Nacional

Domingo, 11 de Fevereiro de 2018, 13h:57 | Atualizado: 11/02/2018, 14h:13

Presidente vai visitar Roraima amanhã com aumento da entrada de venezuelanos

Preocupado com o agravamento da situação em Roraima, por conta do aumento da entrada de venezuelanos no Brasil, o presidente Michel Temer decidiu ir pessoalmente a Boa Vista, para ver a situação in loco e verificar que medidas poderão ser tomadas para ajudar na solução dos problemas criados por esta imigração em massa.

Com a piora da crise na Venezuela e, principalmente, depois da decisão da última semana da Colômbia, de fechar a fronteira com o paísa, para impedir a entrada dos vizinhos, o Brasil se tornou opção de refúgio. Amanhã (12), Temer vai se reunir com a governadora de Roraima, Suely Campos.

Ueslei Marcelino/Reuters

O presidente Michel Temer.jpg

Presidente Michel Temer está no Rio de Janeiro com a família passando feriado de carnaval

"Não dá para esperar o Carnaval terminar para agir. A situação é dramática. Precisamos entrar com uma forte ação federal para ajudar o Estado e os municípios de Roraima", disse ao Broadcast/Estado o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen esteve na quinta da semana passada em Boa Vista, ao lado dos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Justiça, Torquato Jardim, verificando os problemas.

"O quadro lá é muito sério", prosseguiu o ministro, ao informar que a ideia do governo federal é ampliar "ainda mais fortemente" o aparato de apoio ao Estado, com mais ações de saúde, como levar mais suprimento para a população, por exemplo, além do reforço das fronteiras com soldados e Polícias Federal e Rodoviária Federal, para ajudar no ordenamento da entrada dos venezuelanos, já que o estado, sozinho, não tem condições de receber tantos imigrantes, atendê-los e abrigá-los.

Segundo Etchegoyen "aliada à situação econômica já deteriorada, isso se agravou com a iniciativa da Colômbia de adotar medidas mais rígidas de entrada pela fronteira com a Venezuela", o que acabou aumentando, ainda mais o fluxo de venezuelanos para o Brasil. "Fechar fronteira não é política do Brasil", observou o ministro, acrescentando que a solução é agir para dar apoio federal para aliviar a fronteira e resolver a questão humanitária.

O presidente Temer, que está no Rio de Janeiro com a família passando o feriado de carnaval, vai sair de lá direto para Boa Vista, amanhã, por volta das 11 horas. Temer deve retornar ao Rio depois da visita, para permanecer com a família na Restinga da Marambaia.

Fechar fronteira não é política do Brasil

Além do GSI, da Defesa e da Justiça, representantes da Saúde, das Relações Exteriores, do Desenvolvimento Social, entre outros órgãos participarão da visita. "Sabemos que o sucesso do apoio vai levar a mais êxodo de venezuelanos para o Brasil. Por isso, precisamos encontrar uma forma criativa que evite isso, mas que nos permita ajudar os venezuelanos que já estão aqui", comentou.

Uma das medidas a serem adotadas rapidamente, segundo informou o ministro Jungmann, ao fim da visita da semana passada, é de descentralização de venezuelanos, que serão transferidos, inicialmente para São Paulo, Paraná, Amazonas e Mato Grosso do Sul. Esta operação deverá começar a partir de meados de março, quando o governo federal pretende começar a distribuir a primeira leva de mil venezuelanos que chegaram a Roraima.

Um censo também será realizado para que se tenha ideia do numero exato de venezuelanos que entraram e estão entrando no País já que os números são conflitantes, mas giram entre 30 mil e 40 mil. Por dia, passam pela fronteira do Brasil cerca de 700 venezuelanos em busca de melhores condições de vida, depois que o país governador por Nicolás Maduro se aprofundou em grave crise econômica, política e social. Os primeiros dados apontam que 70% desses venezuelanos tem nível médio de escolaridade e 30% têm nível superior e que deixaram seu país em busca de oportunidade por falta de comida, emprego, medicamentos.

Nesta sexta (9), o presidente Michel Temer, em entrevista à Rádio Guaíba, disse que "estamos em um embate diplomático com a Venezuela" e que a ações de seu governo não "diplomáticas" e "contestadoras" em relação ao que acontece no país vizinho. Temer comentou, ainda, que seu governo "discorda da forma como as coisas caminham lá (na Venezuela), que geram os refugiados" e lembrou que já editou decreto concedendo identidade provisória para estas pessoas que estão entrando no Brasil, como forma de identificá-las.

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