Órgãos

Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010, 11h:11 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

Transportes

Ager cassa 200 concessões; donos de vans e ônibus protestam em Cuiabá

Márcia Vandoni, que preside a Ager-MT   A presidente da Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados do Estado  (Ager), Márcia Vandoni, preferiu não reagir aos protestos deflagrados nesta quarta por donos de vans e ônibus. Eles fazem manifestação em frente ao shopping Pantanal, em Cuiabá, porque tiveram suspensas as licenças precárias para exploração dos transportes municipal e intermunicipal. Márcia preferiu dizer que desconhece os motivos do protesto. Foram cassadas cerca de 200 concessões provisórias. Apesar disso, ponderou que, caso fosse pelo cancelamento da autorização, as empresas têm que aceitar a exigência para organização do setor. Lembra que a Ager obedece a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado com o Ministério Público em 2007. O documento prevê novo processo de licitação para organizar o setor. Enfatiza que tentou realizar audiências públicas, uma das exigências para normatizar o segmento, mas houve intervenção de alguns deputados, vindo a impedir esses debates com a sociedade.

   Ela conta que os prazos dos contratos acabaram e que, desde 23 de dezembro, tenta fazer uma audiência pública para lançar novo processo de licitação. Por enquanto, trabalham com contratos provisórios. Márcia Vandoni não quis declinar nomes de parlamentares que, segundo ela, tentam impedir a organização do setor. “Já marcamos audiência para 23 de dezembro e depois para 14 de janeiro. Esperamos agora que se realize em 5 de fevereiro. Se não houver nenhum entrave, todo o processo de licitação deve estar concluído no fim de março”, diz Márcia, que exerce o segundo mandato junto à autarqua vinculada à administração estadual.

   A ideia com novas concessões é de ampliar o número de linhas de 200 para 300 e também dividí-las por setores. Enquanto a audiência não ocorre, Márcia adianta que já visitou 62 cidades para explicar como o processo de adequação será feito a fim de dirimir dúvidas e angariar sugestões dos usuários do transporte intermunicipal. Enquanto isso, o cerco vai se fechando. Donos de vans e ônibus atuam de forma provisória. Na terça (19), duas empresas perderam direito à autorização precária para explorar linhas intermunicipais, sendo a Sinal Verde Service Ltda, que operava a linha Sorriso-Paranatinga, e a Transporte Coletivo Sinop (Transinop), que vinha explorando o transporte de passageiros entre Lucas do Rio Verde e Sorriso.

   O cancelamento das 200 concessões é necessário porque todas, sem exceção, estão vencidas. Segundo Márcia Vandoni, essas empresas podem participar dos novos certames, desde que atendam aos requisitos que serão definidos. “Não haverá nenhuma restrição a elas”, garante. A preocupação da presidente é quanto a demora em realizar a audiência pública, pois, quanto mais isso se posterga, mais sofre o usuário.

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Comentários (10)

  • ronaldo | Segunda-Feira, 02 de Agosto de 2010, 21h31
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    Pensei em visitar Nobres e Lucas do Rio verde, mas depois que li esta reportagem desisti e vou para o Ceará, que não tem disso não.É uma pena e também um absurdo, pois o bravo povo dessa magnífica terra não merece os "administradores" que têm.Votem certo e livrem-se deles.Um forte abraço.Ronaldo.

  • PAULO | Sexta-Feira, 22 de Janeiro de 2010, 14h07
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    EU ADORARIA VER A CASSAÇÃO DA CONCESSÃO DA NAGIB SAAD, POS ONIBUS EM PÉSSIMAS CONDIÇÕES COMO NA LINHA ENTRE CUIABÁ X SANTO ANTONIO X CUIABÁ, TA PRA EXISTIR OUTRA. ALÉM DA PÉSSIMA CONDIÇÕES DE TRAFEGO E FALTA DE QUALIDADE, SEGURANÇA E CONFORTO DOS ONIBUS, FORA A IMPRUDÊNCIA DOS MOTORISTAS E AS ESTUPIDEZ DOS COBRADORES (AS) PARA COM OS PASSAGEIROS

  • Luiz Alberto | Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, 22h31
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    É incrível como o estado trata de assuntos que afetam profundamente a vida dos envolvidos. Não pensam nos sacrifícios daqueles que penam para manter suas empresas de portas abertas , neste estado perdulário . Imaginem os investimentos que muitos empresários fizeram e agora simplesmente chega uns aloprados e dizem : Sua concessão acabou. O pior de tudo é que isto parte de um governador que é empresário , um cara que diferente dos burocratas (que são criados e nutridos nas tetas do estado) conhece o outro lado da moeda . Licitação de empresas de onibus só devem ser cassadas quando o serviço não corresponde . Se existe empresas prestando mal serviços , e existem , então que cassem as concessões destes maus empresários . separem o Joio do trigo . Não coloquem todos no mesmo balaio. Isto tem cheiro de tramamóia. Mais um grande desrespeito com quem trabalha em MT. Deviam cassar a linha Cuiabá -Goiania do expresso São Luiz, que presta um péssimo serviço , e estão prestando há mais de 40 anos. Onde precisam mexer não mexem. Sou hoje um camarada extremamente descontente com esta política , do pão e circo, que Lula Maggi e seus aliados vem praticando no Brasil. Precisamos cortar as asas deste pessoal , enquanto há tempo. Antes que seja tarde demais ...

  • MILTON | Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, 16h02
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    No site da Ager diz que o transporte alternativo não vai acabar eu quero Márcia Vandoni explique para um leigo como eu que na restruração do transporte não existe nada a respeito do transporte alternativo, não vem com essa não Márcia

  • Deusdel Filho | Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010, 17h54
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    Creio que é preciso repensar e rápido nessas cassações. As empresas fizeram investimentos e atendem uma parcela da população que já não aguentava mais nossos ônibus convencionais. Não se pode jogar ao léu uma estrutura como a que nós temos em Mato Grosso, o que é preciso é regulamentação e efetiva fiscalização, séria e honesta. As empresas, até onde conheço, atendem muito bem seus clientes. Eu mesmo posso aqui afirmar que nós de Cáceres temos um divisor de águas entre o antes e o depois do surgimento do transporte alternativo. Sempre fiz, semanalmente, o trajeto Cáceres/Cuiabá/Cáceres. Antigamente tinhamos que ficar horas em rodoviárias, sujeitos a toda sorte, de assaltos e medos, sem falar na questão de estrutura mesmo, ônibus sujos e sem condições (com raras excessões). Quando surgiu a empresa Centro Oeste (que faz a linha Cáceres/Cuiabá) as coisas ficaram mais fáceis, para toda a população. A comodidade de ser pego na porta de sua casa e ser entregue na porta do seu destino e o bom atendimento fizeram a empresa crescer e, para isso, creio que não foi fácil investir tanto em uma nova modalidade de transporte. Com certeza esses empresários investiram por acreditar na economia de Mato Grosso, criaram empregos formais e tornaram as idas e vindas mais acessíveis para todos. Sou contra a cassação, sou contra o desemprego que vai ser causado, sou contra o desrespeito a esses empresário que acreditaram em Mato Grosso e sou contra a qualquer tipo de monopolização. Nós, povo, temos que impor nossos direitos e temos que fazer com que nossos funcionários (políticos e detentores de cargo público) trabalhem em favor do povo.

  • JD | Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010, 15h51
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    Parabens senhora M. Vandoni. O MT não é mais terra de ninguém. concessões públicas tem que serem legalizadas com licitações, pois o transporte público em Cuiabá é caro e a qualidade´deixa a desejar, sobretudo nos micro-onibus...

  • florisvaldo | Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010, 14h02
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    ela mais uma x se faz de boba , disendo nao saber o pq da manifestação: como ela faz a populaçao e fez o governador , ao afirmar que faz 20 anos que nao tem licitação no setor, como pode uma pessoa mentir desta forma , a quem intereza este monopolio , sera que a seu padrinho politico , que manda no transporte em vc ate as cores dos onibos da uniao transportes e as cores da ager , esta senhora age de ma fe , ao mentir pra população , e masi onde foi gasto quase 4 milhoes em estudos , para regularizar o setor que ela vem a publico e esclareça estes fatos ,

  • JOEL | Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010, 13h13
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    GOSTARIA DE SABER QUAIS AS CONDIÇÕES QUE AGER OBSERVOU NOS ONIBUS DA GM TUR PARA FAZER A CONCESSÃO DA LINHA CUIABA-COQUEIRAL.

  • Marcos | Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010, 12h30
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    absurdo, uma das unicas coisas que funcionam são as vans no interior, porque não cassa as licenças das empresas em Cuiaba e VG???organizar o setor??da licença, muito mais facil vc viajar numa van nova que num onibus normal novo. sou contra...

  • Pedro Reis | Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010, 11h19
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    A AGER - só aparece com esta questões em anos eleitorais será por que? Deveria mesmo é rever o transporte coletivo de Cuiabá e Varzea grande,... e não concelar e sim chama-los a regularização, o que está fazendo e perseguição ao pequenos...

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