Polícia

Quinta-Feira, 12 de Setembro de 2019, 07h:30 | Atualizado: 12/09/2019, 11h:52

GRAMPOLÂNDIA

Por ordem judicial, delegada Ana Cristina Feldner passa a coordenar investigação

Caso de arapongagem, que ficou conhecido como grampolândia pantaneira, envolve ex-governador Taques

PJC

Delegada Ana Cristina Feldner

Delegada Ana Cristina Feldner, indicada para dar continuidade às investigações das escutas

Por determinação do Poder Judiciário a delegada Ana Cristina Feldner passa a coordenar o grupo de trabalho que conduz os inquéritos policiais que apuram interceptações telefônicas ilegais em Mato Grosso.

O ofício foi encaminhado à Polícia Civil nesta quarta (11). Além dela, continuam nas investigações as delegadas Luciana Batista Canaverde e Jannira Laranjeira.

Feldner assumiu o lugar do delegado Rafael Mendes Scatolon, que segundo a Polícia Civil foi retirado dos inquéritos no dia 15 de agosto para atuar na Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra Administração Pública (Defaz).

Segundo a PJC a decisão de realocação do delegado foi tomada devido à carência de delegados na Delegacia Fazendária, após saída o delegado Marcelo Martins Torhacs, que, por sua vez, foi para o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Grampos

A investigação se arrasta desde 2017 e ficou sem grandes desenvolvimentos desde que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) avocou todos os procedimentos pela citação ao então governador Pedro Taques (PSDB). Gerson e Lesco tentavam delatar o esquema desde antes do caso subir ao STJ.

De acordo com os militares, Paulo Taques e Pedro Taques seriam os mentores das interceptações. O coronel Zaqueu Barbosa teria sido o primeiro a ser procurado pelos dois em sua casa, em agosto de 2014, para que fossem feitos os grampos contra adversários políticos de ambos.

Já o coronel Lesco teria atuado para designar o cabo Gerson Corrêa como principal operador do escritório dos grampos. Gerson afirma que, enquanto o coronel Airton Benedito Siqueira esteve à frente da Casa Militar, também teria colaborado para indicar os telefones a serem grampeados.

Além de Gerson, a sargento Andrea Pereira e os cabos Clayton Dorileo e Euclides Torezan também teriam trabalhado no Núcleo de Inteligência da Polícia Militar, como foi batizado o escritório.

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