Energia solar não é viável em Cuiabá; termelétricas são 2ª opção no Estado


Reportagem Especial

Edson Rodrigues

eth bionergia alto taquari

Unidade em Alto Taquari da ETH Bioenergia, indústria de fabricação de álcool

Mesmo com o tradicional calor de Cuiabá que costuma beirar os 40°, com os raios solares ardendo a pele, a energia solar não é uma opção viável. A situação não é só na Capital, mas se estende para todo o Mato Grosso e o Brasil. A inviabilidade se deve ao custo muito alto das placas denominadas fotovoltaicas responsáveis por transformar os raios em energia. Se deve também ao armazenamento do que foi capturado durante todo o dia, pois as baterias são caras e têm vida útil de apenas 2 anos.

Conforme os professores da UFMT mestre Danilo Ferreira de Souza e doutor Evandro Soares da Silva, o material é importado e, por isso, se torna caro. Ademais, só seria usado para gastos considerados leves dentro de casa, excluindo ar-condicionado e chuveiro elétrico. “Só para o chuveiro teria que colocar placas no telhado inteiro”, explica Evandro.

Uma placa custa R$ 4 mil. Um casa popular precisaria investir pelo menos R$ 80 mil no sistema – sem considerar as baterias para armazenagem. Sem elas, só seria possível usar a energia de dia, pois a noite dependeria da distribuidora normal. O vilão do alto custo, nesse caso, seria a carga tributária de importação.

Essas placas, contudo, não são as mesmas que costuma-se ver nos telhados das casas de Cuiabá. Essas são as placas isolantes térmicas. Elas sim podem colaborar na redução da conta de energia, pois atua justamente no aquecimento da água do chuveiro, um dos principais culpados no alto valor da conta. Segundo os professores, se todas as casas do país utilizassem as placas, uma usina hidrelétrica na dimensão da Itaipu – maior do país - seria poupada. Para utilizar essa forma de energia é preciso, além da placa, que custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, um reservatório e mudança no sistema hidráulico para temperar a água na hora do banho. O retorno do valor investido demora entre 2 e 3 anos.

Outra forma de esquentar a água do banho seria por gás (butano, conhecido como gás de cozinha), com aquecedor de passagem, viável para quem mora em prédio. O aparelho, muito usado no exterior, esquenta a água com chamas. “Não dá para saber o quanto, mas, mesmo com o preço do gás, a conta fica mais barata”, garante Danilo. 

Termelétrica e eólica

Não é só a energia solar que não é viável no Estado. Estudos realizados há alguns anos mostraram que a eólica também não funcionaria, devido à velocidade do vento muito baixa. Conforme Evandro, à época, os captadores mediam 50 metros, e hoje eles já chegam a 120 metros. Por isso, seria necessário outro estudo para saber se a condição climática nessa altitude é mais favorável. “Na UFMT, por exemplo, a velocidade do vento é de 2 a 3 metros por segundo. Para um gerador eólico funcionar em baixa potência eu preciso de pelo menos 8 metros por segundo e em condições ideais 12 ou 14”, esclarece Danilo.

Já a energia térmica é a segunda opção existente em Mato Grosso e uma das alternativas que vem salvando o país de racionamento. Depois da hidrelétrica, responsável por cerca de 70% da geração, existem 47 termelétricas (UTE) e 1 está sendo construída. Elas são responsáveis por 28,9% da potência no Estado, mas a maioria produz o bastante só para suprir necessidades próprias. A mais potente, a Mário Covas, está localizada na Capital e gera 529 mil kW, movida a gás natural, vindo da Bolívia. Essa sim gera para abastecer a demanda geral. Além do gás, as matérias-primas das UTEs do Estado são óleo diesel, bagaço de cana de açúcar, resíduos de madeira e casca de arroz. Esse tipo de geração é mais cara e poluente que as hidrelétricas.

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