Polícia

Quarta-Feira, 12 de Abril de 2017, 18h:28 | Atualizado: 12/04/2017, 18h:48

Confidere

Polícia Civil indicia 11 de organização criminosa desarticulada em Sinop

A Polícia Judiciária Civil indiciou onze pessoas por furto e organização criminosa, na conclusão do inquérito policial da operação “Confidere”, deflagrada em 31 de março, em Sorriso, Sinop, Alta Floresta, Tangará da Serra e Rondonópolis, para prender envolvidos em esquema milionário de desvio de mercadorias de uma empresa de Sinop.

Cleidinaldo José

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Entre os indiciados pela Polícia estão os cinco gerentes, mais receptadores e parentes dos envolvidos

O inquérito policial das investigações iniciadas pela Polícia Civil em Sorriso foi encaminhado na segunda (10), ao Fórum da Comarca de Sinop, em razão da competência e por ser a cidade onde os crimes teriam sido praticados. As investigações foram presididas pelo delegado de Sorriso, Bruno Sérgio Magalhães Abreu, e pelo delegado de Sinop, Ugo Ângelo Rech de Mendonça.

Entre os indiciados estão os cinco gerentes (Fernando Rodrigues da Silva, apontado como o líder da quadrilha e gerente de vendas da empresa; Marcos Silva (gerente); Ricardo Alves de Oliveira Ferreira (gerente de expedição), Fábio dos Santos Alexandre (representante comercial da empresa, em Tangará da Serra) e Márcio Boria (gerente de expedição em Rondonópolis)), receptadores e parentes dos envolvidos.

O principal articulador do esquema, Fernando Rodrigues da Silva, além dos crimes de organização criminosa e furto, foi indiciado por lavagem de dinheiro juntamente com a sogra, que teve um carro comprado com o dinheiro movimentado da conta corrente dela e depois colocado em seu nome.

Conforme o delegado Bruno Abreu, o material apreendido revelou provas contundentes contra Fernando, como canhoto de cheques e planilhas, referente a  valores repassados a integrantes e  recebidos dos receptadores.

Foram encontrados comprovantes de mais de R$ 200 mil reais em móveis. Somente na compra de uma casa foi transferido R$ 1.250.000,00 de sua conta bancária. Na decoração da casa, gastou mais de R$ 30 mil na compra de cortinas. Houve apreensão de comprovantes da compra de relógios de mais 30 mil, sofá de R$ 22 mil e R$ 60 mil, em utensílios domésticos e eletrônicos.

Isso, segundo os delegados, são apenas alguns detalhes da vida de luxo que o principal articulador do esquema levava.

O inquérito policial foi finalizado com 5 volumes de provas coletadas nas investigações, depoimentos e interrogatórios dos envolvidos.

Sequestro de Bens

Na investigação, a Polícia Civil pediu o sequestro de mais de R$ 7 milhões em bens móveis e imóveis, que teriam sido adquiridos pela organização criminosa. São casas, automóveis, terrenos e até uma fazenda, comprados pelos principais envolvidos, os cinco funcionários da empresa de fabricação e exportação de aço e metal.

Durante a operação, em Sinop, a Polícia Civil apreendeu, 2 motocicletas BMW, 1 moto Kavasaki  2 automóveis BMW, sendo um avaliado em R$ 200 mil; 1 Hilux Zero KM no valor de R$ 190 mil; 1 Saveiro Cross; 1 Pálio Atractive e 1 caminhonete S-10.

A maioria dos bens estava em nome do gerente de vendas, Fernando Rodrigues da Silva, apontado como o líder da quadrilha, que também têm casas e outros imóveis na região, como fazenda e terrenos.

Investigação

A investigação iniciou em janeiro deste ano, depois de denúncia de uma empresa do ramo de fabricação e exportação, a Açometal, sediada em Sinop (500 km ao Norte), por suspeita de que gerentes de alta confiança do estabelecimento estariam desviando materiais, por meio do cancelamento de notas fiscais.

A vítima é um empresário renomado da cidade, que já ocupou cargo público no município, e que teve prejuízo que ultrapassa os R$ 15 milhões.

Em 2015, essa mesma empresa entrou com pedido de recuperação judicial por dívidas de R$ 38 milhões. Mas esse não seria o motivo da denúncia e, sim, o fato de inúmeras reposições do estoque sem aparentes explicações e também o cancelamento de notas fiscais emitidas pela própria empresa vítima, como se o material comercializado não tivesse saído do depósito.

Foram detectados 1.200 notas fiscais emitidas e canceladas pela empresa credora no período de 2 anos, totalizando mais de R$ 13,5 milhões em mercadorias supostamente devolvidas ou desistência de  compras. (Com Assessoria)

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