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Quinta-Feira, 15 de Outubro de 2009, 09h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

Caso Lutero

Adiamento de oitiva pode levar processo ao arquivamento

   As oitivas em que seriam ouvidos três servidores e três empresários que fazem parte do inquérito que aponta o ex-presidente da Câmara, Lutero Ponce (PMDB), como chefe de uma quadrilha que causou um rombo superior a R$ 7,5 milhões, foram canceladas mais uma vez. Agora, o advogado de Lutero, Paulo Taques, alega que precisa acompanhar o parto da esposa nesta quinta (15) e que, portanto, se vê impossibilitado de orientar o seu cliente no depoimento. Taques ingressou com a petição um dia antes, pedindo suspensão dos depoimentos. Esta é a terceira vez que Taques recorre a esse expediente. Por duas vezes, o pedido foi acatado pela Comissão Processante. “Se ele (Taques) não comparecesse, o depoimento poderia ser anulado”, argumenta o relator da Comissão, vereador Lúdio Cabral (PT).

  Assim, as oitivas foram adiadas para os próximos dias 21 e 22, o que deve comprometer o andamento das investigações e, inclusive, levar ao arquivamento do processo, livrando Lutero do fantasma da cassação e de se tornar inelegível por seis anos. Caso ocorra o arquivamento, o Legislativo cuiabano deve sofrer novo desgaste. O presidente da Comissão Francisco Vuolo (PR), o relator Lúdio e a membro-titular Lueci Ramos (PSDB) têm até 17 de novembro para finalizar os trabalhos. Restam 33 dias para o término do prazo. Eles ouviram apenas o acusado Lutero Ponce. Nenhuma testemunha de defesa e/ou de acusação prestou depoimento ainda. Está programada oitiva de dezenas de pessoas antes de concluir o relatório, que pode pedir ou não a cassação de Lutero.

   Apesar disso, Vuolo tem garantido sistematicamente que o cronograma de trabalho será cumprido e que o relatório da Comissão estará pronto até 17 de novembro. “Vamos cumprir todos os ritos necessários dentro do prazo. Não vamos permitir que as representações sejam arquivadas”, garante o republicano.

   Nesta quinta seriam ouvidos os servidores Nivaldo Correia Duarte, que atuou como técnico de Finanças e Orçamento da Câmara em 2007, Rubens Antunes Belém, servidor efetivo há 32 anos, e o ex-presidente da Comissão de Licitações Ulysses Reiners Carvalho. Eles são considerados peças chaves. Ulysses, inclusive, é um dos indiciados no inquérito presidido pela Delegacia Fazendária. O ex-presidente da Comissão de Licitação era o articulador da convocação de empresas para participar do esquema onde havia a “cobertura de preços”. Os delegados chegaram a ele depois que vários empresários disseram, em depoimento, que foram procurados por Ulysses para participar do esquema. Já na sexta seriam ouvidos os empresários Waldir Dias de Moura, Marco Antônio de Freitas Pinheiro e Hudson Benedito de Campos.

   Desde o início das investigações, criou-se muita expectativa e especulações em torno da Comissão, tida por muitos como “aliada” do acusado. Lueci, por exemplo, antes de ser escolhida, por meio de sorteio, declarou ser amiga pessoal de Lutero e que não poderia emitir juízo de valor. Nos corredores Lutero é flagrado constantemente em conversas ao “pé do ouvido” com alguns parlamentares como Ivan Evangelista (PPS), Chico 2000 e com membros da Comissão Processante. Ao negar o primeiro pedido de Lutero em suspender o seu próprio depoimento, em 21 de setembro, a comissão ganhou pontos positivos no quesito lisura e transparência. A decisão teve efeito positivo na avaliação popular. Entretanto, ao acatar os pedidos de suspensão de duas oitivas, voltaram-se as suspeitas de manobras e de tudo "poderá acabar em pizza". (Patrícia Sanches)

(15h45) - Comissão Processante realizará três oitivas na próxima semana

   O presidente da Comissão Processante Francisco Vuolo anunciou que na próxima semana vão ser realizadas três oitivas. Devido ao fato do prazo para a conclusão dos trabalhos estar se esgotando, o parlamentar adianta que os depoimentos ocorrerão na quarta, quinta e sexta, a partir das 8h da manhã. A coleta de informações deve se estender até às 12h, sendo que serão retomados às 14h e devem terminar às 17h. "Vamos ter que fazer uma espécie de intensivão. Assim, vão ser ouvidas as cinco testemunhas de Lutero e as seis pessoas arroladas por nós".

  O parlamentar revela também que estes podem ser os últimos depoimentos antes da conclusão dos trabalhos. "Tudo dependerá do que eles nos disser", explica Vuolo. Até agora, apenas Lutero passou pelo crivo da Comissão.

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Comentários (11)

  • mateus | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Como diz Boris Cazoi ISSO É UMA VERGONHA fui...

  • Luiz André Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pelas manifestações anteriores, a maioria dos leitores do Site RDNEWS já sabia qoe o caso LUTERO e CIA ia dar terminar numa grande pizza com gosto de bueiro por causa dos vereadores bagres ensaboados que compões a Comissão Processante:Francisco Vuolo, Lúdio Cabral e Lueci>Êsses quatro com certeza são capazes de vender até a alma para arquivar o Processo contra Lutero e Cia.

  • antonio carlos gouveia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Romilson, o Advogado de defesa do Lutero, em um programa de TV recentemente questionou que o tempo seria curto para analisar os processos e que tambem a quantidade de pessoas a serem investigadas pela comissao não são suficientes para exclarecimentos do caso; e citou que a delegacia fazendaria investigou mais de 100 pessoas. A pergunta que fica no ar e o seguinte: Se ele esta dizendo isto, se ele presenciou todas as inquirições, porque ele questiona? Se jah conhece profundamente o assunto? É obrigado a presença dele para os depoimentos desses empresarios que denunciou ou seja, colaborou com a justiça dando informações como procedia as irregularidades? Quer dizer que essa comissão investigatoria é do Lutero Ponce? Abra os olhos companheiros, até agora essa comissão estah se comportando como tal. Prova disto são os adiamentos acatadas e nehuma resposta a sociedade das acusações feitas pelo adv. sobre a comissão que tudo que acontece ele nem o Lutero são notificados.

    Será que essa comissão é só para ingles ver? da forma que estão agindo ateh parece que realmente quem estah presidindo e comandando essa comissao chama-se PAULO TAQUES E LUTERO PONCE. É SÓ MANOBRA, É UMA VERGONHA.

  • mario | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Como sempre mais um escandalo na camara vai acabar em pizza e mais uma vez mostra que os vereadores não estão nem ai para a sociedade e sim só querem saber deles e do bolso cheio. Se fosse um trabalhador que tivesse roubado 1 real estava apodrecendo na cadeia mas como é politico nada acontece e viva nossa Cuiabá e nosso Brasil.

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A situação do vereador Lutero Ponce deve ter complicadíssima porque o advogado Paulo Taques costumava fazer melhor que achincalhar o processo num gesto típico dos profissionais que não vêem saída para seus clientes. Aliás, essa é a segunda vez que o advogado Paulo Taques lança mão da mesma muleta para sair de apuros, a primeira foi quando desistiu da candidatura à OAB/MT.

  • Cleber | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não tem problema, nas próximas eleições vamos arquivar estes vereadores de rabo preso com o crime.
    Sabem falar bonito na TV, mas na hora de agir e honrar o voto recebido, se acovardam.

  • jualice santana | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tudo bona gente esses vereadores.. farinha do mesmo saco rs aff

  • Ademar Adams | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Que a gente suspeito de dois membros desta comissão é natutal.
    Vá lá que uma vez a ausência do advogado possa se justificar, mas agora já é demais.
    Está na hora da sociedade civil fazer nova movimentação.
    Vamos lavar a cara da Comissão Processante?

  • Gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Por favor Vereador Lúdio,(Relator) não deixe isso virar comida Italiana.

  • Ademir Bustamante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Por acaso o escritório do dr. Taques só possui ele próprio como advogado? Não há nenhum outro pra substitui-lo na oitiva?Se fosse um processo comum, juiz nenhum concederia essa nova dilatação de prazo, acho que nem o advogado teria coragem de pedir isso, mandaria um substituto direto. Mas como é política...

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