Sindenergia vê futuro promissor no setor; pesquisador aponta prejuízos


Reportagem Especial

Da forma como caminha o desenvolvimento econômico, as bacias de Mato Grosso em breve devem ficar inundadas com a construção de novas hidrelétricas, o que vai acarretar em perda da fauna e da flora nativas, desapropriações de assentamentos, que muitas vezes não são considerados no projeto elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), assim como as reservas indígenas, que vão perder a identidade. A perspectiva é do professor doutor da UFMT Dorival Gonçalves.

A expectativa, porém, é bem mais otimista para quem acredita na importância do crescimento do Estado, com base no modelo econômico existente. Para o presidente em exercício do  Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás de Mato Grosso (Sindenergia), José Antônio de Mesquita, o Estado, como só utiliza 9% da capacidade das bacias hidrográficas, ainda possui 90% de chances de crescimento no setor hidrelétrico.

Ao contrário do professor, que além de não acreditar em racionamentos e apontar que a situação é apenas uma justificativa de as empresas alarmarem o setor para ganhar mais financeiramente, o presidente vê que não só Mato Grosso como todo o Brasil só não vão passar por racionamento de energia porque aprenderam com o "quase" apagão de 2001. Mesquita ressalta que é muito difícil os brasileiros passarem pela mesma situação da época, mas só por conta do aproveitamento da eletricidade gerada pelas termelétricas. O problema disso é o reflexo no bolso do cidadão, já que a fonte é bem mais cara que as hidrelétricas.

Marcos Negrini

termeletrica

Sindenergia destaca que o governo Dante de Oliveira concedeu isenção de impostos para PCHs, o que contribuiu para investimentos e o desenvolvimento do setor

Para impulsionar o setor, o presidente acredita que incentivos como os liberados no governo Dante de Oliveira (já falecido), entre eles isenção de impostos para as PCHs, são necessários para continuarem em desenvolvimento. Agora, na opinião de Mesquita, estão na segunda fase desse crescimento, prejudicada com o corte dos incentivos. Para ele, mais PCHs ajudam a suprir a demanda regional (mesmo que a energia seja jogada na rede, que faz a distribuição nacional).

O aumento no número de usinas tende em estar ligado a novas concessões. Para o professor Dorival, a forma como ela acontece não é adequada. Isso porque, ao participarem de processo de concessão, as hidrelétricas ficam liberadas para explorar o setor por 30 anos tendo receita mensal assegurada. “Já ganha o contrato com a energia vendida. É como se fosse uma promissória de 30 anos”, avalia.

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