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Quinta-Feira, 27 de Novembro de 2008, 22h:46 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

ANÁLISE

Aliança com Maksuês dificultou a vitória, diz Júlio


Júlio (DEM) diz que houve traição de candidatos proporcionais

* Democrata admite que aliança com Maksuês foi mal explicada e que candidatos a vereador não foram fiéis

* Lamenta que Jayme tenha entrado na campanha tarde demais e que teve prejuízo por causa de boatarias 

* Diz que Murilo abusou das máquinas do Município e do Estado e que só teve mesmo a votação da espontânea

* Revela que chegou a discutir acordo com Murilo para este recuar e apoiá-lo, com Pedro Elias ou Cely de vice

* Ex-governador diz que em 2010 disputa a deputado federal ou estadual ou então lançará o filho Júlio Neto 

  O ex-governador e conselheiro aposentado do TCE, Júlio Campos, disse nesta quinta, em visita ao RDNews, que vários fatores contribuíram para sua derrota à Prefeitura de Várzea Grande, entre eles a aliança mal explicada com o PP do deputado Maksuês Leite, que indicou a esposa Mara Rúbia de vice da chapa, a desagregação dos candidatos proporcionais e a demora do irmão, senador Jayme Campos, em assumir a linha de frente da campanha.

   Júlio iniciou a corrida sucessória com ampla vantagem sobre o desgastado prefeito Murilo Domingos (PR). A partir da composição DEM-PP, que resultou na cooptação para o seu palanque do então adversário ferrenho Maksuês, começou a cair nas pesquisas de intenção de voto. Por fim, Murilo se reelegeu com 72.519 votos (57,89% dos válidos), enquanto Júlio obteve 45.688 votos (36,47%) e Nico Baracat (PMDB) conquistou 7.57 votos (5,63%).

   Na avaliação do democrata, o acordo com o PP para a saída do páreo de Maksuês foi feito numa "dobradinha" com Cuiabá, onde o PP lançou Walter Rabello, enquanto o DEM indicou de vice Ana Rita. Esse entendimento, observa Júlio, se deu muito rápido e o eleitorado não o absorveu. Júlio lista como o segundo erro estratégico a idéia de sua coligação, composta por 13 partidos, de lançar 113 candidatos a vereador. Com isso, ficou difícil de controlá-los e houve muita traição.

   Júlio Campos observa que o seu bloco conquistou 9 das 13 vagas na Câmara Municipal, chegando a 73 mil votos de legenda, enquanto a de Murilo só elegeu quatro parlamentares e, mesmo assim, o republicano o deu uma "surra" nas urnas. "Houve desagregação total dos vereadores. Não houve voto vinculado, enquanto os vereadores do Murilo foram unidos. Eu só tive os votos da espontânea, que foram os 36%, enquanto os do Murilo foram unidos, tanto que 80% dos votos foram fechados".

   Outra falha, na análise de Júlio, foi a demora do irmão Jayme em "entrar pra valer" na campanha. Observa que o senador estava confiando demais no resultado das pesquisas. Lembra que em 30 de junho, data que marcou o início da campanha, aparecia com 58% das intenções de voto no Ibope, enquanto Murilo detinha 18%. O resultado, porém, foi o contrário. Enfatiza que Jayme, ex-prefeito por três mandatos, só assumiu a coordenação-geral da campanha em setembro, quando o barco já estava quase afundando. Diz ainda que os "eleitores indecisos" esconderam a preferência por Murilo, tanto que os resultados das pesquisas não batiam.

   Júlio reclamou também do uso das máquinas do Município e do Estado em favor da reeleição do prefeito. "Houve abuso da máquina dia e noite, além da força do governo do Estado, que fez muitas obras na campanha. Várzea Grande virou um canteiro de obras. Acho que foram despejados mais de R$ 25 milhões de recursos. O Murilo fez uma campanha milionária, enquanto eu tive poucos recursos. Aliás, minhas campanhas sempre foram difíceis e com pouco bereré".


Ex-governador Júlio Campos afirma que foi vítima de boatarias

   O ex-governador diz que a boataria contra sua candidatura também o prejudicou eleitoralmente. "Espalharam que o nosso grupo estava no poder há 40 anos, nos vinculando ao atraso. Fizeram maldade com o Jayme, dizendo que ele falava que bastaria bater no coxo que todos votavam em mim, passando imagem de coronelismo. Espalharam também que eu estava doente, com câncer. Nos outdoors, aparecia escrito: "vá cuidar de sua mulher cancerosa. Tudo isso nos prejudicou".

   Júlio Campos afirma que, quando estava na ativa no TCE foi assediado por todos os líderes políticos, com incentivos para entrar na disputa eleitoral. Depois que se aposentou, as resistências apareceram. Conta que até mesmo o prefeito Murilo o convidou para uma aliança política. Ambos chegaram a fechar um pré-acordo, com o nome do sobrinho do prefeito, Pedro Elias, de vice da chapa ou então de Cely Almeida, ex-secretária de Promoção Social e que saiu derrotada à vereadora pelo PR.

   "Na época, o Murilo estava muito desgastado e o pessoal falava que seria o beijo da morte, pois a gente poderia perder". Júlio afirmou também que Jayme se posicionou contra sua candidatura. O alertava que seria melhor continuar no TCE e vir a disputar em 2010, inclusive cadeira de senador. Jayme declarou que, nesse caso, ficaria de fora de uma disputa majoritária.

   Futuro político

   Após duas derrotas seguidas, ao Senado, em 1998, e agora para prefeito do segundo maior município mato-grossense, Júlio Campos, já aos 62 anos, afirma que não vai abandonar a vida pública. Adianta que em 2010 enfrentará candidatura proporcional, de deputado federal ou de estadual. Não descarta, porém, abrir espaço para o filho Júlio Neto. "Ele já tomou gosto pela política. O João Neto já sabe de política mais do que eu que tenho 30 anos de militância", brincou o ex-prefeito, ex-deputado federal, ex-governador e ex-senador, ao lembrar que o filho se empenhou bastante em sua campanha deste ano.


Júlio Campos pontua as falhas que levaram-no à derrota
Fotos: Rodinei Crescêncio

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Comentários (23)

  • Maria Margareth | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E há, mais como o Jhulinho esta magro, será que foi da campanha ou será q esta doente?

    Jhulinho, favor filho, esqueça a politica e vai cuidar da sua saude. Beijhos

  • Carlos Gomes de Arruda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Dr.Julio Campos, o senhor é um vitorioso e vencedor,pois disputou uma eleição praticamente sózinho,percorrendo os nossos bairro,apresentando e discutindo o seu bem elaborado plano de governo para nossa V.Grande. Infelizmente o nosso povo trocou 4 anos de eficiencia e competencia governamenal,por um pequena quantidade de dinheiro, quitação de impostos e conta de agua atrazadaz,caminhão de aterro,e outros pénduricalhos oferecido pelo atual e inconpetente Prefeito Murilo Domingos.Muitos já arrependeram da besteira feita,mais agora é tarde, vamos sofrer mais quatro anos de desgoverno e corrupção. Já viu que os irmãos Domingos não é mole,já estão loucos para brigarem com o Vice,Tião da Zaelli,para não dividirem o poder municipal,com a classe empresarial que o Tião representa.Siga em frente,que Deus lhe abençoe, Mato Grosso e V.Grande deve muito pelo seu trabalho.

  • Jota Souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sr Julio Campos como sempre fazendo alianças e comprando seus adversários ferrenhos, e assim levando para o mesmo palanque. Julinho o povo não é mais besta como antes, espero que o Sr não se candidate a mais nada, e vá curtir sua inúmeras aposentadoriaiscom sua familia, pq se canditar preste atenção nas suas alianças. O bão dessas alianças que vc não vai sozinho pro buraco, leva seus aliados adversários...kkkkkk...
    Probre do Macksuês em Várzea Grande o povo diz que ele não ganha mais nem pra porteiro de cemitério.rsrsrs
    E pior Macksuês, dessa vez acho que o povo não terá memória curta...

  • julio augusto de oliveira soares | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O senhor Julio Campos tem que aprender a respeitar a vontade soberana do povo e tirar este semblante de odio que parece estar o consumindo por dentro e se dar continuidade a sua vendetta contra o doutor Wallace levara o seu partido o DEM a um desgaste de dificil recuperacao que certamente culminara com uma derrota maior em 2010.O povo assinalou nao mais aceitar a velha politica de imposicáo da vontade de uma minoria sobre a esperanca e sonhos da maioria.

  • juca do guarana | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    concordo que a aliança com o maksues leite, contribuiu pra derrota do sr julio campos, mais quem perdeu foi a cidade de varzea grande,conheço o julio e sabia do trabalho que ele iria fazer em v.grande dos seu projetos o seu mandato iria ficar para sempre na historia de dessa cidade, bola pra frete julio mato grosso te adora, e pode ter certeza vç poderar ser senador deste estado em 2010 é só acreditar, e trabalha pra isso companheiro.

  • Assunção | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ORA, JULIO!
    Você explica mas não convence. Na verdade você se desgastou profundamente na política. Tirkou o Wallace da jogada, depois fez com com o menino Maksues, desistisse de ser candidato, e, ainda pior, fez com que ele o apoiasse, isso não foi explicado, mas o povo sabe. É só o Makssues botar a cara e vai levar um cacete, ate para presidente de bairro. Quanto a demora do seu irm~kao entrar pra valer na campanha por se achar que a vitória era sua é uma tremenda mentira, pois qualquer eleitor, por mais humilde e sem conhecimento político sabia que o Murilo iria ganhar com folga as eleições. Quanto o uso da máquina, até Mas eu pergunto concordo com você, pois isso é cultural no Brasil. Mas eu pergunto. Quanto você gastou? Aliás, quem é conhecido como JUlinho BERERE? Chega de choro rapaz, Aposente-se na política para sempre.

  • Willian Santos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O que aconteceu nessa eleição em Várzea Grande é simples:
    1º O Prefeito Murilo não mostrou como assumiu a Prefeitura toda sucateada, bem como não mostrou o que fez na sua Gestão.
    2º A hora que começou a mostrar na propaganda gratuita do horário eleitoral, a opniões da população mudou totalmente em relação a administração.
    3º O povo de Várzea Grande, não aceita mais coronelismo, persiguição, medo, não quer mais Campos no poder.
    4º Então Srº Júlio Campos, não fica inventando desculpinhas, seja humilde e acredite que quem manda é o povo.

  • fernando cezar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Com essas atitudes nao so o Julinho mas tambem o DEM vai de agua abaixo.

  • Júnior | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Piada, piada, piada......

    Este Sr. Júlio Campos falar que teve poucos recursos. É uma vergonha! Dá nojo de ler e ouvir estas coisas !!!! Gastou R$ 3 milhões com o Maksues, Gastou R$ 750 mil para tirar o Maksues do ar, gastou mais de R$ 1,5 milhão com produtora, pagou R$ 200 mil para o Nico passar aquele vídeo o Wallace. Além disto, o Júlio Neto era visto, diariamente, no Banco Bradesco, da Couto Magalhães, saindo com malas e mais malas de dinheiro.

    Sr. Júlio, o povo não é idiota, como o Sr. pensa que é. Entenda: para vida política, V.Sa. não volta mais, porque o povo não quer.

  • Santos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caros Leitores,

    Não seria melhor este cidadão, que sequer mora na VG, tanto é verdade que no dia 06 de outubro, já estava de volta para o seu apartamento de 1.000.000 de reais, localizado em Cuiabá, ir curtir a sua aposentadoria de 80 mil reais e deixar de justificar o injustificável

    Estamos cheios deste tipo de pessoa. Basta !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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