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Sábado, 02 de Agosto de 2008, 22h:07 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

JUDICIÁRIO

Analfabeto, cacique tem a candidatura indeferida

  A Justiça indeferiu o registro de candidatura a vereador por Rondolândia (a 1.600 km a Noroeste de Cuiabá) do cacique da aldeia Suruí, José Itabira Surui (PR). O pedido partiu do  Ministério Público. Alega que o índio é analfabeto. O juiz da 35º Zona Eleitoral de Juína, Alexandre Delicato Pampato, julgou procedente. Entende que há inelegibilidade do cacique porque falta a este domínio das técnicas de leitura e escrita do idioma português. O intrigante é que Surui já foi candidatou a vereador em 2004 em Cacoal (RO). Desta vez seria um dos concorrentes às 9 vagas na Câmara Municipal de Rondolândia, não fosse o "bloqueio" da Justiça.

  Em sua defesa, o advogado Gilmar da Cruz e Souza afirma que a alegação de ser analfabeto não é prova suficiente para pedir a impugnação da candidatura. “Surui é alfabetizado em sua língua natal, o Tupi Monde, língua materna da etnia a qual pertence e representa, conforme documento expedido pela Escola Indígena da Aldeia Indigenista Apoena Meirelles”, ressalta.

  Para Lauro da Mata, advogado que também responde pelo caso, o juiz se apegou ao formalismo de saber ler e escrever. “Ele (Surui) tem o direito de representatividade de sua cultura, não tem dificuldade de se expressar e sabe manter boa conversação na nossa língua pátria”, afirma.

  Da Mata lembra do episódio envolvendo o ex-cacique xavantE Mário Juruna (já falecido), que se tornou o único índio na história brasileira a assumir mandato de deputado federal (83/87). De acordo com o advogado, Surui só é cacique de sua tribo por ser sábio e conhecedor na área de humanidades e que isso não poderia ser considerado analfabeto por não ler e escrever na Língua Portuguesa. “O direito de votar e ser votado é previsto por lei e deve ser o mais amplo possível”, pondera. (Vivian Lessa)

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Comentários (6)

  • José Eduardo Pessoa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Imaginem um analfabeto lendo um projeto de lei para análise e votação. É uma piada deixar candidatar gente com grau de instrução assim. Não tenho nada contra o cacique, por não ter tido oportunidade como outros tiveram para aprender a ler.Tenho sim contra a Justiça Eleitral que deixa certos juizes admitir a candidatra de analfabetos, como é o caso dos comentários acima citados. Temos que moralizar. Não só analfabetos, mas também quem tem processos por improbidade administrativa, crimes, e outros tipo de delitos. O candidato tem que ter mínima instrução e ficha limpa. Como se faz no SPC e CERASA. Sujo não tem crédito. Pensem nisso.

  • sandro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E como fica o juca do guarana em cuiaba, este nao sabe fazer o O nem sentado na areia, nao sabe nem soletrar as vogais, agora dinheiro ele tem.

  • CARLOS ROBERTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    EU PREFIRO VOTAR EM ANALFABETO HONESTO, DO QUE NUM MONTE DE LETRADO LADRÃO, QUE ESTÃO NO PODER E A JUSTIÇA NADA FAZ.

  • walter machado | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    eu acho um absurdo,não deichar o cacique ser candidato, pois ele apezar de não saber ler nem escrever a nossa lingua, não lhe tira o direito de candidatar, para defender o direito do seu povo, já que ele é cacique de sua tribo.

  • Antonio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Exato Sandro,vamos dar outro Exemplo: Trabalhei na empresa do sr.Amador TUT, o cara é analfabeto de pai,mae,tio,tia....e animais de estimação, e no entanto foi parlamentar. Ora quem tem dim dim, consegue.É pq o cacique ai nao tem diamentes,se tivesse ai o negocio era no buraco dos outros.

  • EDSON FIGUEIREDO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SEM SABER LER JUCA E O CANDIDATO MAIS RICO IMAGINE QUE DIVESSE AO MENOS A QUARTA SERIE.

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