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Quinta-Feira, 23 de Abril de 2009, 12h:59 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

CAMPO MINADO

500 sem-terras protestam no Paiaguás e na Assembleia


Sem-terras participam de audiência pública para relembrar massacre dos Carajás e criticam governo

   Mas de 500 sem-terras do Estado realizaram uma manifestação em frente ao Palácio Paiaguás nesta quinta (23). Gritaram palavras de ordem contra o governador Blairo Maggi (PR) e o vice Silval Barbosa (PMDB) e cobraram maior celeridade nos processos de assentamento em todo o Estado: “Queremos terra! Chega de fazendeiros”, diziam os manifestantes. Com bandeiras de cor vermelha e faixas com frases de protesto, os sem-terra deixaram o Paiaguás e seguiram à Assembleia Legislativa, onde participam de uma audiência pública com o presidente da Mesa Diretora, deputado José Riva (PP). A sessão chegou a ser suspensa.

    “Somos contra o projeto que prevê regularização de grileiros que tem até 6 mil hectares”, disse o presidente Nacional Movimento dos Sem-Terra, João Pedro Stédile, numa referência à implantação do projeto MT Legal - confira mais aqui. A mobilização faz parte do denominado “abril vermelho”, que desencadeou uma série de manifestações em todo o país para relembrar o massacre dos Carajás, no Pará, que ocorreu há 13 anos. “Não podemos continuar convivendo com todo este desmando. Em todo o país a reforma agrária padece. Aqui em Mato Grosso não é diferente. O Incra adotou a mesma metodologia realizada em outros Estados e o resultado é péssimo”, disparou Stédile.

    O presidente do MST rebateu as críticas contra o movimento que seria um dos responsáveis pelo desmate no Estado. Segundo ele, os sem-terra não tem culpa por serem “jogados” para o Nortão de Mato Grosso. “Eles (sem-terra) são colocados em um lugar onde só tem mata, desmatam, vendem a madeira e depois começam a plantar. Esses burgueses só sabem jogar a culpa nas pessoas erradas”, rechaça. Por outro lado, Pedro Stédile cobrou maior postura do governador no combate ao desmatamento. “Precisamos cumprir a lei que determina que 80% da mata nativa da Amazônia devem ser preservadas”. Em seguida, mandou recado a Maggi: “Li uma entrevista dele (Maggi), no jornal O Valor. Ele defendeu o cumprimento do código ambiental, espero que realmente respeite”.


Deputados Riva, José Domingos, Alexandre e Antonio Brito discutem reivindicação dos sem-terrra

   Zoneamento Ambiental

  O presidente Nacional do MST elogiou o projeto que define o Zoneamento Socioambiental e Ecológico do Estado. Por outro lado, pondera ser necessário muito debate e respeito à Constituição Federal. “Tem deputado aqui que quer usar esse projeto para infringir leis e se beneficiar. É bom todos saberem que a lei federal é maior e deve ser cumprida”, disparou Stédile, em audiência com os deputados. O projeto sobre zoneamento está em discussão na AL há quase uma década. Os deputados estão promovendo audiências públicas antes de levar a mensagem à votação em plenário. (Patrícia Sanches e Sandra Costa)

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Comentários (13)

  • juão neres | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O MOVIMENTO DOS SÓ TERRA BOA, naum quer o nortao , porque sera neh, acabo dindim do corote do truco de compra carro novo lavoura des ubstencia cria galinha planta r madioca, fazer tenda de plastico e barraca de folha de coqueiro, invadir terra matar gado vender maquinario, destruir isso sim, tem tera boa e agua em abundancia terra no cemiterio e gua em itiquira, vão cassa serviço, tantafoice e as rodovias com matagal enorme, ta igual um aleijado alias falso aleijado lembram na decada de 80 colocava carne, mercurocromo vermelho e sai pedindo esmola no centro de cuiaba de noite sai caminhando normal e tinha 30 casa de aluguel na região do porto nehisso em cuiaba, da esmola pelo a de d. Que terra vai trabalha, compra aie´improdutivo que r invadir, que tirando os apaniguados consegue ter suas conts todas em dia eu nao, o cara herda terra naum consegue tocar ssurge esse aproveitadores e fazem baderna ai depois vem apolicia igual carajas e eles sao os coitadinhos, coitado de mim se naum pagar a net corta ai eu fico no mundo da lua sem o rd news o site mais atualizadoe em tempo real da net em mt.

  • orlandir Cavclante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Romilson o Blog é seu e vc concorda com o Sr.jorge simoes mathias ?
    PArticularmente acredito que criança é criança, e com certeza ao usar o termo semterrinhas ele refere se a elas... isso é crime e moralmente repugnante!!!!!!!!

  • Júlio Augusto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É lamentável as imagens que vimos esses dias na TV, sobre um ataque dos sem-terras.
    Acabou o respeito ao cidadão, ao direito de propriedade, ao direito de familia, estão passando por cima da C.F., e os poderes constituidos assistem a isso calados.
    Se demorar muito daqui a pouco, vamos ter invasores de residências, alegando serem sem-tetos, e colocando as familias residentes fora.
    Em nossa história recente vimos o holocausto e o mundo se calou para isso, inclusive a igreja, agora vimos um bando de pessoas sem escrupulos, atacando, matando, fazendo outras de reféns, e o Brasil o maior prejudicado, se cala pra isso.

    Senhores eleitos pelo povo, já esta na hora de dar um basta nisto.
    Já esta na hora de algum politico peitudo, apresentar uma proposta para coibir tal abuso.

  • Marcos Vitorio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    esse sem-terra tem q ir à merda.
    disseram chega defazendeiros olha só a audacia desses desocupados.
    O governo tem q tomar ptrovidencia e impedir esses bostas de entrar na cidade e desrespeitar os trabalhadores.Impedem passagem de onibus ,carros /oras, que ta na cidade tem o q fazer,eles ja sao previlegiados pelo govern, pq nao trabalham e ganham,alimentos,medicos,dentistas ,escolas,e outros beneficios,sendo q o trabalhador ta morrendo no pronto socorro sem saude.FORA SEM-TERRAS vao trabalhar.

  • Germano Souza Cruz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Senhores trabalhadores Sem-Terra, à meu ver vocês estão destilando toda sua ira em desfavor do governo estadual, que é um Poder que não possui muito poder em relação à questão da Reforma Agrária, pois o que este (des)governo estadual faz é secundário nesta questão, já que a maioria das terras disponíveis para a reforma agrária pertence à União e é esta a quem compete fazer a Reforma Agrária precipitadamente.
    Se os senhores estivessem dirigindo esta manifestação contra o INCRA (representante da União para a Reforma Agrária) aí sim vocês estariam certos e poderiam galgar êxitos, mas como estão fazendo ESTÃO EQUIVOCADOS e NENHUM ÊXITO OBTERÃO! Creio que os senhores devam ser mais incisivos e impiedosos CONTRA O GOVERNO LULA, que FEZ MENOS REFORMA AGRÁRIA QUE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, e mesmo assim ainda angaria a simpatia da maioria de vocês. Nada contra o Governo LULA, mas ELE PODE SIM FAZER UMA REFORMA AGRÁRIA IMEDIATAMENTE, POIS NOS COFRES DO INCRA EXISTEM BILHÕES DE REAIS PARA TANTO.
    O INCRA do LULA promete e NÃO CUMPRE!
    Os senhores, Dignos Trabalhadores Sem Terra, tem que observar isto ANTES DE SÓ DIZER AMÉM AO INCRA DO LULA, E REALMENTE LUTAR COM FERVOR EM BUSCA DE SEUS DIREITOS.

  • jackeline | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    esses SEM TERRAS querem ganhar a vida subindo em cima dos outros.pq eles não vão trabalhar.so fikam exigindo coisas ...


    VÃO TRABALHAR SEUS PREGUIÇOSOS...

  • Paulo Mattos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Os bandoleiros eternamente desocupados do MST, aqueles mesmos que andam o Brasil inteiro, incendiando fazendas produtivas, destruindo pesquisas científicas. aterrorizando funcionários humildes de fazendas, expondo armas de fogo e as vezes as utilizando, foramrecepcionados na Assembléia Legislativa de Mato Grosso pelo Presidente José Riva. Politicamente Riva não pode desprezar essa organização formada por bandoleiros e, diplomata, com eles tem que dialogar (como tem que dialogar com toda a sociedade matogrossense). Racionalmente, no entanto, não é possível dialogar com quem pratica atos de terrorismo e de destruição por todos os locais por onde passam. Não é possível dialogar com bandoleiros que não respeitam a Constituição Federal, não respeitam a propriedade, não respeitam as pessoas, não respeitam as instituições. Não respeitam nada e nem ninguém. Tenho pena de alguns integrantes desse grupo de bandoleiros, porque nem todos o são. Alguns, muitos poucos, são pessoas que acreditam que, ganhando uma terra, poderão realmente modificar suas vidas. Para melhor e com a força de seu trabalho. Mas enquanto existirem os Stediles da vida - esse deve possuir uma casa muito confortável, carro do ano, só anda de avião para cima e para baixo, enfim, está com o bolso cheio - está dificil colocar esses bandoleiros para trabalhar de verdade e tirar de seu próprio sustento a alimentação diária. Porque, com Lula financiando esses bandoleiros, fica dificil ter ordem neste país.

  • Sergio Guerra Mello | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • léo medeiros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Os fora-da-lei do campo descobrem as vantagens do escudo humano

    22 de abril de 2009

    AUGUSTO NUNES

    MST combate a democracia com dinheiro do governo federal
    Por tratar como caso de polícia o que era uma questão social, o presidente Washington Luis antecipou a chegada à senilidade precoce da República Velha, enterrada sem honras pela Revolução de 1930. Por tratar como questão social o que é um caso de polícia, o presidente Lula pode acabar retardando a chegada à maioridade da democracia brasileira, recém saída do berço. Os líderes do incipiente movimento operário do século passado, que apresentavam reivindicações elementares, não mereciam cadeia. Mereciam de Washington Luis mais atenção. Os chefes de velharias ideológicas que alcançaram o começo de milênio berram exigências tão aceitáveis quanto a restauração da monarquia. Não merecem as atenções que Lula não cansa de dispensar-lhes. Merecem cadeia.

    Que tal começar pelo MST?, sugere a biografia da sigla que está festejando ainda mais ruidosamente o 25° aniversário. Criança problemática desde o primeiiro vagido, virou delinquente juvenil e, adulto, tornou-se um pecador sem remissão. Antes de mais um “abril vermelho”, que no calendário dos sem-terra começa no dia 17, o prontuário já lhe garantira o segundo lugar no ranking da bandidagem organizada, abaixo do PCC. Ainda na primeira semana de barulhos no campo, a partitura da violência ─ composta de atentados à propriedade privada, ataques a prédios públicos, roubos e furtos, destruição de residências, de plantações e laboratórios, agressões físicas, ameaças de morte e outras estridências ─ incorporou sustenidos especialmente perturbadores.

    No dia 19, travou-se em Xinguara, nas lonjuras do Pará, mais uma batalha da guerra pela posse da Fazenda Espírito Santo. A propriedade transformou-se em alvo preferencial do MST não por ser improdutiva, mas por pertencer ao Grupo Opportunity, controlado por Daniel Dantas. Foi invadida não porque Dantas tem problemas com a Justiça, mas porque é inimigo de classe. Burgueses bilionários não devem ser tratados com clemência por tropas que lutam pela construção do paraíso comunista. A reforma agrária é só o começo. Ou um bom pretexto.
    Não era pouco o que estava em jogo no Pará, entenderam os atacantes. Valia a pena, por exemplo, transformar em escudos humanos quatro jornalistas presentes à zona conflagrada pelo confronto entre soldados do MST e homens contratados para defender as divisas da fazenda. Valia a pena qualquer brutalidade, logo saberiam os reféns. “Os sem-terra mandaram que desligássemos as câmeras e avisaram que íamos ficar com eles”, contou o cinegrafista Felipe Almeida, da TV Liberal. “Mandaram que continuássemos andando na direção dos seguranças. Alertamos que ia haver tiro. ‘Vocês que estão na frente que se virem’, eles disseram. Quando o tiroteio começou, todo mundo correu”.

    Felipe registrou cenas do combate que terminou com oito feridos. Os outros foram impedidos de filmar a movimentação dos sem-terra. Na tarde de domingo, ao encontrar os reféns libertados minutos antes, o gerente da fazenda pediu-lhes que ficassem por lá. “Para ele, éramos uma garantia”, disse Victor Haor, repórter da TV Liberal. “Nós não aceitamos porque já não havia condições de permanecer no lugar”.

    O presidente Lula nem comentou o episódio. Depois de nomear-se conselheiro de Obama, o cara não tem paciência para miudezas. O ministro da Justiça, Tarso Genro, reiterou que não lida com questões estaduais. Basta a trabalheira exigida pela libertação do camarada Cesare Battisti. Lula e Tarso são cúmplices da companheirada sem juízo. A governadora Ana Júlia Carepa é a comparsa que os sem-terra pediram a Lênin.

    Descansam nas gavetas da administração estadual quase mil mandados de reintegração de posse. “O Pará é muito grande”, explica Geraldo Araújo, assessor do secretário de Segurança Pública. O Brasil é ainda maior. E fica muito longe, ensinou Tom Jobim.

    Em barracas de lona preta, milhares de sem-terra ocupam há quatro anos o que é de outros. Poderiam estar lucrando com os frutos da terra se tivessem genuíno interesse pela vida de agricultor e alguma intimidade com as coisas do campo. Não têm. Se tentasse manusear uma foice, o chefe João Pedro Stedile entraria para a História como o primeiro revolucionário a decepar a própria cabeça. Se resolvesse acompanhar o general com uma enxada, qualquer subordinado acabaria amputando um pé. É natural que todos prefiram estudar marxismo, ou rezar ajoelhados sob o pôster de Guevara. E, a partir de agora, também aprender como se improvisa um escudo humano. O governo garante a comida e a impunidade. O MST pode lutar sem sobressaltos pelo extermínio da democracia.

    É o Brasil.

  • julinho trip | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Senta a borracha nessa corja Sival.

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