Polícia

Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019, 17h:45 | Atualizado: 27/06/2019, 07h:50

DEPOIMENTO NA GCCO

Coronéis negam que PMs presos estavam a serviço na entrada de celulares na PCE

Divulgação

celulares apreendidos

Os 85 celulares, cabos e fones apreendidos dentro de freezer apreendido na portaria da PCE, em Cuiabá, neste mês

Coronéis da Polícia Militar negaram, em depoimento à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que os PMs presos na Operação Assepsia estivessem a serviço da corporação quando teriam auxiliado a entrada de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE).

O subtenente Ricardo de Souza Carvalhaes e o cabo Denizel Moreira, ambos da Rotam, e o tenente Cleber de Souza Ferreira, lotado no Terceiro Batalhão, foram presos no dia 18, durante a deflagração da Assepsia.

Além deles, também são acusados de facilitar a entrada de celulares na unidade prisional, e estão na cadeia, o diretor da PCE, Revétrio Francisco da Costa, e o subdiretor, Reginaldo Alves dos Santos. Juntos, os cinco alvos da operação teriam organizado a entrada de um freezer com diversos celulares na penitenciária.

Logo após as prisões dos três militares, a Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof/MT) afirmou que eles estavam realizando um trabalho de inteligência e foram pegos por engano. Os próprios militares também disseram que estavam a serviço quando os celulares entraram na unidade prisional e, por isso, pediram que o caso fosse encaminhado para a Vara Militar.

Porém, em depoimento à GCCO, a tarde de terça (25) e quarta (26), os coronéis responsáveis pelos setores em que os três militares presos atuam afirmaram desconhecer que os alvos da Assepsia estivessem a serviço da corporação quando facilitaram a entrada do freezer.

Os convocados para prestar depoimento sobre os presos foram os tenentes-coronéis Fernando Augustinho de Oliveira Galindo, do Terceiro Batalhão da Polícia Militar; Cleverson Leite de Almeida, da Rotam, e José Reinaldo Parreira, da Agência Regional de Inteligência da PM.

Eles asseguraram que a entrada dos aparelhos na PCE não fazia parte de nenhum procedimento da PM e disseram desconhecer qualquer relação do fato com algum procedimento da Polícia Militar.

Os depoimentos foram anexados ao inquérito sobre o caso, que será concluído pela GCCO nesta quinta (25). Depois, as apurações serão levadas ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

A alegação de que o caso deveria deixar a Sétima Vara Criminal de Cuiabá para seguir para a Vara Militar perdeu forças após as declarações dos coronéis, informou uma fonte da reportagem. Isso porque o caso somente pode mudar de Vara se ficar comprovado que os militares estavam a serviço.

O pedido de mudança na tramitação do processo ainda deverá ser avaliado pela Justiça.

Em depoimento à GCCO, na manhã de terça (25), os três militares haviam permanecido em silêncio.

Diretores da PCE culpam militares

Em depoimento à GCCO, na tarde de segunda (24), O diretor e o subdiretor da PCE negaram que tenham facilitado a entrada de celulares na unidade. Eles disseram que foram enganados pelos três militares presos, que teriam pedido a entrada do freezer no presídio sem informar o conteúdo que estava dentro do aparelho.

Segundo os depoimentos, os militares argumentaram que o eletrodoméstico seria um agrado a Petróleo, para conseguir informações para futuras apreensões. Ainda conforme os depoimentos de Revétrio e Reginaldo, o freezer entrou na unidade prisional sem passar pelo scanner, pois agentes prisionais disseram que não precisaria de tal procedimento.

Presos do CV

Além dos policiais e dos diretores da PCE, outros dois alvos da Assepsia foram Petróleo e Luciano Mariano da Silva, o Marreta. Os dois são apontados como principais líderes do Comando Vermelho em Cuiabá. Eles já estavam presos e foram alvos de mandados de prisão preventiva. Segundo as apurações, eles teriam se beneficiado pelas entradas ilegais dos celulares na PCE.

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