Órgãos

Quarta-Feira, 06 de Janeiro de 2010, 13h:20 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

Barra do Bugres

Sem delegado nem policiais, população tenta fazer sua própria segurança

    A população de Barra do Bugres (a 163 km de Cuiabá) está vivendo em um estado constante de insegurança. Cercas elétricas e câmeras de vigilância não conseguem afastar a violência na cidade, que está há 2 meses sem um delegado titular, uma vez que a responsável, a delegada Luciane Barros, encontra-se afastada do cargo por licença médica. Ela deve voltar a assumir o posto somente na próxima terça (12). Enquanto isso, quem responde pela Polícia Civil e "segura as pontas" é o delegado Marco Vera, de Tangará da Serra. Ele faz expediente duas vezes por semana, para atender aos casos considerados urgentes.

   Outro problema que a cidade enfrenta é a falta de policiamento preventivo. Somente este ano, 10 ocorrências já foram registradas. Entre elas estão casos de estupro, furto e invasão a domicílio. Uma das causas é o baixo número de policias protegendo a cidade. A Polícia Militar possui somente 28 efetivos para manter a segurança pública, quando o número mínimo necessário é de 61. Assim, o número de assaltos tanto na cidade quanto no campo segue aumentando.

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Comentários (7)

  • manoel cuiabano | Domingo, 10 de Janeiro de 2010, 17h52
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    Parabens ao comentario feito pelo criticado e marginalizado pela sociedade, uma coisa real do dia a dia de um POLICIAL MILITAR, que DEUS te acompanhe em todas as horas do seu viver.

  • CARLAO | Domingo, 10 de Janeiro de 2010, 11h05
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    em referencia ao comentario do sr. jaiminho, so posso afirmar que essa situaçao ocorre no Brasil todo amigão, mas que é revoltante isso é ... tomara que essa quadrilha um dia visite a residencia de um delegado desses, de um juiz ou de um promotor..... mas e logico que isso não vai acontecer,eles tem seguranca privilegiada e podem portar armas.... fazer o que .... vamos morar em um presidio, ou se sera que nossas residencias com altos muros e cercas eletricas e cameras ja não são? e lamentável a situacao

  • O criticado e marginalizado pela socieda | Sexta-Feira, 08 de Janeiro de 2010, 07h15
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    Como policial militar, eu já fui quase tudo... Como POLICIAL MILITAR, enfrentei o maior choque cultural da minha vida, ao ter de argumentar com todo tipo de pessoas, do mendigo ao magistrado, entrar em todo tipo de ambiente, do meretrício ao monastério. Como POLICIAL MILITAR, fui parteiro, quando não dava tempo de levar as grávidas ao hospital, na madrugada. Como POLICIAL MILITAR, fui psicólogo, quando um colega discutia com a esposa, diante da incompreensão dela, às vezes, com a profissão do marido. Como POLICIAL MILITAR, fui assistente social, quando tinha de confortar a mãe de alguma vítima assassinada por não possuir algo de valor que o assaltante pudesse levar. Como POLICIAL MILITAR, fui borracheiro e mecânico, ao socorrer idosos e deficientes com pneus furados. Como POLICIAL MILITAR, fui pedreiro, ao participar de mutirões para reconstruir casas destruídas por enchentes. Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico fracassado, ao ver um colega ir a óbito a bordo da viatura. Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico realizado, ao retirar uma espinha de peixe da garganta de uma criança. Como POLICIAL MILITAR, fui apedrejado por estudantes da mesma escola na qual estudei e fui professor, por pessoas do mesmo grêmio do qual participei. Como POLICIAL MILITAR, fui obrigado a me tornar gladiador em arenas repletas de terroristas que são membros de torcidas organizadas, em jogos de times pelos quais nem torço. Como POLICIAL MILITAR, sobrevivi a cinco graves acidentes com viaturas, nunca a menos de 120km/h, na ânsia de chegar rápido àquela residência onde a moça estava sendo estuprada ou na qual um idoso estava sendo espancado. Como POLICIAL MILITAR, fui juiz da vara cível, apaziguando ânimos de maridos e mulheres exaltados, que após a raiva uniam-se novamente e voltavam-se contra a polícia. Como POLICIAL MILITAR, fui atropelado numa blitz por um desses cidadãos que, por medo da polícia, afundou o pé no acelerador e passou por cima de vários colegas. Como POLICIAL MILITAR, arrisquei-me a contrair vários tipos de doenças, ao banhar-me com o sangue de vítimas às quais não conhecia, mas que tinha obrigação de tentar salvar. Como POLICIAL MILITAR, arrisquei contaminar toda a minha família com os mesmos tipos de doenças, pois, ao chegar em casa, minha esposa era a primeira a me abraçar, nunca se importando com o cheiro acre de sangue alheio, nem com as manchas que tinha de lavar do uniforme. Como POLICIAL MILITAR, fui juiz de pequenas causas, quando, em minha folga, alguns vizinhos me procuravam para resolver seus problemas. Como POLICIAL MILITAR, fui advogado, separando, na hora da prisão, os verdadeiros delinquentes dos "laranjas", quando poderia tê-los posto no mesmo "barco". Como POLICIAL MILITAR, fui o homem que quase perdeu a razão, ao flagrar um pai estuprando uma filha, enquanto a mãe o defendia. Arte de Bruno Silva Como POLICIAL MILITAR, fui guardião de mortos por horas a fio, sob o sol, a chuva e a neblina, à espera do rabecão, que, já lotado, encontrava dificuldade para galgar uma duna mais alta, ou para penetrar numa mata mais densa. Como POLICIAL MILITAR, fiquei revoltado ao necessitar de um leito para minha esposa parir e, ao chegar ao hospital da polícia, deparar-me com um traficante sendo operado por um médico particular. Como POLICIAL MILITAR, fui o cara que mudou todos os hábitos para sempre, andando em estado de alerta 25 horas por dia, sempre com um olho no peixe e o outro no gato, confiando desconfiado. Como POLICIAL MILITAR, fui xingado, agredido, discriminado, vaiado, humilhado, espancado, rejeitado, incompreendido. Na hora do bônus, esquecido; na hora do ônus, convocado. Tive de tomar, em frações de segundo, decisões que os julgadores, no conforto de seus gabinetes, tiveram meses para analisar e julgar. E mesmo hoje, calejado, ainda me deparo com coisas que me surpreendem, pois afinal ainda sou humano. Não queria passar pelo que passei, mas fui voluntário, ninguém me laçou e me enfiou dentro de uma farda, né!? Observando-se por essa ótica, é fácil ser dito por quem está "de fora" que minha opinião não importa, ou que, simplesmente, não existe. Amo o que faço e o faço porque amo. Tanto que insisto em levar essa vida, e mesmo estando atualmente em outra esfera do serviço policial, sei que terei de passar por tudo de novo, a qualquer hora, em qualquer dia e em qualquer lugar. E o farei sem reclamar, nem recuar, porque se o Senhor não guarda a cidade, em vão vigia a sentinela! Por isso é que fazemos nossa parte: Vigilantes sempre! Que DEUS abençoe a todos nós!!!

  • jaiminho | Sexta-Feira, 08 de Janeiro de 2010, 07h08
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    o que fazer? uma quadrilha foi presa e um dos meliantes denunciou toda a armaçao,onde denunciou um figurão que se denomina agiota (como se ser agiotagem não fosse crime tb) e que pelas afirmaçoes do criminoso o agiota emprestava um carro para fuga e ficava com50% do produto do roubo,interessante que a quadrilha agia com extrema crueldade e apenas praticava assaltos em residencias de pessoas com bom poder aquisitivo, e que tinham joias e pertences de grande valor. Mas .... o delegado pediu a prisão do chefão e......... negaram pois o agiota tem residencia fixa....e $$$ , prender pra que ? acho que seria melhor nós familias de barra do bugres nos mantermos presos em alguma prisao e vms deixar a cidade para a malandragem!!!

  • Andrigo | Quinta-Feira, 07 de Janeiro de 2010, 16h52
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    Policia pra que?, se na maioria das vezes são esles quem comandam o crime, está população pode dizer que é feliz mas ainda não sabe disso.

  • Cristina Velarde Silva | Quinta-Feira, 07 de Janeiro de 2010, 10h42
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    é uma vergonha segurança pública, na realidade, é a insegurança pública que esta instalada em Mato Grosso. Depois dizem que são quase um bilhão de investimento no setor da segurança, pra onde vai esse dinheiro, já que o povo não ve segurança

  • Maria do Carmo | Quinta-Feira, 07 de Janeiro de 2010, 10h40
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    essa é a segurança pública que temos no Estado de Mato Grosso!

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