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Quarta-Feira, 09 de Janeiro de 2008, 08h:15 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

FAMILIOCRACIA

11 com mandatos lançam parentes às eleições

   Onze políticos com experiência de um ou mais cargos eletivos estão dispostos a ampliar o poder familiar a partir das eleições municipais deste ano. São filhos, sobrinhos, irmãos e primos escalados com a missão de perpetuar no poder famílias como Slhessarenko, Fagundes, Bezerra, Maggi, Campos, Henry, Santos, Daltro, Pereira e Domingos.

   A ex-deputada estadual por três mandatos e senadora Serys Marly (PT), por exemplo, trabalha o nome da filha Larissa Slhessarenko para disputar cadeira de vereadora por Cuiabá. Em Rondonópolis, é o deputado federal Wellington Fagundes que tenta eleger vereador o filho João Antonio Fagundes. O também deputado federal Homero Pereira (PR) motiva o irmão Américo Pereira a entrar na corrida para prefeito em Alto Araguaia.

   De todos, os Campos são os que mais apostam na familiocracia. O senador Jaime Campos (DEM) deve ter três irmãos na disputa: Júlio Campos, como candidato a prefeito de Várzea Grande, o já prefeito Benedito (Dito) Paulo de Campos, que vai à reeleição em Jangada, e Márcia Campos, que concorrerá, de novo, a vereadora pela Capital.

   O deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) terá a prima Ana Maria Bezerra como candidata em Cuiabá. Ela é do PP. O governador Blairo Maggi estará no palanque do primo e prefeito Cesar Maggi, candidato à reeleição em Sapezal. Também deputado federal, Pedro Henry, que está com mandato cassado, mas se mantém no cargo por força de uma liminar do TSE, é o principal cabo eleitoral do irmão-prefeito Ricardo Henry, em Cáceres.

   O prefeito Wilson Santos (PSDB) concorrerá à reeleição em Cuiabá, mas vai estar com as atenções voltadas para Chapada dos Guimarães, onde o irmão Elias Santos será candidato à sucessão municipal pelo PMDB. Também em Chapada concorre a prefeito Flávio Daltro, irmão do ex-deputado e hoje secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Chico Daltro, presidente regional do PP. O deputado estadual José Domingos (DEM) empurra o irmão Neurilan Fraga na corrida pela Prefeitura de Nortelândia.

    Familiocracia

    O clã na política está enraizado na política em Mato Grosso. Antes, a estratégia era lançar casais para cargos eletivos, como foram os casos de Carlos e Teté Bezerra, Dante e Thelma de Oliveira e Jonas e Celcita Pinheiro. Bezerra e Jonas foram senadores com as esposas na cadeira de deputadas federais. Agora Bezerra passou a exercer mandato de deputado, o que tirou de Teté a chance de tentar a reeleição em 2006. Jonas continua no Senado e só não tem Celcita na Câmara porque ela foi rejeitada nas urnas. Dante (já falecido) era governador e elegeu a esposa Thelma deputada. Ela reconquistou o mandato no ano passado.

Políticos com mandatos e os parentes candidatos

Senadora Serys Marly (PT)
Trabalha a pré-candidatura a filha Larissa Slhessarenko para vereadora por Cuiabá

Senador Jaime Campos (DEM)
Terá 3 irmãos na disputa: Júlio Campos (Várzea Grande), Dito Paulo (Jangada) e Márcia Campos (Cuiabá)

Deputado federal Homero Pereira (PR)
Incentiva o irmão Américo Pereira a concorrer a prefeito de Alto Araguaia

Governador Blairo Maggi (PR)
Tem o primo e prefeito César Maggi como candidato à reeleição em Sapezal

Deputado federal Pedro Henry (PP)
Aposta na reeleição do irmão-prefeito Ricardo Henry em Cáceres

Prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB)
O irmão Elias Santos é pré-candidato a prefeito de Chapada dos Guimarães

Ex-deputado e secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Chico Daltro
O irmão Flávio Daltro (PP) será candidato a prefeito de Chapada dos Guimarães

Deputado federal Carlos Bezerra
A prima Ana Maria Bezerra concorrerá a vereadora por Cuiabá pelo PP

Deputado estadual José Domingos (DEM)
É cabo eleitoral do irmão Neurilan Fraga, pré-candidato a prefeito de Nortelândia

Deputado federal Wellington Fagundes
Lança o filho João Antonio Fagundes como candidato a vereador por Rondonópolis

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Comentários (13)

  • Almir Candeias | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Familiocracia: isso é uma vergonha! E o povo que apoio isso é ainda mais sem vergonha! Diga não a familiocracia, vote contra!

  • Antonio Carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Dante lançou o sobrinho Leonardo para vereador, pedia voto até dentro do Palacio para seus secretários de estado, cargos comissionados e amigos, não deu em nada. Palma andava com o Toco debaixo do sovaco mostrando para toda cuiabania e neto de Garcia (ex-governador) Jaime fez comício para sua irmã no Pedra 90 e apelou para o povo daquele bairro dar um voto de confiança. Isso não vale nada de o próprio candidato não tiver carísma, ser mordido pela mosca azul e botar o pé na estrada para ter apoio do povo.

  • Suzanna Auxiliadora | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não acredito na familiocrácia. Quando eu vou pedir voto para meu filho, posso até receber um sim do meu amigo, mas quando viro as costas, ganho uma banana. Se meu filho for um chato, não gastar e nem se relacionar bem com povo não será eleito. O pretenso candidato tem que gostar da politica e cair na graça do povo se não leva um cacete que perde até o rumo de casa. Já vi esse filme antes.

  • Suzenyl | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Só aqui no meu bairro já vi o Leoncio Pinheiro, irmão do senador, Toninho Exposito, primo do senador, Jaques Messias, sobrinho do senador e essa tal de Ana Bezerra, prima do deputado que todo pleito leva um pau na eleição.
    Concordo com a Suzanna, esse negócio de familiocrácia é baléla.

  • Carlinhos Medeiros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse negócio de querer se eleger nas custas de pai, mãe, irmão, primo e por ai vai tá por fora. Política não é genetica, até parece que só o Julinho Bereré tem o vírus da política.

  • ALBUCASSIS RAMIRES | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    GRAÇAS A DEUS E A IMPRENSA LIVRE EM TODOS OS NIVEIS,O POVO ESTÁ SENDO INFORMADO DE QUEM É QUEM NA NOSSA POLITICA.

    É DESSA MANEIRA QUE SE CONSTROI UMA DEMOCRACIA FORTE E PARTICIPATIVA.

    ESSES POLITICOS E SEUS FAMILIARES QUE AO LONGO DOS ANOS TEM MAMADO NAS TETAS DO PODER PUBLICO,JÁ COMEÇARAM A SENTIR O PESO DO VOTO LIVRE E SOBERANO,QUANDO O JONAS PINHEIRO(CAMPEÃO OLIMPICO DE NEPOTISMO)NÃO CONSEGUIU REELEGER A SUA ESPOSA CELSITA.

    A TETA É BOA E ELES NÃO QUEREM LARGAR,VENDEM A ALMA PARA QUEM QUISER,EM BUSCA DA ELEIÇÃO, E DEPOIS DÃO AS COSTAS PARA OS INTERESSES DO POVO,E VÃO CUIDAR DOS INTERESSES PESSOAIS E FAMILIARES.

    CHEGA VAMOS DAR UM BASTA NESSA "CATREVA" QUE INFESTAM A DECADAS A NOSSA POLITICA.

    O POVO CONSCIENTE E BEM INFORMADO,MUDARÁ A CARA DA NOSSA POLITICA,VARRENDO COM O VOTO ESSES PROFISSIONAIS DO FISIOLOGISMO.


    VIVA A IMPRENSA LIVRE !!!!

  • Lecil Figueira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • vander luis de castro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Por isso que a politica em Mato Grosso é mediocre, as oligarquias e as elites econômicas acham que podem mandar neste Estado e no seu povo como se este fosse seu curral. No entanto, estamos despertando do sono profundo da alienação, da submissão e do coronelismo. sabemos também que as ditas instituições democráticas, também são nomeadas por essa mesma caterva, ficando totalmente ligadas e comprometidas em manter o status quo. Meus amigos e amigas independentes, nós temos a força, vamos dar um basta nesta canalhatocracia que dominou e domina a politica no nosso estado, é uma questão de persistência e vontade para mudarmos esse quadro.

  • João da silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Lembro do Raul e da Bia Spinelli, dos Pinheiros, inclusive o Mané, do Vicente Vuolo, do Paulo Lúcio. Tudo gente boa, mas não acredito em familiocrácia, não adianta eu lançar parentes para manter o clã como diz a matéria, o pretenso candidato deve ter o discernimento necessário de que quem decide é o povo e estamos escaldados de maus políticos. Então vai ser assim: O pretenso candidato coloca seu nome nas convenções, se aprovado faz sua campanha naturalmente e no dia do pleito eu avalio se voto ou não, certo?, prá mim não vai interessar se o candidato é parente desse ou aquele outro, só quero saber se ele presta. Se ele fizer propaganda eleitoral fazendo referencia ao seu parente para ganhar voto e seu parente não prestar, voto em outro, afinal o político pensa que o povo é bobo e na realidade o povo também pensa o mesmo do político.

  • JOSE´MARQUES BRAGA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Infelismente, a má qualidade de nossa educação, levam ao poder, pessoas que ocupam o espaço da comunicação para uso da pura demagogia e exploração das carencias humanas.

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