Polícia

Terça-Feira, 24 de Novembro de 2020, 11h:57 | Atualizado: 24/11/2020, 15h:50

ESCÂNDALO NA CORPORAÇÃO

Mulher, sargento da Polícia Militar, afirma que foi estuprada por colega subtenente

Reprodução

Ass�dio sexual contra mulher - estupro - viol�ncia

A terceiro sargento da Polícia Militar, E.R., de 43 anos, denuncia um colega de corporação, o subtenente M.M.P.S., de empurrá-la para dentro de uma sala escura da UPA Verdão, em Cuiabá, e estuprá-la duas vezes. Afirma ainda que ele quis forçar sexo oral, mas ela alegou que não tinha condições de fazer aquilo por ele estar “podre”.

O crime teria ocorrido em 5 de junho e ela o denunciou o caso na Corregedoria da PM, onde corre Inquérito Policial Militar (IPM). Relata que, após muitas sessões de terapia e orientada por assessoria jurídica, vem cobrando a punição do suspeito. No dia 16 deste mês, após o caso vir à tona, ele foi transferido para Santo Antônio do Leverger (a 34 km de Cuiabá), e registrou um boletim de ocorrência contra a mulher, dizendo que é importunado por ela, com mensagens de teor sexual.

Eu falei com ele: sub, estamos de serviço, não temos como fazer esse tipo de coisa, me respeita por favor

Ontem (23), a militar divulgou vídeo, dando detalhes do que, segundo ela, ocorreu. No dia do crime, diz que trabalhou o dia todo, no Comando Regional I e, à noite, cobriu o horário de uma colega, a pedido dela, na UPA Verdão. Em algumas unidades de saúde há policiais fazendo a segurança.

“Estava no auge de coronavírus e a quase não tirava máscara, nem para beber água, por precaução. Estava morrendo de sede, e o subtenente apareceu lá, por volta das 21h, então eu perguntei a ele: sub, tem como o senhor comprar uma água para mim. Dou dinheiro e senhor compra, não custa nada. Foi quando ele me disse: eu vou te levar e pegou a chave da viatura com o cabo que estava de motorista dele e me levou até o 10º Batalhão, para que eu bebesse água. Eu bebi água, enchi a garrafinha e, quando eu voltei para viatura, ele pegou minha mão e colocou encima do p... dele. Estava com o p... ereto e eu não o estimulei, nem nada. Eu falei com ele: sub, estamos de serviço, não temos como fazer esse tipo de coisa, me respeita por favor, não há possibilidade de acontecer qualquer coisa”.

Ela diz que, quando chegaram de volta à UPA Verdão, o advertiu sobre o volume sobre as calças, mas ele não deu importância e desceu mesmo assim.

Dentro da UPA, de volta ao trabalho, no saguão, a militar afirma que ele chegou perto dela, avisando que queria fazer uma ronda dentro da unidade de saúde. A mulher lembra ter ressaltado que já tinha feito, mas ele insistiu. “Não vou ficar discutindo com superior”, alega.

Detalha que passou a primeira porta, a segunda e na terceira ele a empurrou. “Me agarrou, arrancou minha máscara, me bejou a força, um beijo bem pronlogado, conseguiu tirar minhas calças, praticar conjunção carnal, pênis-vagina, e abaixou minha cabeça para forçar sexo oral”.

Com a negativa dela, diz que ele praticou conjunção carnal de novo. “Não tenho condições, se o senhor quer fazer alguma coisa, vamos fazer fora daqui. Acho que ele se sentiu com esperanças e parou o ato”. No entanto, teria se masturbado e só depois saído da sala. E que ela questionou se ele não tinha namorada ou esposa. “Por que fez isso comigo?”

Alega que não tiveram qualquer comunicação antes do fato, nenhuma paquera em que tenha dado sinal afirmativo para qualquer avanço. Que não tinha nem o celular dele e que só no dia do crime se sentiu obrigada a registrar o número dele e dar o “pronto” pelo WhatsApp.

“Nunca tinha me dito, estou afim de vc, vamos comer um baguncinha, tomar um açaí, então dá para ver bem nitidamente que houve um estupro".

Com a demora do inquérito, ela vem o investigando por conta própria e que se adiantou pedindo a prisão dele na 11ª Promotoria Militar, para onde o inquérito deve ir, já concluso.

No BO, que o subtenente registrou, diz que ela foi à rua da casa dele e questionou a vizinhos se já tinham ouvido falar que ele foi violento com a mãe ou a deixou em situação de negligência e que vem sendo importunado com mensagens sexuais.

A mulher disse ao , que, após o estupro, “demorou para cair minha ficha de que tinha sido estuprada”. E, quando percebeu isso, resolveu pedir a punição do militar. Ela tem dois filhos e só contou para um deles sobre o ocorrido. Afirma não se importar com a exposição de sua imagem, porque o pior que poderia ter ocorrido já aconteceu, que foi a violência sexual. “Foi um processo doloroso, muito horrível para mim reconhecer isso, que fui estuprada”.

 Ela reconhece que, em seu primeiro depoimento, junto à Corregedoria, chegou a dizer que o sexo ocorreu, na sala escura da UPA Verdão, de forma consensual. Porém, orientada pela advogada, voltou atrás e deu um segundo depoimento, “refazendo a verdade dos fatos”. A mentira contada no primeiro depoimento, segundo ela, era para “ainda para tentar ajudá-lo”.

Polícia Militar

Procurada pelo , a PM confirma que a Corregedoria instaurou o Inquérito Policial Militar (IPM) "já foi concluído e está sob análise para posterior remessa à Vara Militar".

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Comentários (6)

  • Mandiocao | Terça-Feira, 24 de Novembro de 2020, 20h43
    1
    1

    Nossa que história mais erótica!! Tem mais ?

  • Jedae | Terça-Feira, 24 de Novembro de 2020, 16h30
    4
    2

    Tem um vídeo dessa mulher. Pelo relato da mesma, foi tudo combinado!

  • Alex r | Terça-Feira, 24 de Novembro de 2020, 15h00
    7
    1

    Luiz Carlos acho que estou contigo nessa , está muito estranho , parece delírio ... Não acho que armas seriam boa saída na situação... Mas pq não gritou por ajuda? PQ não reagiu , mordida ou qualquer coisa? ME pareceu que ela teve uma queda e depois se arrependeu sei lá... muito estranho. Boa sorte ao juiz do caso ... PQ será difícil!

  • Marcos | Terça-Feira, 24 de Novembro de 2020, 14h14
    11
    1

    Está mal contado, essa PM estava armada e permitiu fazer conjunção com ela???? Muito mal contado.

  • Alberto | Terça-Feira, 24 de Novembro de 2020, 13h09
    17
    2

    Muito estranho uma policial deixar alguém tirar a sua farda e fazer sexo e não reagir. Afinal elas não são treinadas para evitar esse tipo de abordagem?

  • Luiz Carlos | Terça-Feira, 24 de Novembro de 2020, 12h26
    20
    0

    A reportagem mais parece folhetim de contos eróticos.

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