Polícia

Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2020, 11h:22 | Atualizado: 05/08/2020, 11h:38

MORTE NO ALPHAVILLE

Alteração da cena do acidente é mera especulação, diz advogado da família

“Mera especulação”. Assim o advogado Ulisses Rabaneda define a possibilidade de alterações intencionais feitas na cena do tiro acidental que matou a menina Isabele Guimarães Ramos em 12 de julho, no condomínio Alphaville 1. Rabaneda defende a família da adolescente que seria responsável pelo disparo.

Rodinei Crescêncio

Ulisses Rabaneda

Ulisses Rabaneda é advogado e representa a família do empresário Marcelo Cestari no caso

“Essa possibilidade de alteração da cena dos fatos é mera especulação. Não existe nenhuma prova no inquérito - e o inquérito já caminha para sua etapa final - que demonstre qualquer intenção ou que dê qualquer evidência de que a família tentou modificar algo no local para embaraçar ou dificultar as investigações”, disse ao .

Além da menina, Rabaneda também defende o pai dela, o empresário Marcelo Cestari, que chegou a ser preso e acabou indiciado por posse ilegal de arma de fogo. Ao todo, sete armamentos estavam na casa. Duas não eram de Marcelo, sendo que uma dessas seria a arma que disparou contra a cabeça de Isabele.

“Muito pelo contrário (sobre alteração da cena). Realmente existe um depoimento onde se diz que a pessoa encontrou o corpo como se ele tivesse sido ajeitado. Mas esse mesmo depoimento afirma que essa pessoa acredita que isso aconteceu em razão das tentativas de salvamento, da massagem cardíaca que foi feita. O Marcelo, e o áudio do Samu revela isso, tentou salvá-la por cerca de 15 minutos. Então, é óbvio que o corpo como ficou ao final não era exatamente na posição em que ele caiu porque houve tentativas de salvamento”, lembrou Rabaneda.

O Marcelo, e o áudio do Samu revela isso, tentou salvá-la por cerca de 15 minutos

Ulisses Rabaneda

As possibilidades de alterações na cena do fato vêm sendo ventiladas a partir de depoimentos prestados à Polícia Judiciária Civil durante as investigações do caso. Mais de 12 pessoas já foram ouvidas e a polícia analisa provas, como a ligação feita ao Samu, câmeras de segurança do condomínio, perícias nas armas, entre outras.

“Com relação à arma, do mesmo modo, após o acidente, a arma ainda na mão da filha do Marcelo... Ela sai daquele local com a arma em mãos, acondicionando ela numa cômoda, onde era uma local de passagem das pessoas, onde passaria o Samu. O seu irmão pediu para que ela tirasse essa arma dali para que não ficasse no caminho das pessoas. Essa arma estava municiada, evidentemente, até porque aconteceu o acidente. Ele pede para tirar essa arma dali, ela foi acondicionada em um local seguro, e logo que a polícia chegou essa arma foi entregue. Então, não nos impressionam essas alegações, que são meras especulações”, argumentou o advogado.

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Comentários (3)

  • Zeca | Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2020, 17h46
    2
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    Mera especulação doutor? Alterar a cena de qualquer ocorrência que demanda a presença da autoridade policial é atitude criminosa, e pelo que relata a leitora Aline, na verdade houve um conluio com a família, que já começou mentindo para a atendente do Samu. Se liga chefia.

  • Aliny | Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2020, 14h10
    5
    2

    Estao dando essa desculpa para terem retirado a arma da cena do crime, mas é quanto à bala? A capsula, imprescindível para que a perícia confirmar detalhes da posição de queda do corpo e tiro, também foi retirada do local e entregue ao ADVOGADO da família. No mínimo, suspeito!!! Se queria tanto salvar, o que explica as 14 ligações antes de acionar o Samu, a atirador sair para tomar banho, trocar e esconder as roupas no vizinho, a família limpar a casa, ter reunião à portas fechadas com delegado e advogado,e chamar amigos policiais para atuarem como seguranças intimidando a família da vítima..

  • ana | Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2020, 13h09
    5
    3

    so pelo fato da arma ja não estar na cena ja pode ser consiuderada como adulteração, não é?

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