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Sábado, 25 de Abril de 2009, 21h:29 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

INVESTIGAÇÃO

Aliado de Ivan também recebe do caixa 2 do PT em 2004

   A contabilidade paralela da campanha a prefeito de Cuiabá, em 2004, do hoje deputado Alexandre Cesar (PT) inclui o nome de Marcrean dos Santos Silva como um dos que receberam R$ 5 mil do caixa 2, segundo apontam documentos entregues ao RDNews por um militante petista. Marcrean era do PPS e atuava como presidente de bairro. No primeiro turno, ele foi um dos coordenadores da campanha vitoriosa do vereador Ivan Evangelista (PPS). Já no segundo turno, Marcrean fechou acordão para aderir a campanha de Alexandre, que disputou e perdeu para o hoje prefeito tucano Wilson Santos.

   Nas eleições do ano passado, Marcrean concorreu a vereador, já pelo PRTB, e teve 2.093 votos. Ficou na terceira suplência da coligação PRTB/PSDC, que elegeu dois: Néviton Fagundes e Ralf Leite.

   No contrato de prestação de serviços assinado por Marcrean para a campanha de Alexandre em 2004 consta que ele trabalhou como coordenador de equipe de mobilização. A ele, conforme o documento, foram feitos dois pagamentos, um de R$ 5 mil e outro de R$ 1 mil, com o compromisso de redistribuir a cabos eleitorais, de modo que cada um ficasse com R$ 100. Seria espécie de caixa 2 terceirizado, segundo a denúncia que será apurada pelo Ministério Público Federal.

  O petista que ficou na bronca com o grupo de Alexandre Cesar montou espécie de um dossiê com mais de 200 páginas. Contém contratos de prestação de serviços que, segundo ele, não foram declarados oficialmente, além de vários recibos, listagem de eleitores com dados pessoais, como RG, CPF e título de eleitor, planilha de distribuição de combustível. Vários líderes comunitários aparecem nos documentos como coordenadores e que receberam dinheiro - veja aqui e aqui.

   Alexandre já responde por crime eleitoral. O Ministério Público o denunciou pelo fato de sua campanha omitir  valores "torrados" em sua campanha, que contou com grande estrutura. Agora, cinco anos depois, surgem novas denúncias que agravam a situação jurídica do deputado petista. Em princípio, Alexandre se recusou a comentar o assunto na quinta, quando o RDNews apresentou os primeiros documentos do novo dossiê - confira aqui. Alegou que não tinha conhecimento dos novos documentos camuflados de sua campanha.

    Depois que o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) protocolou denúncia no MPE nesta sexta, Alexandre Cesar decidiu se pronunciar durante o seminário petista neste sábado, em Cuiabá. Ao invés de pontuar a defesa com base nos documentos que surgiram, o deputado preferiu alegar que está sofrendo perseguição de setores do PT e insinuou que essa tal armação seria de militantes do grupo da senadora Serys Marly.

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Comentários (4)

  • verinha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tudo que é apresentado neste documento acima, reforça a informação dada por Marcrean atual presidente do Bairro Pedregal que na época ajudou na coordenação de campanha do pt a ptefeitura de Cuiaba, agora se não houve a contabilização desses recursos financeiros ora repassados a fim de custear o trabalho da equipe de rua, não é culpa dele, ele era reponsavel pela equipe de mobilização e não pela contablidade da campanha. E mais as pessoas que foram contratadas para trabalhar jamais poderiam ficar sem receber, ou elas iriam trabalhar de graça?..Todos sabemos que essas pessoas que atuam como cabos eleitorais em periodo eleitoral, que vão p/ rua fazer a campanha, levando material divulgativo são e precisam ser remuneradas e para isso são contratadas, contratos legais autorizados pela justiça eleitoral e pela lei que a rege consequentemente, entretanto se os valores a pagar não são contabilizados não é responsabilidade de quem atua na parte de mobilzação é sim de quem cuida da contabilidade, do caixa.

  • Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Realmente entidades não podem trabalhar para politicos e sim para as comunidades. Tem que ser apurado o envolvimentes destas entidades quando ao recebimentos de verbas não declaradas.

  • Antonio de Moraes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A LUZ REFLETIDA PELA ESTRELLA DO PT MATOGROSSENSE É DE EXTREMA GRANDEZA , TAL É O BRILHO QUE CHEGOU A CEGAR A MAIORIA DOS SEUS MEMBROS DE PRIMEIRA GRANDEZA , DEIXANDO-OS CEGOS DE INVEJA , UM DO OUTRO , OFUSCANDO-SE À TODOS E DEIXANDO DESPERCEBIDOS OS ANOS DE GOVERNÂNÇA FEDERAL OPORTUNA AOS ESTADOS ALIADOS QUE VIVEM EM ESTADO DE EXTASE ; MAS , EM NOSSO MATO GROSSO ESSA POSSIBILIDADE FICOU EM SEGUNDO PLANO DEVIDO AS PELEJAS INTERNAS DE UM PARTIDO DIVIDIDO , RACHADO DE FRISSURAS PROFUNDAS E DE LIDERES VAIDOSOS E AMBICIOSOS, COLOCANDO-SE ACIMA DO BEM.
    O PT MARCHA DIVIDIDO E ENFRAQUECIDO. A MATÉRIA ACIMA SOMENTE REFLETE ESSE MOMENTO , PRESENTE E FUTURO , AJA VISTO A PREDISPOSIÇÃO DE TODOS EM SE ODIAREM.

  • Samuel | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Mais um que vai ser expulso do PRTB

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