Polícia

Sábado, 13 de Abril de 2019, 15h:00 | Atualizado: 13/04/2019, 15h:22

Caso Rodrigo

Conselho inocenta Ledur e diz que está apta a permanecer no Corpo de Bombeiros

A oficial Izadora Ledur Souza Dechamps, acusada de torturar o aluno Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, morto em novembro de 2016, durante um treinamento na Lagoa Trevisan, reuni condições para continuar no Corpo de Bombeiros. A decisão é do Conselho de Justificação da corporação, de 20 de fevereiro, que foi anexada ao processo criminal ao qual a tenente Ledur responde e que corre na 11ª Vara Militar de Cuiabá, sob a titularidade do juiz Marcos Faleiros.

Gilberto Leite

Izadora ledur

Tenente Izadora Ledur foi julgada culpada devido golpes de nadadeiras contra os alunos 

O procedimento interno foi instaurado em 2017. O conselho - formado pelo tenente-coronel Lahel Rodrigues da Silva Major (presidente), pelo major Mario Henrique Faro Ferreira (relator) e pelo capitão Donato Coelho de Almeida (escrivão) - julgou, por meio de processos especiais, a capacidade de um militar continuar - ou não - na corporação.

Eles constataram que Ledur é inocente em quatro dos cinco itens imputados a ela. Foi declarada culpada devido golpes de nadadeiras contra os alunos durante o treinamento. "Salvo melhor juízo, reúne condições de permanecer na ativa do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso", disse o conselho.

A defesa de Ledur alega que não houve qualquer ferimento à moral, à ética ou à disciplina, apesar dos xingamentos proferidos por Ledur - classificados por alguns alunos como pressão psicológica. Argumenta ainda que as palavras, na verdade, são apenas jargões muito comuns no meio militar. “Inclusive no Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso: cagão, mocorongo, morcego, tapado, cu de tropa, caga pau, bisonho, bicho, lixão, monstro, muquiço, mulambo, mulambento, pica, xerebento, etc”, diz a defesa. O argumento foi aceito pelo Conselho.

A decisão foi anexada ao processo criminal ao qual a tenente Ledur responde e que corre na 11ª Vara Militar de Cuiabá. Na próxima terça (16), a tenente vai depor ao juízo militar sobre o caso no Fórum de Cuiabá.

Volta ao trabalho

A tenente voltou aos trabalhos em janeiro deste ano, após dois anos afastada por problemas de saúde. Ela está atuando na parte administrativa da Diretoria de Segurança Contra Incêndio e Pânico.

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Comentários (3)

  • Divina Aparecida Costa | Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 15h52
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    Infelizmente o corporativismo existe e as famílias que é as vitimas vão carregar para sempre a dor da Perda junto os casos de impunidade!

  • alex r | Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 08h39
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    Vergonha! Agora entendo do pq da população não ter mais confiança nas instituições!!

  • lucas | Domingo, 14 de Abril de 2019, 14h29
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    impunidade??

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