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Quarta-Feira, 27 de Dezembro de 2006, 13h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

JUDICIÁRIO

Abicalil e Alexandre apoiaram operação dossiê, diz PF

        A Polícia Federal, em seu relatório final do inquérito sobre o dossiê antitucano, não responsabilizou o deputado federal mato-grossense Carlos Abicalil e nem o ex-presidente regional do PT, Alexandre Cesar. O delegado Diógenes Curado afirma, porém, haver fortes indícios de que 'a oferta do dossiê' teve o apoio dos dois. No começo da negociação do dossiê, Alexandre e Abicalil trocaram vários telefonemas com Valdebran Padilha, com quem ambos têm ligações próximas. Valdebran foi o financeiro da campanha de Alexandre à Prefeitura de Cuiabá, em 2004. Ele também alugou um imóvel para Abicalil montar comitê da campanha, neste ano.

       A PF concluiu que Hamilton Lacerda, ex-assessor de Aloízio Mercadante, foi quem levou o dinheiro do dossiê (R$ 1,7 milhão)  aos emissários do PT na transação entre Gedimar Passos e Valdebran Padilha. Sustenta que toda a operação foi montada inicialmente por  Jorge Lorenzetti, chefe do núcleo de inteligência da campanha do presidente Lula, com a ajuda de Osvaldo Barjas, Expedito Veloso e Gedimar Passos.
      Para a PF,  Lorenzetti foi o centralizador da negociação do material contra o PSDB. Concluiu também que a operação foi montada porque "havia no PT uma indignação quanto ao rumo tomado pela CPI dos Sanguessugas, atribuindo toda a culpa da fraude ao governo Lula, "quando se sabia que o início de tudo foi no governo anterior, de FHC".  Apesar disso, Lorenzetti e os outros dois petistas da campanha do presidente diretamente envolvidos no escândalo (Expedito e Bargas) não foram responsabilizados no inquérito.

    O inquérito associa o dinheiro usado na negociação do dossiê apenas à campanha de Mercadante ao governo de São Paulo. Assim, indiciou o próprio senador e dois de seus assessores.
    Nas conclusões finais, o delegado Diógenes afirma: "A oferta (do dossiê) chegou inicialmente na campanha nacional do PT. Se houve nesse momento anuência ou ciência do coordenador da campanha e então presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini, somente os envolvidos poderão esclarecer".

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