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Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2009, 08h:22 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

INVESTIGAÇÃO

5 parlamentares de MT assinam abertura de CPI do MST

   Dois dos três senadores mato-grossenses e três dos oito deputados federais da bancada do Estado integram a lista de parlamentares que ajudaram a criar a CPI do MST. Ao total foram apresentadas 185 assinaturas de deputados e 35 de senadores. Para que a investigação fosse realizada era necessária a manutenção das assinaturas de pelo menos 171 deputados e 27 senadores. Assinaram o requerimento os senadores Gilberto Goellner (DEM) e Osvaldo Sobrinho (PTB), além dos deputados federais Victorio Galli (PMDB), que cobre licença de Wellington Fagundes (PR), Homero Pereira (PR) e a tucana Thelma de Oliveira.

   Ficaram de fora da lista a senadora petista Serys Marly e os deputados Carlos Abicalil (PT), Carlos Bezerra (PMDB), Eliene Lima e Pedro Henry, os dois do PP, e Valtenir Pereira (PSB). A CPI do MST vai ser composta por 12 senadores e 12 deputados. Como o governo federal possui grande maioria, articula nos bastidores para “indicar” o presidente e relator da comissão.

   Segundo a ala de oposição, liderada pelo PSDB e DEM, ao menos R$ 115 milhões podem ter sido desviados pelo MST de convênios com o governo. A proposta de criação da CPI ganhou força depois da invasão da fazenda Santo Henrique, na divisa dos municípios de Iaras e Lençóis Paulista, em São Paulo. Os invasores simplesmente destruíram o laranjal existente.

  Esta não é a primeira vez que os oposicionistas tentam emplacar a CPI. Da primeira vez, em setembro, haviam sido recolhidas 183 assinaturas na Câmara e 34 no Senado, mas o governo conseguiu que 15 deputados desistissem, o que inviabilizou a abertura das investigações. Desta vez, os defensores da instalação da Comissão de Inquérito Parlamentar ameaçaram divulgar os nomes e fotografias dos parlamentares que retirassem as assinaturas. A estratégia funcionou. (Patrícia Sanches)

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Comentários (6)

  • alberto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É claro q a nobre Serys não iria assinar pois ela ajuda$$$$ os sem terra, no bairro alvorada em cba, os sem terra possuim 02 casas de apoio, Vergonha esse movimento.

  • marcola | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ainda bem que muitos desses que não assina-
    ram essa lista,não se reelegerão,o compromiss
    o
    deles é com o lula e não com o povo.só esqu
    ceram que é o povo que vota,e as eleições
    estão bem próximas, a memória do povo é
    curta mas nem tanto.são caititús federais!!!

  • Luiz Otavio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É bom que o povo de MT veja quem são os seus representantes em Brasília e a quem eles estão interessados em representar. Veja se o seu deputado ou senador está de acordo com esse bando de baderneiros e vagabundos que se escondem atrás de uma bandeira vermelha e ficam clamando por terra. 2010 está aí, dê o seu troco!

  • Antonio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Que nodvidade. Todos os que assinaram são fazendeiros e grandes latifundiários. Não seriam eles que deixariam de assinar. Aliás, essa CPI surgiu devidos às arbitrariedades e erros nas ações do MST, que virou um movimento de bando, que invadem sem nenhum critério, destroem e agridem como bem lhes entendem. Aquele movimento reinvidicatório de antigamente acabou faz tempo. As ações de hj são um prato cheio para os grandes latifundiários fazerem críticas ao movimento. Espero que essa CPI seja séria e investigue realmente o que está acontecendo e puna os culpados em havendo os desvios que estão sendo apontados.

  • Ademar Adams | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O fato da Cutrale grilar terras da União e fazer uma série de outras falcatruas como já denunciou até a Revista Veja, para caso, insuspeita, é muito pior do que derrubar alguns pés de laranja.
    Porque ninguém faz auê contra esses grileiros?
    Precisamos CPI da Globo e da Fundação Roberto Marinho.
    O MST cometeu um erro estratégico ao derrubar as árvores, pois, a mídia dos ricos e os babaovos do latifúndio estão espumando pelas imagens vistas.
    E é claro, os deputados latifundiários não iriam perder esse oportunidade de atacar os sem terras.
    De minha parte, todo apoio a MST!

  • Miranda Muniz - PCdoB | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sobre essa CPI do MST assino em baixo do editorial do Portal Vermelho, o qual reproduzo na íntegra a seguir:

    CPI do MST: Quem são os inimigos do povo
    A lista dos 185 deputados que assinaram o requerimento da CPI do Campo (a investigação que a direita quer impor ao MST) é instrutiva sobre o tamanho da direita na Câmara dos Deputados e demonstra quais são os partidos que, contra o povo, defendem os velhos privilégios da elite e os interesses dos setores mais conservadores da classe dominante.

    Um levantamento publicado por este portal revela que 117 daqueles deputados estão no campo da oposição e 68 são da base do governo, entre eles o PMDB, o PDT e o PR; são parlamentares da bancada ruralista, representantes do agronegócio e do latifúndio que resistem contra qualquer projeto de reforma agrária e usam todos os recursos para criminalizar a luta dos trabalhadores rurais por um pedaço de terra.

    O embate que se trava na Câmara dos Deputados é instrutivo porque joga por terra os argumentos conservadores de que estaria superada a polarização entre direita e esquerda. Este engano é desmascarado quando, no embate contra os trabalhadores, os campos ficam mais nítidos, acentuando a resistência conservadora contra qualquer mudança que prejudique os privilégios dominantes. Deste ponto de vista a lista dos signatários da CPI do MST não deixa dúvidas. O porcentual dos deputados que assinaram aquele documento pode ser encarado como um indicador do caráter mais ou menos conservador, e direitista, de cada partido.

    Os campeões são o PPS com 100% de sua bancada de 13 deputados, o PSDB (99% de seus 56 deputados) e o DEM (88% dos 56 parlamentares que tem). Partidos como PP, PR, PSC, PTB e PV tem entre 13% e 39% de suas bancadas entre os deputados que querem criminalizar o MST. São acompanhados por um conjunto de pequenos partidos (PHS, PTC, PRB), que oscilam entre 13% e 50% de suas bancadas. Estão na rabeira dessa lista de defensores do latifúndio o PDT (com 10% da bancada) e o PMDB (com 9%).

    Os anos de predomínio neoliberal no Brasil definiram uma nova direita, formada por forças que participaram da luta contra a ditadura militar de 1964 e que, depois, abandonaram o campo progressista para dar um ar de suposta modernidade ao campo conservador.

    Hoje estas forças estão principalmente no PSDB e no PPS, partidos em torno do qual se articula a direita que se apresenta mascarada de nova, aliada a velhos oligarcas que deram as cartas durante a ditadura militar de 1964, e que hoje estão no DEM.

    Este pólo polariza em torno de si um conjunto de parlamentares de outras legendas, mas em percentuais significativamente inferiores à maciça adesão das bancadas nucleares do PSDB, PPS e DEM à resistência contra a reforma agrária. E é significativo que sua força de atração sobre a bancada de partidos grandes, como o PDT e o PMDB (maior partido na Câmara) é muito pequena, não passando de 10% de seus membros.

    Além desta radiografia do espectro político, a análise do posicionamento das bancadas em relação à luta pela reforma agrária permite entrever mais duas coisas. Primeiro, a força que a direita tem no Congresso brasileiro, que não é pequena; depois, a complexidade desse quadro político em que a direita consegue atrair parte minoritária dos mandatários de partidos do centro do leque político, sinalizando que a outra parte, majoritária, pode se alinhar com projetos mais progressistas e favoráveis ao povo brasileiro.

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