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Sexta-Feira, 23 de Julho de 2010, 14h:58 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:26

RUMO ÀS URNAS

Algumas mulheres são candidatas por sacrifício, afirma Emanuel

Emanuel pinheiro (PR)   As mulheres, que são quase metade do eleitorado brasileiro, com 49,15%, ainda têm pouca expressão na política. Apenas 21,3% do total de candidatos a cargos eletivos no pleito deste ano são do sexo feminino. Em Mato Grosso, o percentual segue a média nacional com 21,1 % de candidatas, enquanto os homens são 78,8%. Do total de 87 mulheres tentando se eleger neste pleito, nenhuma concorre a um cargo majoritário. Vinte e duas disputam vaga de deputada federal e 65 de estadual. As estatísticas comprovam que legislação eleitoral não está sendo cumprida, já que há a determinação de que ao menos 30% de cada coligação seja formada por mulheres.

   Para o secretário do diretório regional do PR, Emanuel Pinheiro, que enfrentou dificuldade para convencer a quantidade de mulheres exigida por lei para compor a aliança, a obrigatoriedade é um contra-senso dos legisladores federais. “É a mesma coisa que baixar a inflação por decreto”, compara ele. Seis mulheres concorrem pelo PR, das quais duas ao cargo de deputada federal e quatro a estadual. “Muitas delas não tinham vontade e não têm vocação. Até entre as que aceitaram, grande parte foi num puro gesto de sacrifício partidário”, diz, ao afirmar que é preciso exercitar a participação da mulher gradativamente. “Atendemos a lei, mas não atendemos ao espírito dela”.

Thelma de Oliveira (PSDB)   Das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, duas são ocupadas por mulheres atualmente: Vilma Moreira (PSB) e Chica Nunes (DEM). Já na Câmara Federal, entre os 8 parlamentares que compõem a bancada mato-grossense, apenas Thelma de Oliveira (PSDB) representa as mulheres. A candidata à reeleição ressalta três pontos cruciais para essa baixa das mulheres na política: a educação, falta de militância e as questões financeiras. “O próprio partido não investe corretamente para que a mulher possa ter condições de disputar um pleito”, afirma a tucana, que entrou para política por intermédio do marido, ex-governador Dante de Oliveira (já falecido). “ É claro que Dante me ajudou a ser respeitada, mas também tive de batalhar muito para ter o meu espaço. Nesse meio existe muito preconceito”, diz..

   Ela lamenta a desaprovação da reforma política no Congresso, onde pleiteava o financiamento público que pudesse estimular as mulheres a disputar uma eleição. Mas, segundo ela, o preconceito não está apenas no fato de entrar na política. "Permanecer também é um desafio", alega a tucana. “O espaço político é tão difícil quanto qualquer outro espaço para as mulheres. Nós temos que trabalhar duas vezes mais. É uma luta constante para manter sua posição perante os fatos. É preciso romper com a herança cultural que coloca nós mulheres apenas em espaços privados. Mas romper com tudo isso demanda tempo”, avalia Thelma.
 

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Comentários (2)

  • Marcelo Moura | Sexta-Feira, 23 de Julho de 2010, 16h31
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    TA ERRADO, a legislação leitoral diz que no mínimo 30% das vagas de candidatos tem que ser ocupada por homens ou mulheres. Não é que tem que ser ocupada por mulheres, é um dos sexos, masculino ou feminino, Gays, lesbicas e simpatizantes, não importa, Tem que ser biologicamente no mínimo 30% de um dos sexos.

  • carlos simões | Sexta-Feira, 23 de Julho de 2010, 15h50
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    Outras ficam administrando o contrato da VIP Car, com o Município de Várzea Grande, né, Emanuel?

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