Várzea (Grande) esperançosa

Onofre Ribeiro artigo rondon

Onofre Ribeiro

Não bastou a história de 147 anos para Várzea Grande se posicionar definitivamente dentro da história e do contexto do novo Mato Grosso. Emancipada de Cuiabá em 1948, habituou-se a continuar dependente da Capital, através da política morna e acomodada de sucessivos prefeitos.

Na verdade, a gestão do jovem prefeito Júlio Campos entre 1972 e 1976, deu à cidade a vocação e o nome que ficaram até hoje: “Várzea Grande, cidade industrial”. Foi uma boa experiência na época. Começava a ocupação do Norte de Mato Grosso, dentro da política do governo federal de “integrar pra não entregar”. Todo o Nortão do estado era quase desabitado e o último ponto de referência e de apoio aos colonizadores era Várzea Grande. Nesse período, foram atraídos bons projetos industriais para a cidade, como a fábrica da Coca Cola, a Sadia Oeste, a madeireira Berneck, a Matoveg indústria de madeiras, e oficinas de tornearias e de mecânica para atender à demanda vinda do Nortão.

O comércio desenvolveu-se na esteira e a cidade, apesar de sua pequena população de 11 mil habitantes em 1960, de 18 mil em 1970, e o salto importante para 78 mil em 1980, até os atuais 252 mil. Contudo, depois da gestão do prefeito Júlio Campos a cidade, que é basicamente urbana, quase sem zona rural, entrou em dormência. Foi inchando a população, sem a correspondente infraestrutura urbana, sem legalização dos terrenos urbanos que se expandiam, e sem vocação industrial e nem comercial.

A consequência foi inevitável. Os municípios novos surgidos no Nortão, como Sinop, no Leste, como Primavera do Leste e ao Sul, como Rondonópolis ganharam força econômica e Várzea Grande encolheu a sua força econômica e política. No novo mapa de Mato Grosso tem boa população, mas economicamente não é mais tão relevante como foi há 40 anos. Pode ser que somente agora, depois de sucessivas gestões pouco animadas, o município se volte para si mesmo e se erga dessa paralisia de autoestima tão grande.

A chegada do VLT no futuro próximo, a inauguração de um shopping center, a remodelação do aeroporto Marechal Rondon, somada com novos empreendimentos comerciais de âmbito nacional e não-dependentes da política paroquial local, consigam dar uma visão urbana e política. Pode ser que tudo isso sirva para libertar a população atual da política tradicional que amarrou Várzea Grande nas lembranças do passado e impediram-na de sonhar com um futuro à altura de principal vizinho da Capital do Estado.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso (onofreribeiro@terra.com.br)

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