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Domingo, 09 de Março de 2008, 07h:44 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

MINISTÉRIO PÚBLICO

4 já estão em campanha pela sucessão de Prado

  Pela primeira vez em Mato Mato Grosso, candidatos à chefia do Ministério Público Estadual deflagram o processo sucessório com tanta antecedência. Falta mais de um ano para Paulo Prado concluir seu segundo mandato consecutivo de procurador-geral de Justiça e quatro membros do MPE já estão em campanha, sendo dois promotores e dois procuradores. O prazo de inscrição é em dezembro, para votação no final de fevereiro e nomeação em março do próximo ano.

   A antecipação do pleito está deixando Prado na bronca. Sente-se incomodado porque ainda tem um bom tempo na cadeira de chefe do MP. Ele conduz hoje uma instituição detentora de um orçamento de R$ 153,5 milhões por ano. Conta com quase 200 membros na ativa, incluindo os 22 procuradores de Justiça.

   São candidatos à sucessão de Prado os procuradores João Batista de Almeida e Naume Denise Nunes Rocha Muller e os promotores Marcello Ferra de Carvalho, hoje designado para a área da Fazenda Pública e por duas vezes presidente da Associação Mato-Grossense do Ministério Público, e Alexandre de Matos Guedes, promotor da Cidadania e que teve como última ação, com respaldo da Câmara Municipal, tornar obrigatório o orçamento participativo da Prefeitura de Cuiabá.

   Até então, promotor de Justiça se via impedido de concorrer à cadeira de procurador-geral. O promotor de Justiça, José Antonio Borges, começou a questionar essa exclusão. Levantou polêmica quando se lançou candidato. As discussões foram parar no Tribunal de Justiça que, por fim, impugnou a candidatura por entender que a lei não o permitia participar do pleito. Numa outra tentativa, Borges concorreu e foi o segundo mais votado de uma lista tríplice. Não foi escolhido pelo governador, que optou por Prado.

   Já em dezembro do ano passado, a Assembléia Legislativa acabou com a polêmica, ao aprovar mudança na lei de modo a permitir que promotor de Justiça também com mais de 10 anos de carreira possa concorrer à chefia do MP, uma das instituições mais respeitadas do país e que se tornaram porta-voz dos anseios da sociedade, em que pese algumas críticas.

   Lista tríplice

   Surge agora um outro impasse que preocupa a maioria dos membros do MPE. Na última eleição à PGJ, quando Prado reconquistou o mandato, o governador Blairo Maggi, a quem cabe a escolha a partir de uma lista tríplice, declarou publicamente que vai utilizar da prerrogativa de, não necessariamente, seguir o compromisso moral de optar pelo mais votado. Assim, há risco do chefe do Poder Executivo quebrar esse processo que vem assegurando a eleição aquele que se torna o mais votado. A posição de Maggi, que prometeu quebrar paradigma na vida pública, tende a resultar em quebra de autonomia da classe do MPE.

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Comentários (4)

  • Alex Vieira Passos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O dificil mesmo , é alguem do nivel articulatorio e humilde com Paulo Prado, ele tem entrada facil em qualquer segmento. Tomare que a escolha seja a altura, caso isso nao ocorrer a sociedade que sairá perdendo.

  • CIDADÃO DESESPERANÇADO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    No dia em que este orgão for independente dos poderes executivo e legislativo ai sim, "habemos ministerio publico"

  • jao carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    tomara que o proximo nao venda o ministério publico como o atual pgj.

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ô Romilson, fica difícil votar nessa enquete de "quem merece ser o próximo chefe do MP" porque aqui no Brasil cartorial as coisas são mais fechadas, mais de compadrio, ou seja, fica difícil saber das qualidades de chefia desses jovens, em que pese a admiração pelo bom trabalho desses moços tão combativos.

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