Todas as regiões sofrem com falta de leitos e UTIs, mas no Nortão é caótica


Reportagem Especial

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 Acima, saiba qual é o cenário da Saúde em MT; conforme levantamento, a situação é pior no Norte

De Norte a Sul, Leste a Oeste, os brasileiros reclamam do sistema público de saúde. A insatisfação é geral. Em Mato Grosso não é diferente. Todas as regiões estão sofrendo com serviços insatisfatórios, falta de estrutura e carência de médicos. Dados do Ministério da Saúde afirmam que o Estado conta hoje com 5.379 leitos. O ideal, conforme cálculo estipulado para a população mato-grossense, deveria ser de pelo menos 9.547. A estimativa para os dias atuais é de três leitos para cada grupo de  mil habitantes. O fato é que além da deficiência no número de vagas, a quantidade de leitos também reduziu em 219 unidades desde 2005. Durante o mesmo período, a população aumentou em 379 mil habitantes, passando de 2,8 milhões de pessoas para 3,1 milhões de mato-grossenses.

De acordo com a presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde de MT, Silvia Sirena, há tanto falta de leitos regulares quanto de UTIs e que toda estrutura para alta complexidade está apenas em Cuiabá, o que é péssimo para um Estado com essas dimensões. A secretaria estadual de Saúde afirma que em 2014 irá acrescentar 126 leitos de UTIs em Mato Grosso, sendo 10 deles em Primavera do Leste  e o mesmo número em Juara, Alta Floresta e Barra do Garças, 30 em Rondonópolis e 12 em Alta Floresta. Além destes, em Cuiabá terá mais 10 UTIs pediátricas no Hospital do Câncer, 10 pediátricas e oito adultas no Hospital Geral Universitário e 26 no Hospital das Clínicas.

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Presidente do Conselho das Secretarias de Saúde, Silvia

No Norte,  a melhor palavra para descrever o setor é caos. Há quem diga que a saúde está na UTI. Todos os municípios da região estão precisando de investimento. Falta a vinda de recursos federais e estaduais, porque as prefeituras não conseguem sozinhas cuidar da saúde. O que Mato Grosso mais precisa é de gestão pública com responsabilidade.

Silvia acredita que Norte e Araguaia são os pontos mais problemáticos porque não tem ponto de apoio próximo para média e nem alta complexidade. Porto Alegre do Norte, Vale do Arinos, Peixoto de Azevedo e São Félix do Araguaia, principalmente, sofrem com isso. Muitos pacientes, para serem tratados, precisam ser transferidos para Cuiabá e Várzea Grande e, depois, ingressam na Justiça para poderem entrar na fila de cirurgias. “Isso incha o setor da Capital e ninguém consegue ser atendido com qualidade”, explica a presidente do conselho.

 No Sul, a situação é um pouco melhor. O Hospital Regional de Rondonópolis é quem está “salvando” a região. A instituição é uma das melhores do Estado e uma das poucas que está indo relativamente bem. Mesmo assim, os deputados locais têm cobrado muito o governo para aumentar o investimento. “No sul e no Teles Pires tem algum tipo de serviço instalado, mas não dá conta da região e nem de se manter sozinhos”, explica Silvia.

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Falta de UTIs e leitos para atender a população são principais problemas em MT

Na região Oeste de Mato Grosso, depois que o secretário Jorge Lafetá assumiu a pasta da saúde, melhorou bastante, principalmente a parte administrativa. Mas a ponta, no serviço de atendimento ao cidadão, ainda deixa muito a desejar. No Hospital Regional de Cáceres e nas outras instituições públicas locais há muita fila e a maior dificuldade é conseguir vaga em UTIs e cirurgias de alta complexidade. Os pacientes entram com uma liminar para poderem ser tratados. Quando conseguem, a liminar permite que entrem na fila para terem uma vaga. É um longo caminho.

O Hospital de Cáceres resolve relativamente bem o problema do Oeste, mas se os hospital de Mirassol d’Oeste e de São José do Quatro Marcos recebessem investimentos, os pacientes de baixa complexidade ficariam por lá, o que desafogaria o regional de Cáceres.

Na região do Araguaia, a expectativa de melhoria na saúde é boa devido a vários projetos que estão em andamento ou que vão começar, mas o cenário atual é muito ruim. A população espera um repasse melhor e feito com gestão, o programa de ambulâncias, mais hospitais estadualizados e a construção de outras instituições, além do Hospital Regional de Sinop, que tem previsão para reabrir ainda nesse primeiro semestre. Hoje o maior problema do Araguaia é a falta de estrutura. Há UTI apenas em Barra do Garças e que ela possui seis leitos para atender um universo com 400 mil pessoas. 

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