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Domingo, 06 de Maio de 2007, 01h:28 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

SEGURANÇA PÚBLICA

Acuado, Brito decide que vai entregar o cargo

   Sob orientação da família e de um grupo de amigos, o secretário de Justiça e Segurança Pública, ex-deputado Carlos Brito, decidiu que entregará o cargo ao governador. Ele pretende conversar com Blairo Maggi sobre o desligamento do staff até quinta, assim que o chefe do Executivo estadual retornar dos Estados Unidos. Brito está visivelmente abalado devido aos problemas de ordem pessoal. Teve um sobrinho assassinado e um filho envolvido em homicídio num intervalo de 15 dias. Concluiu que não terá estrutura emocional para suportar a situação.
   Nas conversas informais, o secretário reconhece que fica difícil encarar um drama desse no comando de uma pasta que tem, entre tantas missões, a de combater a violência. Chora constantemente. No cargo há cinco meses, Brito tem recebido solidariedade de uns, mas vem sendo atacado por outros, inclusive de forma agressiva e motivados por interesses político-eleitoral. Sua gestão também enfrenta resistência interna devido a série de mudanças impostas pela restruturação administrativa.
  A estratégia de Brito agora é procurar uma saída honrosa. O secretário tem obtido respaldo do governador, com quem vem conversando por telefone. Ambos têm estreita relação de amizade. No primeiro mandato de Maggi, Brito foi secretário-chefe da Casa Civil.
  O desejo do secretário é de colocar em  funcionamento as bases comunitárias de Segurança Pública, com presença de um investigador da Polícia Civil atuando diretamente com a comunidade, de forma inédita. Pela proposta, será possível registrar nessas bases boletins de ocorrências, como pequenos furtos, perda ou extravio de documentos, desaparecimento de pessoas e outros serviços. Mas, como a crise e o desgaste de sua imagem vêm se agravando, principalmente pela repercussão do caso em todo país, Carlos Brito teme prejuízo ao governo Maggi e decidiu colocar o cargo à disposição, antes mesmo de concluir a implantação do seu projeto das bases comunitárias.
   Apesar disso, o secretário não admite publicamente que tomou tal decisão. Ressalta apenas que vai conversar com o governador no sentido de encontrar alternativas para maior integração do governo e fazer com que as informações sobre os feitos da sua pasta cheguem à população, algo que, segundo ele, não está acontecendo hoje.

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Comentários (20)

  • francisco alencar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vai tarde sr. Carlos Brito, entregue o cargo de secretário que é mais honroso, mas antes explique à sociedade e ao governador Blairo Maggi como sua atual esposa (Dra. Maria Luziane Ribeiro Brito) passou em primeiro lugar no concurso da defensoria pública quando o sr. era secretário chefe da casa civil, com os notáveis conhecimentos jurídicos que possue?

  • pedro noronha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A atitude + sentada que o secretario poderá tomar.As vezes na vida politica ou não vc tem de parar um pouco para fazer uma analise da sua vida como um todo.sai dai rápido Brito! a questão que esta em jogo não é a sua competência no cargo o que esta em jogo é um pouco de paz na sua familia.

  • CEZAR BATISTA PEDROSO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ótimo...pois a atitude do Sr. Secretário, tendo em vista o que está acontecendo com respeito a sua família, temos muito que respeitá-lo, pois, não gostaria e nem desejo a ninguém o que aconteceu com mesmo, somos pessoas passivas de erros e acertos, coisas que tem alguém que o faz critica, cuidado, pois o futuro só a DEUS pertence.Tenha muita paz em família Sr Carlos Brito e que aqueles que o atiram pedra entregue a DEUS, e que breve você voltára com força e paz.

  • Wellington B Gueiros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vamos entregar a Segurança Publica Para Walter Rabello e Clovis Roberto, com otimo conhecimento em Segurança Publica e com suas experiencias diarias acabaram definitivamente com a violencia. Logico se fosse feito o convite seria recusado , pois é mais facil criticar do que executar.

  • Ronaldo Lucas da Costa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sabemos que o momento é difícil, mas Deus, em sua sabedoria suprema, sabe o que faz. O que pode parecer um grande problema, nada mais é que uma lição da vida e isto não é dado para qualquer pessoa.
    A sua força e determinação será um exemplo aos seus semelhantes.
    Portanto, pense, tenha fé, seja forte e vá a luta. Continue seu trabalho e defenda seus ideais, para que seu exemplo, seja uma lição de vida para o povo de Mato Grosso.
    Quanto a repercussão nacional da matéria, gostaria de dizer que a edição e liberação para a rede nacional de um caso como este, é dentre outras coisas, UM ATO REPUGNANTE.

  • Jornalista Benjamin Franklin | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro Romilson,
    Não resta dúvidas de que a manchete relacionada ao possível desligamento de Brito da SEJUSP, dá uma leitura considerável (até lapadas bombásticas), no obstante, seria aconselhável atermos para a grande transformação que esse moço quer realizar em nossa polícia, ao transformá-la - FINALMENTE - em justiça e segurança humanizada.
    Essa missiva segue com o maior e profundo respeito que tenho por você. Receba-a como processo de reflexão e não de defesa individual.

    Abraços e sucessos!

    Benjamin Franklin - Jornal Tribuna da Cidade (9602-5145)

  • Jornalista Benjamin Franklin | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro Romilson,
    Não resta dúvidas de que a manchete relacionada ao possível desligamento de Brito da SEJUSP, dá uma leitura considerável (até lapadas bombásticas), no obstante, seria aconselhável atermos para a grande transformação que esse moço quer realizar em nossa polícia, ao transformá-la - FINALMENTE - em justiça e segurança humanizada.
    Essa missiva segue com o maior e profundo respeito que tenho por você. Receba-a como processo de reflexão e não de defesa individual.

    Abraços e sucessos!

    Benjamin Franklin - Jornal Tribuna da Cidade (9602-5145)

  • Jornalista Benjamin Franklin | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro Romilson,
    Não resta dúvidas de que a manchete relacionada ao possível desligamento de Brito da SEJUSP, dá uma leitura considerável (até lapadas bombásticas), no obstante, seria aconselhável atermos para a grande transformação que esse moço quer realizar em nossa polícia, ao transformá-la - FINALMENTE - em justiça e segurança humanizada.
    Essa missiva segue com o maior e profundo respeito que tenho por você. Receba-a como processo de reflexão e não de defesa individual.

    Abraços e sucessos!

    Benjamin Franklin - Jornal Tribuna da Cidade (9602-5145)

  • Eduardo Gomes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro Romilson,
    Lamentável sob todos os aspectos o assassinato do jovem que supostamente - segundo a polícia - teria a participação de um filho do secretário de Segurança Carlos Brito. Esse fato, creio, machuca o espírito humanista de Brito.
    Porém, independentemente dos sentimentos pessoais do secretário, a ética, a dignidade e a lisura no exercício do encargo público - secretaria não é cargo, é encargo - sinalizam que Brito tem que deixar o governo. Continuar secretário numa circunstância assim não é correto.
    O homem público tem que saber a hora de sublimar as luzes do poder. Situação análoga aconteceu com o ex-secretário de Segurança, Hermes de Abreu, que atropelou e matou um operário nas imediações da UFMT, mas bateu o pé e se manteve à frente da Polícia Civil. Se a opção de Hermes contribuiu ou não para sua não-condenação, ninguém sabe. Ficou aquele gosto de impunidade.
    Hoje, li um anúncio em A GAZETA, assinado por assessores, oficiais bombeiros e PMs, por delegados, políticos e representantes de outros segmentos sociais dando apoio ao secretário. Brito precisa respeitar cada uma daquelas assinaturas, precisa respeitar a isenção, o Estado e o governo. Seu melhor lugar nesse momento é na multidão, na individualidade de onde saiu para a vida pública.
    Insistindo na permanência no governo Brito rasga sua biografia, transmite a imagem do compadrio no Paiaguás.
    A atual situação de Brito é um divisor de águas. Ele terá oportunidade de demonstrar se faz da vida pública mecanismo a serviço da população ou se o usa em benefício próprio.
    Eduardo

  • LUIZ ARTHUR | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Olha eu acho muito louvavel esta atitude do Secretario, pois assim deixa tanto a policia como o governo trabalha com transparencia um sem medo outro alem do que ele como pai temque acompanhar de perto isso e apoiar o filho para que ele não creça com revolta do pai que tinha tudo para ajudalo e não ajudou Parabem Secretario C.Brito.

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