Fábio Argenta

Doença arterial periférica

Por 13/07/2020, 16h:17 - Atualizado: 28/07/2020, 13h:59

Fábio Argenta interna 1024 artigo

A doença arterial periférica, lesão das artérias periféricas (como as artérias das pernas e as do pescoço, chamadas de carótidas), ocorre principalmente devido a complicações da hipertensão arterial, diabetes mellitus e dislipidemia (colesterol e triglicerídeos) não controlados. Também ocorre secundário ao sedentarismo e ao tabagismo, entre outras causas.

 Lesão das artérias carótidas

As artérias carótidas levam sangue ao cérebro. A maioria dos pacientes com estenose (estreitamento) de carótida não apresenta sintomas, já que essas lesões se desenvolvem ao longo de décadas. Quando ocorre estreitamento por placas de ateroma (de gordura), em geral na bifurcação da artéria no pescoço, o risco é de liberação de pequenos fragmentos com prejuízo à circulação cerebral. Esses eventos podem ser temporários e reversíveis, chamados de acidentes isquêmicos transitórios (AIT) – um derrame transitório. Em geral, servem como aviso e devemos agir rápido no que diz respeito ao tratamento.

Podem também ocorrer acidentes vasculares cerebrais - AVC (derrame), por obstrução completa (entupimento) da artéria carótida. Devemos agir preventivamente para evitar as sequelas neurológicas.

Existem três alternativas de tratamento: o tratamento clínico (medicamentoso), a cirurgia convencional (cirurgia aberta) e a colocação de stent (mola metálica), feito pela virilha, por onde se introduzem cateteres, sendo a placa de gordura dilatada e colocado o stent dentro da artéria.

Reprodução

arteria_fabio

Lesão das artérias das pernas

arteria_perna

Pacientes com doença aterosclerótica (placas de gordura) nas artérias das pernas em uma fase inicial, são assintomáticos (sem dor). Com a progressão da doença, que em geral se dá de uma maneira lenta, podem apresentar claudicação intermitente (dor nos músculos das pernas quando caminham certas distâncias) e até, em casos mais graves, dor em repouso, que prejudica o sono e gera lesões na pele (feridas como úlcera e necrose).

O ideal é identificar o problema em uma fase precoce para evitar o risco de perda do membro acometido.

O tratamento depende da gravidade. Pacientes com claudicação são tratados, em geral, com modificação nos hábitos de vida (parar de fumar, fazer caminhadas, controle alimentar), tratamento das doenças associadas e medicamentos.

A maioria dos pacientes nesse estágio, se seguir o tratamento, tem sua doença estabilizada. Em estágios mais avançados, o paciente deve ser investigado para fins de tratamento invasivo, seja cirurgia convencional (aberta) ou endovascular (colocação de stent).

Fábio Argenta é médico cardiologista, especialista em hipertensão arterial, em Clínica Médica e Medicina de Urgência, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Mato Grosso, representante do Estado no Departamento de Hipertensão Arterial da SBC e conselheiro e membro da Educação Médica Continuada do CRM-MT. Escreve quinzenalmente este espaço, com exclusividade.  Registros: CRM MT-4194 e RQE 2859. E-mail: fabio@mediodonto.com

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