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Quarta-Feira, 20 de Novembro de 2019, 16h:41 | Atualizado: 20/11/2019, 16h:59

Padrasto e mãe são presos acusados de espancar até a morte menina de 3 anos

Reprodução TV/Globo

Micaelly Luiza de Souza Santos

Micaelly Luiza, sorridente: 3 anos

Reprodução TV/Globo

Micaelly Luiza de Souza Santos

Marcas de espancamento no olho

O corpo da menina de 3 anos que morreu após ser espancada é velado na tarde desta quarta-feira (20), no Cemitério de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. A mãe e o padrasto da criança são suspeitos do crime e estão presos temporariamente por 30 dias.

Ewerton Queirós Laurenço, de 30 anos, é o principal suspeito pelas agressões. Ele e a mãe da criança, Isadora Pereira de Souza, de 20 anos, levaram Micaelly Luiza de Souza Santos, já morta, ao Hospital Planalto, na Zona Leste.

Do hospital, o casal foi encaminhado para o 22º Distrito Policial de São Miguel. Segundo a polícia, eles não confessaram o crime. O delegado afirmou que está aguardando o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para saber a causa da morte.

José Simão, pai de Micaelly, afirmou que não sabia das agressões e que viu a filha pela última há um mês. "Eu não sabia de nada. A única notícia que eu tive foi da minha filha morta já. Não sabia nada. Não sabia o endereço dela, não sabia de nada."

G1

menina espancada, mãe e padrasto

Padrasto, a mãe e a pequena vítima: foto familiar, na sala de casa

Após uma agressão anterior, a avó materna recebeu a guarda provisória da criança. No entanto, ao ser ouvida na delegacia, ela disse que entregou a neta à filha porque não sabia que oficialmente já possuía sua guarda. Ela disse que pediu que a filha arrumasse as coisas de Micaelly porque retiraria o documento da guarda e buscaria a neta. “Eu não agi de maldade, eu não agi de louca, eu não agi de ruindade. Jamais. Ela [Micaelly] pedia tanto para ir embora comigo.”

Maria José Francisca dos Santos, avó paterna, disse que chegou a criar a criança por oito meses. "Desde os quatro meses eu cuido dela. Ela morou comigo, também deixei a mãe dela morar comigo."

Agressões Anteriores

Micaelly já havia sido internada no dia 5 de novembro no hospital Tíde Setúbal, por suspeita de ter sido espancada. Carlos Alberto Velucci, diretor do hospital, afirma que a criança não tinha "alguma coisa patológica", mas tinha "hematomas na face, hematomas no tórax e nos membros".

"Nós avisamos a delegacia, o conselho tutelar, tomamos as providências. Ela foi ao IML e fez o corpo de delito, foi internada até o dia 18 de novembro." Depois, a Justiça determinou que a guarda de Micaelly passasse para a avó materna, de forma provisória, por seis meses.

Na segunda (18), Micaelly recebeu alta médica e foi levada pela avó para a casa da mãe, que mora com o namorado. Segundo a polícia, menos de 24 horas depois, a criança foi espancada até a morte e teria sofrido violência sexual.

A avó materna foi ouvida na delegacia e disse que entregou a neta à filha, porque não sabia que oficialmente já tinha a guarda provisória.

Segundo o Conselho Tutelar, a decisão da guarda provisória foi dada pela juíza Regiane dos Santos, do Fórum de São Miguel. Segundo Ariel de Castro, especialista em direitos da Criança e do Adolescente, Micaelly deveria ter ficado em um abrigo após a alta médica.

"Não houve apuração adequada se essa avó materna iria de fato proteger a criança e se iria impedir a criança de ter contato com o padrasto e a mãe. O que faltou foi uma análise mais adequada, criteriosa, por parte da equipe técnica do próprio fórum. A criança ao invés de ficar com a avó materna deveria ter ficado em um abrigo enquanto se fazia um estudo mais adequado do caso."

O casal disse à polícia que a criança caia muito e por isso havia ferimentos e machucados. O delegado afirma que as explicações não foram suficientes nem fizeram sentido.

"Falou que ela tinha sofrido uma queda, mas ela apresentava hematomas tanto do lado direito como do lado esquerdo na face, região orbitária, no tórax, membros superiores e inferiores, abdômen, quer dizer, precisa ser uma queda razoável para acontecer todos esses hematomas", afirmou o diretor do hospital.

Uma parente de Micaelly, que não quis se identificar, afirma que o padrasto estava lutando pela guarda dos três filhos. "O negócio dele era os filhos dele. Ele falava o tempo todo que queria os filhos dele para ele, porque ele ama os filhos dele, um filho dele é especial."

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