Polícia

Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019, 12h:38 | Atualizado: 22/10/2019, 18h:42

BRASÍLIA

Preso em mansão, Piran é apontado como líder de bando "parasita" - fotos e vídeos

Operação Quadro Negro Piran

Piscina no belo jardim da mansão do empresário dono de factoring, Valdir Piran, em Brasília, onde foi preso, ao acordar, alvo da Operação Quadro Negro 

O empresário Valdir Piran, dono de factoring em Cuiabá, é apontado como líder de esquema investigado na Operação Quadro Negro, desencadeada nesta manhã (22) pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR). Ele é um dos seis presos acusados de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e falsidade ideológica e, de acordo com a polícia, os articulava.

Delegado Anderson Veiga, titular da Deccor, chama a quadrilha de “parasitas” do dinheiro público e confirma que juntos movimentaram ilegalmente algo em torno R$ 10 milhões.

As informações foram repassadas em coletiva à imprensa minutos após o cumprimento das ordens de prisão.

Veja vídeo do momento da prisão de Piran

Rodinei Crescêncio

operação quadro negro delegado defaz - luiz henrique damaceno

Delegados Fernando Vasco, Anderson Veiga, Luiz Damasceno e Bruno Barcellos, dando explicações à imprensa sobre o esquema, hoje (22) na sede da Defaz

Suspeitas

Foi a Controladoria Geral do Estado (CGE) que apontou, em relatório, diversas irregularidades em dois contratos, o 013 e 040, assinados pela empresa Avançar Tecnologia em Software e o antigo Cepromat.  A empresa deveria entregar programas de computador para escolas estaduais no entanto parte delas recebeu produtos piratas. Quando colocavam para "rodar", continham dados antigos ou história de cidades do interior de São Paulo. Outras nem isso receberam. Lousas digitais que constavam no contrato por exemplo não foram entregues.

"A CGE detectou irregularidades gritantes, como quase a inexecução completa do contrato e também a liquidação do pagamento (à Avançar) em um prazo recorde. Prazo que em um dos contratos foi de 20 dias”, pontua o delegado Veiga.

Na operação, representante legal da Avançar, Weydson Soares Fonteles, está entre os presos. O delegado Luiz Henrique Damasceno, que também investiga o esquema, afirma que ele é “laranja” de Piran. Isso porque recursos movimentados pela empresa "fantasma" iam para as contas bancárias do empresário.

Diante do relatório da CGE, a Polícia Civil iniciou as investigações, pela “trilha financeira” de Piran. Verificou que, em 2015, a Seduc informou desconhecer o software. Neste momento é que outro preso, o Francisvaldo Pereira de Assunção, atesta o recebimento de produtos piratas ou comparadas a “fumaça”. Ele era adjunto da então secretária de Estado de Educação, Rosa Neide, atual deputada federal pelo PT, mas os delegados reafirmaram em coletiva à imprensa que não há elementos vinculantes dela ao esquema.

A operação é uma força-tarefa da recém-criada Deccor, da Delegacia Fazendária (Defaz) e o Cira, que é um comitê que tem membros da Polícia Civil e do Ministério Público.

O delegado Bruno Barcellos, do Cira, afirma que a operação transcorreu dentro da legalidade, a serviço da sociedade mato-grossense.

Veja vídeo

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Comentários (2)

  • O pensador | Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019, 16h27
    5
    0

    Kkkkk observa a forma que o policial aborda o Piran kkkkk agora imagina o cidadão da periferia?kkkkkkkkkmm

  • Gutemberg Abreu | Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019, 14h58
    9
    0

    O MPE deveria investigar o programa de climatização criado para instalar aparelhos em todas as escolas da rede estadual e contrataram empresas fantasmas que receberam o dinheiro e não executaram o serviço, como pode ser constatado nas duas escolas do município de Alto Garças, cujos equipamentos estão colocados nas paredes apenas de enfeite porque nunca funcionaram porque não executaram a rede elétrica independente.

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