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Sábado, 01 de Março de 2008, 21h:13 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

Artigo

Amazônia é máquina para chuva, diz analista

   Em novo artigo, o analista ambiental Eduardo Figueiredo Abreu discorre sobre o desmatamento e enfatiza o resultado de uma das pesquisas do cientista Enéas Salati, que analisou a proporção de isótopos de oxigênio na precipitação pluviométrica amazônica do Atlântico ao Peru. Abreu observa que a conclusão do estudo foi de que a Amazônia produz a parte maior de sua própria chuva. A implicação óbvia foi que o excesso de desmatamento poderia causar desequilíbrios nos períodos de seca e de chuva, interferindo inclusive na atividade econômica humana na Amazônia.

   "Podem acreditar: boa parte da cana-de-açúcar, soja e outras safras agroindustriais nessas regiões dependem da máquina de chuva da Amazônia, da estabilidade climática desse precioso bioma. O mesmo acontece com parte importante da geração de energia hidrelétrica no Brasil. A economia brasileira e mato grossense não pode se dar ao luxo de perder a contribuição importante da máquina de chuva amazônica, e para isso, governos e sociedade precisam encontram solução consensual, que permita coexistir pacificamente o processo de desenvolvimento com a manutenção do sistema climática amazônico, evitando com isso, rupturas irreversíveis, com prejuízos ecológicos e econômicos irreversíveis".

   Sob o título "A máquina de produzir chuva e o desmatamento evitado" o artigo de Eduardo Figueiredo está postado na seção Artigos, logo acima, à esquerda. Confira.

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Comentários (13)

  • ana telles modena | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sem água não há vida, sem chuva não há plantação nenhuma. Temos que ter responsabilidade para saber o que, quando, quanto e aonde plantar. Parabéns pelo artigo.

  • Anderson Souza Figueiredo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Cabe a cadeia do agronegócio entender e assumir de vez o seu papel de transformador das forças da natureza. Conviver pacificamente com essas forças demanda respostas rápidas e inteligentes para esse setor não sofrer ataques da midia internacional.

  • darci silva marinho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Como secretário geral do instituto resíduos, defendemos que haja uma grande força tarefa nacional, envolvendo governos federal e estadual para ocorra com a maior brevidade possível a definição do zoneamento agroecológicoambiental da amazônia, sobretudo a matogrossense, estabelecendo os marcos territoriais onde é possível avançar na fronteira agrícola, assim como, criar instrumentos econômicos para manutenção da floresta em pé, incentivos econômicos para projetos de reflorestamento com espécies nativas e implantaçao de projetos de manejo florestal de baixo impacto, inclusive no âmbito dos assentamentos rurais existentes na região. O artigo do amigo eduardo serve de alerta que precisamos avançar mais, e com a rapidez necessária, em termos de viabilizar politicas públicas que compatibilize a importância dos serviços ecológicos oferecidos pelo bioma da floresta amazônica dos modelos de desenvolvimento econômicos implantados na região.

  • Eng.º Adilson Reis | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Perfeito, grande artigo, contribui decisivamente para a "decodificação" das leituras/entendimentos ambientais, estimulando(?) uma TOMADA DE DECISÃO POLÍTICA embasada em conhecimento, insumo ainda raro hoje em dia.
    Informo sobre a realização do II Encontro de Geografia Física da Amazônia, de 19 a 21 de maio/2008 em Belém, onde também cobraremos a tal DECISÃO POLÍTICA, sob o tema "O Agronegócio e as transformações na Paisagem Rural Amazônica" a ser apresentado por nós em Mesa Redonda.

  • SILVIO BARRETO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns ao Eduardo pelos excelentes trabalhos que vêm desenvolvendo em prol do Meio Ambiente, acredito, inclusive, que o Eduardo merece um reconhecimento maior pelos Gestores de MT.

    Parabéns novamente e Sucesso!!

  • vera lucia de arruda rabello | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse artigo responde a angustia do estado de mato grosso e dos demais estados da amazônia em como lidar com os recursos naturais da amazônia, revelando o caminho da sustentabilidade e os limites do desenvolvimento econômico.

  • angela maria batista reuter | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Depois de ler este brilhante artigo eu poderia comentar os aspectos técnicos abordados pelo inteligente e competente eduardo abreu. No entanto prefiro comentar a situação da sema e afirmar que o jogo politico lá é uma tremenda sacanagem. Para vocês terem uma idéia, o Eduardo foi coordenador de resíduos sólidos do órgão realizando um excelente trabalho, além de possuir vários cursos de pós graduação. Ele também foi quem lutou no inicio da década de 90 e conseguiu criar o parque massairo okamura, localizado na morada do ouro, e recentemente criou o instituto resíduos. é um técnico idealista e realizador, e lamentavelmente, não é devidamente valorizado na sema, como vários outros técnicos ditos competentes que estão totalmente fora do processo de decisão, ou mesmo, sem sequer poder colocar as idéias do artigo em prática, que seria uma grande contribuição para o Estado e para o país.

  • Marilu rodrigues de aquino | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    OLHA SÓ A GRANDE OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO E DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL SERIA SE O MERCADO DE CARBONO FOSSE EFETIVAMENTE IMPLEMENTADO NO ESTADO. O GOVERNO DO ESTADO DEVERIA INVESTIR MAIS EM REFLORESTAMENTO DE ESPÉCIES NATIVAS, QUE CAPTAM MAIS CARBONO DA ATMOSFERA, COMO TAMBÉM, OS PRÓPRIOS PRODUTORES RURAIS TERIAM UM PLUS NA SUA RENDA ATRAVÉS DOS SERVIÇOS AMBIENTAIS OFERECIDOS PELA FLORESTA PLANTADA. POR FALTA DE VISÃO DOS ATUAIS GESTORES AMBIENTAIS ESTAMOS PERDENDO O BONDE DA HISTÓRIA, POIS ALÉM DE OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO, SERIA UMA FORMA DE MANTER A FLORESTA EM PÉ, E COM ISSO, REDUZIR A PRESSÃO INTERNACIONAL SOBRE A AMAZÔNIA, E PRINCIPALMENTE, SOBRE MATO GROSSO. COMO GESTOR GOVERNAMENTAL DA POLITICA AMBIENTAL DO ESTADO, O SECRETÁRIO DALDEGAN DEVERIA TER MAIS HUMILDADE E CONVOCAR O ANALISTA EDUARDO PARA ELABORAR UM PROJETO COM TAL OBJETIVO, O MEIO AMBIENTE E A SOCIEDADE MATOGROSSENSE AGRADECERIA MUITO.

  • Fernando Alves Nogueira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Marilú, acho que você viajou na maionese, o daldegan jamais terá humildade, e também ele não gosta de técnicos de carreira que sejam competentes e que não sabem puxar saco. Por isso a Sema está do jeito que está, e os técnicos desmotivados e desperdiçados como é o caso do Eduardo.

  • maristela ferraz azambuja | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Os comentários acima me deixaram horrorizada com essa situação na sema, excluindo técnicos competentes e contratando um monte de gente pela janela sem qualificação nenhuma. O que me deixa mais indignada ainda é o governador blairo maggi, em quem votei nas últimas eleições não tomar nenhuma providência, ou será que está sendo ludibriado por mentiras ou meias verdades? Conheço o Eduardo, sei da sua ética e do seu compromisso com a área ambiental, é ambientalista convicto e com profundo conhecimento de politicas públicas. Digo a você para não baixar a guarda, continue sua luta, está construíndo uma linda biografia, e tenha certeza vai chegar o dia de um governo valorizar técnicos de carreira e que tanto têm contribuído para o Estado.

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