Polícia

Segunda-Feira, 10 de Agosto de 2020, 10h:43 | Atualizado: 19/08/2020, 11h:00

CASO ISABELE

Roupas que adolescente usava ficaram 9 dias na casa de vizinha depois do crime

As roupas que a adolescente responsável pelo tiro acidental que matou Isabele Guimarães Ramos usava no dia do fato ficaram nove dias na casa de uma vizinha. O depoimento da mulher consta nas investigações da Polícia Judiciária Civil, que apura responsabilidades pela morte de Isabele, e é citado pelo Ministério Público Estadual (MPE) no recurso para aumentar a fiança paga por Marcelo Cestari, indiciado por posse ilegal de arma de fogo no caso.

Reprodução

Isabele Ramos

Isabele Guimarães Ramos foi morta em 12 de julho e a polícia investiga o caso desde então

A menina morreu na noite de 12 de julho. De acordo com o depoimento de Cleunice Aparecida da Cruz, dado à Polícia Civil no dia 22, as roupas da adolescente ficaram em sua casa até 21 de julho, quando foram recolhidas para perícia. Além de uma saia e uma blusa branca da menina apontada como responsável, uma blusa preta de uma irmã dela, também menor de idade, ficou na casa da mulher nesse período.

Cleunice conta que logo depois do suposto acidente, as três filhas da família Cestari foram até sua casa com ajuda do filho dela, que namora uma das garotas. Ela relata que embora os filhos se relacionem, ela e o esposo não têm amizade com Marcelo Cestari e a esposa dele, Gaby.

Naquele domingo, 12 de julho, o filho de Cleunice lhe avisou que iria à casa de outro amigo depois do almoço. Ela lembra que viu o rapaz somente às 17h, quando o viu chegando à casa dos Cestari. Às 18h6min, enviou uma mensagem no WhatsApp ao filho, avisando que faria macarrão para o jantar. O garoto respondeu que não jantaria em casa.

Por volta das 20h, Wanderley, esposo de Cleunice, teria ligado e pedido para que o filho do casal voltasse para casa. Depois disso, sem hora exata, o menino “subitamente abriu a porta” do quarto do casal, “aparentando desespero, passando o antebraço na testa” e falando o seguinte: “mãe, aconteceu um acidente, aconteceu um acidente, foi a Bel mãe... as meninas estão aqui em baixo”.

A mulher foi até o andar inferior de sua casa e encontrou as três filhas dos Cestari, “que aparentavam estar apavoradas”. Ela perguntou o que havia acontecido, e uma das meninas respondeu: “é que lá em casa tem arma”. A adolescente responsável pelo tiro teria dito apenas que “eu não sei, a maleta caiu”.

Gaby Cestari teria chegado à casa da vizinha certo tempo depois, tendo segurado a garota nos braços e dito “filha, ela morreu, você tem que ser forte, ela está morta”. Marcelo Cestari, que chegou a ser preso por posse ilegal de armas, teria apenas passado pela casa, “muito rapidamente lhe pediu desculpas, deu uma olhada e foi embora”.

Alguém foi até a casa da vizinha e avisou a adolescente responsável pelo tiro que a polícia estava na mansão dos Cestari e que ela deveria retornar. Cleunice teria orientado o filho a ir junto da garota e que o rapaz ficou na casa dos Cestari até que todos fossem liberados. Depois de voltar para casa, o rapaz teria relatado que no momento do tiro estava no andar de baixo da mansão, longe do quarto da morte, e junto da namorada, que é irmã da adolescente.

"Que na segunda-feira ligou para a psicóloga da família há 12 anos para saber como agir nessa situação em relação ao seu filho, sendo que a psicóloga orientou que não ficasse fazendo pergunta a ele, que a hora dele falar chegaria, pois ele seria chamado pela polícia, e que quando chegasse o momento era para ele responder a verdade e para ficar calmo".

As roupas foram encontradas pela vizinha na segunda, dia seguinte à morte de Isabele. Ela recolheu as três peças, uma blusa branca, uma saia longa e uma blusa preta. O filho teria lhe informado que a blusa branca e a saia eram da menina responsável pelo tiro, e a blusa da namorada dele.

"Que a depoente sabia que a família Cestari ia ao clube de tiros, até por já ter visto no Instagram algumas das meninas atirando, mas não tinha conhecimento que as armas ficavam em casa, achava que as armas ficassem no clube de tiros; Que a depoente ouviu dizer que em dezembro de 2019 houve um acidente com pólvora na casa da família Cestari", disse encerrando a oitiva.

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