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Sábado, 17 de Outubro de 2009, 07h:59 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

MOBILIZAÇÃO

50 prefeitos dizem não ter dinheiro para 13º e param dia 23

 Com discurso de que as receitas diminuíram tanto que cerca de 50 dos 141 municípios mato-grossenses não vão conseguir pagar o décimo-terceiro, mais de 100 gestores devem fechar as portas das prefeituras na próxima sexta (23), em adesão à paralisação nacional. Depois, eles voltam a fazer barulho em encontros nos dias 5 e 6 de novembro no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O movimento "choradeira" é liderado pelo prefeito de Jauru, Pedro Ferreira (PP), presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM).

 Fernando Ordakowski
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Pedro Ferreira, presidente da AMM, cobra do governo estadual alguma "medida de socorro" aos municípios

  Pedro acredita que acima de 100 prefeituras não terão expediente no dia 23. Com pires nas mãos, os gestores querem atrair apoio da população e sensibilizar os governos estadual e federal sobre o paradoxo de receberem cada vez mais demandas e atribuições administrativas e, por outro lado, menos recursos. "As despesas cresceram, assim como o salário-mínimo, e não temos uma contrapartida de forma proporcional", diz o presidente da AMM. Ele observa que no caso de Mato Grosso, 101 prefeitos iniciaram o primeiro mandato em janeiro e nestes 10 meses de estréia foram com "muita ganância no sentido de querer resolver todos os problemas" e agora estão com dificuldades para fechar as contas.

   Porta-voz dos gestores, a AMM reclama da lentidão dos convênios com os municípios, o que atrasa repasse de verbas, da queda do repasse do FPM, ocorrida, em grande parte, devidos às isenções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre carros e eletrodomésticos. Para Pedro Ferreira, o governador Blairo Maggi poderia socorrer os municípios com antecipação de receitas, como alguns chefes do Executivo do passado já fizeram, e parcelar o pagamento. Só assim, observa, os prefeitos vão conseguir cumprir as regras da lei fiscal e não atrasar folha de pagamento e outras despesas.

  Segundo o presidente da AMM, o que mais vem complicando as administrações municipais não é tanto a queda da arrecadação, mas o aumento das demandas em áreas como saúde e educação. Observa que o piso salarial do professor aumento em mais de 60% para superar ao teto de R$ 1 mil por 40 horas/aulas, independente do tamanho do município. "O Estado precisa fazer alguma manobra para ajudar os prefeitos. Sei que o governo Maggi faz muito, mas precisa fazer mais". Pedro Ferreira já levou a reivindicação ao secretário-chefe da Casa Civil e de Comunicação, Eumar Novacki, ao vice-governador Silval Barbosa e aos presidentes da Assembleia, José Riva, e do Tribunal de Contas, Antonio Joaquim. Espera agora uma audiência com o governador, na esperança de alguma "medida de socorro".

   Ele reclama que os municípios são muito cobrados quanto às exigências constitucionais, como na aplicação mínima de 15% na saúde e com resultados práticos e 25% na educação. Já sobre o Estado, diz o presidente da AMM, não se tem o mesmo rigor.

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Comentários (11)

  • Jean M. Van Den Haute | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    RECURSOS PARA FAZER O QUÊ ??? - Não faltam recursos, o que faz falta é rigor na aplicação do Plano Diretor e competência na elaboração de projetos que realmente atendem ás necessidades da população. A partir daí, com a devida engenharia financeira, nada impede acesso á recursos federais ou até recursos de grandes investidores privados, nacionais e internacionais.
    Competência, competência, competência !!!!!
    Jean M. Van Den Haute - Diretor Técnico e Representante da ASSUT-MT no SNDU, Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano.

  • JESUS AUGUSTO ALMEIDA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    OS PREFEITOS ESTÃO ORQUESTRANDO UMA GRANDE MENTIRA. O DE CUIABÁ JÁ MANDOU SEU SECRETARIO DE PLANEJAMENTO DIZER QUE NÃO TEM DINHEIRO. ISTO TUDO É UMA GRANDE MENTIRA. ESTÃO ARRECADANDO E DESVIANDO O DINHEIRO PARA GASTAR NAS ELEIÇÕES. ESTE É UM AVISO AOS SERVIDORES QUE PODERÃO FICAR SEM SALARIOS E 13º. ESTA TÁTICA É ANTIGA E AINDA TEM SERVIDOR PUBLICO QUE ACREDITA. A JUSTIÇA (MP)COMO SEMPRE É, E CONTINUA CEGA. VOTAMOS NOS PREFEITOS PARA QUE ESTES SEJAM COMPETENTES E ARRECADEM OS TRIBUTOS E NÃO PRA VIR DIZER QUE NÃO TEM DINHEIRO. O DINHEIRO(COM CERTEZA) ESTA EM UMA CONTA BANCARIA PARA FAZEREM CAMPANHA POLITICAS MILIONARIAS A CUSTA DO POBRE. PRA ESTES FALTAM SAÚDE , SEGURANÇA EDUCAÇÃO ...ET.ETC...

  • joao figueiredo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E preciso que o governo trabalhe com os municipios as questoes da responsqabilidade com os gastos publicos e tome decisões mais firmes, pois todo ano e a mesma coisa reclamações até com gastos constitucional. a se não houve-se lei para amparar o minimo com a educação e saúde o que não aconteceria neste pais que precisa com urgencia de melhoria profunda para que possamos sair de vez desta forma de administrar. os trabalhadores não podem pagar o pato com essas aberrações praticadas sem responsabilidade.

  • edivan campos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    choradeira desnecessaria, basta verificar o municipio de nova marilandia com pouco mais de 3 mil habitantes, e o repasse astromico de 2.570.905,80 nos primeiros 09 meses do ano, basta apenas a aplicaçao correta dos recurso e nao vai faltar, esses dados sao do portal transparencia, e quando o gestor de seu municipio vier com essas lamuria acesse e veja se ele tem razao.

  • Joel Casasi Leite | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Uma das saidas para os municipio seria a desfiliação da AMM, pois essa AMM virou um grande cabide de emprego, Pedro abandou companheiros e dirige a entidade com mão de ferro e tá na hora dos prefeitos pedirem a desfiliação dessa entidade e assim economizar receita. Agora me responsam uma coisa, pra que serve a AMM? pra onde vai a receita das contribuições dos municipios? Desfiliar é a Solução.

  • Antonio Souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Senhores Prefeitos, reduzem os numeros de secretarias,indicações politicas, repasse as camaras municipais, e apliquem os planos diretores que teram sucessos em suas administrações municipais....

  • johao | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Isto é balela, dizer que prefeituras não tem dinheiro para pagar os seus servidores.
    Estes prefeitos tem que serem investigados pelo Ministério Público, verificar o que deve está acontecendo, o que fica desde já requerido.
    Verificar a aplicação do dinheiro da prefeitura.

  • Zé du porrete | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Judiam do servidor publico mesmo, né dá até desses Prefeitos, faz o seguinte no ano que vem DESPEÇAM os Cargos Comissionados que com certeza vai SOBRAR DINHEIRO PRA PAGAR 3º, 14º, 15º, OS CONCURSADOS DEVERIA HAVER UMA LEI QUE CARGO COMISSIONAD DEVERIA SER IGUAL A LRF 1% E SEM NEPOTISMO, E AS OBRAS EM NO MÁXIMO 29% FUNCIONLAIMO RECEBERIA 40% O RESTANTE PARA AS DEMAIS SECRETARIAS PRIORIZANDO SAUDE E EDUCAÇÃO RELEGADOS EM MUITOS MUNICIPIOS.

  • Citizen Cid | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    srs. prefeitos, agora que os senhores devem mostrar capacidade de gerir a coisa publica, com dinheiro em abundancia fica facil pra todos. Trabalhem com o que estiver disponivel, e parem com essa semvergonhice de ficar com o pires na mão.

    cortem gastos, extinção de secretarias inuteis, diminuam seus salarios....

  • LUIZ FERNANDO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Prefeitos de 2º classe, não sabem administrar

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