PARTIDO

Domingo, 13 de Fevereiro de 2011, 12h:00 | Atualizado: 13/02/2011, 16h:23

Tucanato

Edivá recusa comando do PSDB

Edivá Alves   Cotado para disputar a presidência do diretório municipal do PSDB, o secretário de Trânsito e Transportes de Cuiabá, Edivá Alves, afirma que não pretende concorrer ao cargo. “Não tenho intenção de ser presidente”, destacou. De acordo com o vereador Antônio Fernandes, o gestor teria sinalizado um acordo para compor uma chapa encabeçada pelo parlamentar.

   “Ele propôs que eu disputasse como vice-presidente”, explicou o secretário. A conversa aconteceu em agosto do ano passado, quando os quatro vereadores eleitos pelo partido nas eleições de 2008 teriam decidido que um deles deveria concorrer ao comando do diretório. Edivá defende, no entanto, que a discussão seja ampliada.

   A sigla "encolheu" no Estado. Está pagando caro, inclusive com esfacelamento do partido e perda de filiados, devido a picuinhas, brigas internas e posições autoritárias e antidemocráticas. Entre 1998 e 2002, o PSDB chegou a ter 6 deputados na Assembleia, 2 federais e 55 prefeitos. Hoje comanda apenas 4 prefeituras. Depois que deixou o comando de Cuiabá, com a renúncia de Wilson Santos para poder disputar o governo estadual, o partido diminuiu ainda mais. Só conseguiu assegurar uma vaga na Assembleia, com a reeleição de Guilherme Maluf. Perdeu, pela segunda vez consecutiva, disputa majoritária para governador e senador.

   “O partido está fragilizado. Precisamos promover a união das forças e não formar um grupo para criar mais uma cisão”, destacou. Ele não descarta a possibilidade de compor com o vereador, mas prefere pensar com cautela sobre o assunto.

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"Precisamos promover a união das
forças e não formar um grupo para
criar mais uma cisão"
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   Enquanto no diretório estadual a disputa deve ficar entre o ex-prefeito de Sinop, Nilson Leitão, o deputado estadual Guilherme Maluf e o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, a concorrência pelo comando da sigla no município esquenta. Isso porque, apesar do desgaste com a derrota do ex-prefeito da Capital Wilson Santos ao Palácio Paiaguás, o tucanato ainda desfruta de representativadade na cidade.

   No Alencastro, cinco tucanos comandam pastas de destaque, como a Educação, Infraestrutura, Trânsito e Transportes, além da Fazenda e Assistência Social. A legenda também conta com a maior bancada na Câmara, que além de Fernandes, tem Lueci Ramos e os suplentes Rossivelt Coelho e Tiago Nunes.

   Neste contexto, a cúpula mira no diretório municipal como principal ponto de partida do processo de reestruturação. Enquanto algumas lideranças tucanas se articulam para convencer o secretário de Educação, Permínio Pinto, a assumir o desafio, o nome da atual presidente da executiva estadual, a ex-deputada federal Thelma de Oliveira, já figura na lista de possíveis concorrentes ao cargo.

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Comentários (3)

  • Leandro Momente | Segunda-Feira, 14 de Fevereiro de 2011, 08h17
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    [...] recomeçar do nada, arcabouço ideológico e programático, reestruturando-se [...]. Podemos resumir todos estes pensamentos ideias em: Falta gerenciamento público! Todos estes "políticos" não sabem ou não querem gerenciar o 'bem público' e sim querem "tirar o maximo possível para seu bolso" ... e deixa a vida me levar! Nunca vai existir um partido com definição "público" se, e somente se, pensarem com o centro no "proprio bolso". Melhor mudar a região do agronegocio em região de laticinios (não, latrocinios!) e "mamar nas tetas".

  • alberto da silva | Domingo, 13 de Fevereiro de 2011, 22h02
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    para um bom, entendedor os numeros de pessoas eleitas no executivo e legislativos ,mostra a fragelidade do PSDB. portanto so com novas lideranças para recuperar a auto sustentabilidade do partido.

  • Paulo Mattos | Domingo, 13 de Fevereiro de 2011, 17h32
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    O PSDB de Cuiabá e Mato Grosso deve recomeçar do nada. E, recomeçando do nada, deve rever imediatamente o seu arcabouço ideológico e programático, reestruturando-se completamente e permitindo também o imediato nascimento de novas lideranças, que tenham respaldo popular e contribuam para o nascimento de uma agremiação foirte, respeitada e em condições de pleitear o poder. O PSDB atual, com lideranças arcaicas, prepotentes e dissociadas da sociedade, como Thelma de Oliveira, Wilson Santos, Luiz Soares, Paulo Renan e outros, tende a desaparecer completamente do mapa político matogrossense, uma vez que essas lideranças são responsáveis pela cizânia partidária, pelo descumprimento ideológico e programático, pelas posições retrógradas e que desagradam em cheio os partidários, pelo esfacelamento da sigla e pelo distanciamento da sociedade. Um partido que não conseguiu manter a unidade após a morte de Dante de Oliveira e que esfarelou-se no imbróglio causado entre eles próprios através dessas lideranças. Não conseguiram espaço nem admiração do eleitorado matogrossense, culminando em demonstrar uma incapacidade invejável de mal administrar as poucas cidades onde conseguiram maioria. É hora do soerguimento, do resurgimento, das novas descobertas. Nesse cenário não escapa nem Edivá, que, ao que parece, encontra-se tão cansado que mal consegue articular as próprias palavras. Típico do PSDB.

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