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Domingo, 01 de Julho de 2007, 09h:30 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

EDUCAÇÃO

Acuados, Ságuas e Vera tentam contornar crise

A decisão dos profissionais da rede estadual de ensino de sinalizarem para uma greve-geral a partir de 05 de agosto empurra contra a parede dois petistas até então parlamentares defensores da categoria. Ságuas Moraes e Verinha Araújo agora estão do outro lado. De pedra, viraram vidraça, fruto de acertos políticos com o grupo opositor de Blairo Maggi. O processo de aproximação ganhou velocidade pelo desejo por cargos. Como secretário e secretária-adjunta de Gestão de Pessoas da pasta da Educação, a maior de toda a estrutura da máquina estadual, Ságuas e Verinha começam a enfrentar desgaste.

    Antes, da tribuna da Assembléia, a então deputada esbravejava contra o governo Blairo Maggi. Com respaldo do Sintep, ela promovia audiências públicas, encurralava secretários e liderava movimentos por reajuste salarial. Agora, simplesmente silencia diante da reivindicação por aumento de salário para a própria categoria. O mesmo ocorre com Ságuas, apesar do seu perfil mais moderador. Sob a ótica dos dois aliados de Maggi, os argumentos agora são outros. Reconhecem que a categoria merece reajuste, mas ponderam que a proposta inferior a 8% está dentro do limite máximo, contempla reposição com base na inflação, evocam a Lei de Responsabilidade Fiscal, a estagnação da receita do Estado e a necessidade de sobrar recursos para investimentos. A Seduc detém o maior orçamento da máquina estadual (R$ 740 milhões). Possui cerca de 30 mil servidores, 647 escolas nos 141 municípios e aproximadamente 500 mil alunos matriculados. No enfrentamento com os profissonais da educação, só restam a Ságuas e Verinha rezarem para a categoria não entrar em greve. Nesse momento, o desgaste não atinge tanto o governador Maggi, mas sim aos dois pela identificação com o setor.

    Ontem e hoje

    Até então, o PT nunca tinha se aliado à administração estadual, salvo alguns meses no governo Carlos Bezerra (PMDB), quando Serys Marly foi secretária de Educação. Com o pretexto de que há um entendimento nacional entre o presidente Lula e o governador Maggi que não pode ser contrariado e com discurso fajuta do pragmatismo e de que é preciso unir as forças políticas, o Campo Majoritário foi se aproximando do Palácio Paiaguás até levar o PT a cair no colo do rei da soja.

    Agora, só restam aos petistas defender o atual governo tão criticado pela própria legenda. O deputado Alexandre Cesar, que substitui Ságuas Moraes, faz bem esse papel. Na Assembléia, ele se tornou a voz do Paiaguás. Parece ter passado uma borracha no passado recente. Em 2002, por exemplo, Alexandre disputou e perdeu o governo para Maggi. À época, atacava a atual administração. São posições contraditórias que se repentem em todos os grupos políticos e partidos. Pelo visto, nesse jogo de interesse (por cargo e poder) ninguém se salva.

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Comentários (4)

  • Nadja Vasques | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro editor, apenas para que os leitores desse conceituado blog não fiquem mal informados, aproveito o espaço para fazer algumas correções.

    Diferente do que afirma o texto acima, o PT jamais participou da administração estadual durante o governo de Carlos Bezerra (PMDB) - de 1986 a 1990. Hoje senadora Serys Marly, mas antes Serys Slhessarenko, enquanto ocupou a vaga de secretária de Educação, não pertencia ao PT, mas ao PMDB.
    Mais. O PT participou sim de uma administração estadual antes da atual, a do governador Dante de Oliveira, quando ele cumpria o primeiro mandato, eleito pelo PDT. Nesse período, o então petista Elismar Bezerra conduziu a pasta de Cultura. O PT rompeu com Dante assim que ele migrou para o PSDB e assumiu o discurso neoliberal.
    Outro erro: Alexandre Cesar de fato disputou o governo do Estado com o então candidato Blairo Maggi (na época PPS). O problema é que ele não poderia criticar a "atual administração" como está citado na matéria, já que a administração não era de Maggi, mas sim de Dante.

    Atenciosamente,

    Nadja Vasques,
    assessora de imprensa do deputado Alexandre Cesar

  • Aladir Leite Albuquerque | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Infelizmente uma parte do PT se prostituiu.

    Quem diria ! ver uma pessoa como Verinha defendendo ( um produto que não tem nota fiscal e nem selo de garantia que é este governo Blairo Maggi). Quer um conselho Vera, sai deste governo em quanto é tempo porque sua historia de luta não foi construída em cima de cargos, veja o que o governo esta fazendo com o servidor publico.

    Quando a sociedade de Mato Grosso ficar realmente sabendo dos gastos desnecessários que este Governo vem fazendo ao longo de seu mandato com o dinheiro publico; ela vai pensar? que este ( produto chamado Blairo Maggi não passa de um produto sem garantia ).

    Vou dar um bom ex.
    A cada governo que passa aos poucos vamos perdendo nossos direitos e espaço em nosso setor de trabalho.
    Neste governo de Blairo Maggi não é diferente.

    Esta passando de uma forma despercebida, a infiltração de cargos comissionados, contratos temporários, e estagiários que esta onerando e inchando a maquina administrativa.

    Na SETECS hoje temos 163 cargos comissionados, e mais de 40 estagiários, sem falar em muitos contratos temporários.

    Agora veja quanto isso custa para os cofres publico,
    163 cargos é igual à mais de R$ 310,000,00 (mês )
    os 40 estagiários chegam aproximadamente em R$ 30.000,00 ( mês )
    quanto aos contratados também aproxima uns R$ 20.000,00 ( mês )
    isto ao ano representa mais de R$ 4.320,000,00
    somente na SETECS.

    Se levantarmos estes dados em outras secretarias teremos com certeza o mesmo custo ou talvez mais.

    Ai! esta a verdadeira sangria de recurso, dinheiro saindo pelo o ralo, isso sem falar em outras despesas desnecessária como a tal de diárias, combustível, propaganda, alocação de veículos, etc.

    Pois bem se formos aprofundar com certeza teremos muito mais coisas para relatar.

    Mais o que deixa agente indiguinado é quando o governo vem e diz que não tem recurso para repor salário, aqui esta a prova que dinheiro tem, e provamos que ele não faz a reposição salarial do funcionário é porque não quer, e não tem interesse.

    Outra coisa que ainda é mais grave que diante do inchaço físico e financeiro da maquina administrativa, não vemos o verdadeiro papel da assembléia legislativa que é de fiscalizar o executivo, isso é uma vergonha!

    Cadê os políticos de mato grosso, cadê a voz que não se cala, cadê o galinho brigador,
    Tudo indica que a voz se calou, as asas do galo foram cortadas e a espora se quebrou.

  • Emerson Marques | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sempre tenho emando criticas contra o governo Blairo Maggi, e veementemente repudiei a sra Vera Araújo, quando esta aceitou estar no staff do governo. Porem, hoje eu irei mudar meu discurso contra a sra Vera. Por um lado, tudo na vida serve de experiencia, nao é verdade? O PT independente de quem esta no governo, com a excessao deles proprio, eles sempre patrocinam movimentos, saem as ruas, precionam governos, e etc... Reclamando por aumento, melhores condiçoes de trabalho, tudo isso é licito. Todavia, o PT nunca parou para analisar até onde isso era possivel na Administração publica. Agora como a propria noticia elencada neste site, ja diz: De pedra viraram vidraça. Quem sabe, se sobreviverem politicamente depois dessa "aliança" com o governo, as pressoes nao serao mais moderadas, e justas. Ja dizia um cuiabano de chapa e cruz. Pimenta nos olhos de outros é refresco, no nosso arde.

  • LUIZ ANTONIO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Na fica facil entender tanto o Deputado como a ex-deputada fazer parte desse desgoverno que esta ai. A educacao como ja foi noticiado neste jornal e esta com broblemas, a Saude todo Mato Grosso sabe como esta, a Seguranca nao se fala. Agora, ver a Dep. Verinha, Saguas sendo aliado do homem da motossera, nao da para entender....me lembro do Saguas e da Verinha na epoca da UFMT qdo eles eram estudantes, defendia a moralidade...etc. agora aliar-se ao desmatador da flroresta nao da para entender. Abre o olho companheiro, pois a proxima eleicao vem ai.

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