Sauer, síndico da massa falida, o leilão deve ser retomado somente no primeiro trimestre do ano que vem e pode passar por reformulações.

A fazenda estava avaliada em R$ 395 milhões e foi divida em nove blocos por uma empresa especializada em serviços de geotecnologia e inteligência em agronegócios. O objetivo foi subdividir a área, de 134 mil hectares - tamanho equivalente à àrea urbana da cidade de São Paulo - de acordo com a sua vocação: produção de grãos, exploração de pecuária e área de mata para a compensação de reserva ambiental.

De acordo com o síndico, a situação de deterioração da economia, as incertezas políticas quanto ao rumo do Ministério da Agricultura e o fato de parte das áreas estarem ocupadas irregularmente podem ter dificultado a venda. Ele também mencionou que o leilão ocorreu no mesmo dia em que manifestantes ligados a movimentos dos sem-terra e contrários à indicação da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o ministério invadiram a sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

O valor da fazenda Realeza do Guaporé I e II corresponde a pouco mais que o dobro do que está no caixa da massa falida para pagar credores lesados e passivos trabalhistas e fiscais. "São R$ 190 milhões com a venda de propriedades e com a renda de arrendamentos. Esse montante é suficiente para quitar os créditos trabalhistas e os tributários", diz Sauer.

Os 155 ex-funcionários que se inscreveram na falência devem começar a receber nesta semana os seus direitos. São cerca de R$ 70 milhões no total, e o maior montante (cerca de R$ 4,4 milhões) será pago a um ex-diretor.

 Entenda o caso - Aberta em 1988, a Boi Gordo pediu concordata 13 anos depois. O investidor aplicava em animais e receberia após 18 meses o lucro da venda do boi engordado. A promessa era 42% de rendimento via certificados de investimentos, muito superior a outras aplicações que existiam na época, o que atraiu cerca de 30 mil investidores. A lista de lesados inclui atores, atletas e até políticos. O dinheiro foi aos poucos desviado para outros negócios e a empresa passou a funcionar com um esquema de pirâmide: pagava contratos vencidos com recursos de novos investidores. Quando os saques superaram os investimentos, a pirâmide ruiu. A Boi Gordo pediu concordata em 2001 e teve a falência decretada em 2004, com passivo de cerca de R$ 2,5 bilhões em valores da época. Hoje, estima-se que os valores atualizados chegariam a R$ 4 bilhões.

Confira a matéria na íntegra clicando aqui

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