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Segunda-Feira, 07 de Dezembro de 2009, 14h:28 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

ECONOMIA

A inocência do secretário de Finanças de Cuiabá

   O Guilherme Frederico Muller, pessoa pela qual tenho grande admiração e respeito, infelizmente está sendo usado como barriga de aluguel e, na tentativa de defender o prefeito Wilson Santos, somente reafirma as considerações que escrevemos em nosso último artigo intitulado: “Alerta aos Cuiabanos: Autofagia do PSDB”. Na ocasião, fizemos uma demonstração, de forma simples, do prejuízo que os paulistas Wilson Santos e José Serra estão causando aos cofres de Cuiabá e demais municípios mato-grossenses.

   Não utilizei uma linguagem extremamente técnica naquele artigo, até porque essa tática de falar, falar, contar histórias, fábulas de Pinóquio e correlatos para enrolar o consumidor, eu não uso. Prefiro a linguagem que a dona de casa, feirante, costureira, pipoqueiro, doméstica, e a população em geral, entendam sem precisar tornar-se mestres em economia, haja vista, essas pessoas são verdadeiros mestres da vida e entendem de economia muito mais que nós. São sensíveis às mudanças da economia de uma maneira geral.

   Voltando a vaca fria, é evidente que no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o Estado de Mato Grosso nunca foi tão presente nas discussões nacionais como na nossa gestão frente à Secretaria de Fazenda. Justamente, por isso, botamos a boca no trombone, como o mestre Guilherme insinua a necessidade de Wilson Santos ir ao Confaz. Fazer o que, eu não sei, porém, será muito bem-vindo.

   Eu prefiro pedir ao paulista Wilson que visite primeiro o secretário de Fazenda de São Paulo e o governador da Mooca, José Serra, para ouvir deles as várias resoluções, atos, medidas legais propostas no Confaz e que estão sendo travadas por manobras de São Paulo, o que não deixa prosseguir no trâmite normal com sucessivos pedidos de prorrogação de discussão. Eles sabem que não sustentam por dois segundos uma discussão técnica e jurídica.

   Faço um desafio ao PSDB paulista e cuiabano. Vamos debater em audiência pública o assunto. Venham para o debate público entre o já aclamado, pelo secretário Guilherme Muller, como vencedor São Paulo e perdedor Mato Grosso. Vamos ver se isso se confirma? Quem está dissimulando e rasgando as regras do jogo é o Fisco Paulista, com consentimento da Prefeitura de Cuiabá, que assiste a tudo isso inerte e sem reagir contra José Serra. No entanto, prefere, num complexo de inferioridade, dobrar os joelhos para São Paulo. 

   Já pensou se quem comprasse um imóvel em Cuiabá como investimento decidisse não pagar IPTU porque tem residência fixa em São Paulo? Portanto, se querem ajudar Mato Grosso e Cuiabá, enfrentem como estamos enfrentando quem quer que seja em defesa dos interesses do povo cuiabano e mato-grossense.

   Outro que se cala e por conseqüência consente é o presidente da FIEMT, Mauro Mendes, que deveria fazer valer as relações com a FIESP e também entrar no jogo, afinal, o interesse é público e atinge diretamente a qualidade de vida do povo de Cuiabá e de Mato Grosso como um todo. O PIB de São Paulo é da ordem de R$ 900 bilhões e de Mato Grosso aproximadamente R$ 43 bilhões, data base de 2007. O PIB paulista é construído sobre vários pilares e um deles é essa predatória, criminosa e violenta forma de lesar o Brasil.

    Enfim, prefeito Wilson Santos e secretário de Finanças, Guilherme Muller. No final desta semana, precisamente nos dias 10 e 11 de dezembro, participarei da 136ª Reunião do Confaz, em Gramado (RS), para defender Cuiabá e Mato Grosso. Os Senhores estão convidados a debater contra São Paulo. Vamos? "

   Éder Moraes é secretário de Fazenda de Mato Grosso

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Comentários (1)

  • Carmen Cinira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esta artigo mostra bem as caracteristicas desse sujeiro Eder de Moraes, prepotente, arrogante mais teve a sorte de agradar o rei da soja.

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